domingo, 25 de agosto de 2013

Toda a minha força...

Toda a minha força...
14.05.2010

Há momentos em que um guerreiro fica exausto, saturado de carregar toda a parafernália de armaduras, armas e violência. O cansaço não é, entretanto, pelo peso de suas bagagens, mas pelos seus próprios pensamentos que o entorpecem.

Um guerreiro que tem seu adversário logo à frente possui uma facilidade favorável: seu adversário está sempre posto concretamente diante de seus olhos, de modo que se o ataque de um machado lhe atingir, certamente se saberá quem desferiu o golpe.

Quem luta pela sua própria vida e pela sua própria autenticidade existencial, luta completamente sozinho e está jogado no campos de batalha sem nenhum adversário que não seja ele mesmo, suas próprias escolhas que pesam tanto ou mais que armas e ferros.

E os ferimentos que sofrer ao longo do tempo poderá se aprofundar tanto que acabe por atingir sua concretude, pois carrega o estigma da morte e é golpeado o tempo todo...

De fato, viver não é para fracos, mas o forte tem também suas fraquezas e recaídas, apesar de rápidas. Sim, porque o fraco está imerso em toda a sua fraqueza, não há como recair mais intensamente; o forte, porém, está embebido de sua própria força, mas não pode ser forte sempre, porque é mortal, eis a sina do herói.

Hoje eu sinto fraqueza e sinto-a porque não estou acostumado a ela. Importa-me degustá-la um pouco mais para retornar à minha força com maior glória!

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