Aos leitores do meu blog, desculpa por tanto tempo não escrever nada! Tive que mudar de casa, até arrumar toda a bagunça, não consegui postar meus textos aqui.
Essa semana "estarei postando" um texto muito legal que estou escrevendo. Aguardo vocês!
Abraços!
Janelas são sedutoras Mas são apenas janelas A porta é a Morte.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
O fim do mundo! Tentativa n° 3250973401982374123.42830471098512039487.172094871!!! Fail!
Nunca o fim do mundo esteve tão próximo! Faltam menos de 5 horas para ver a volta de Jesus! Será que ele conseguirá vir no horário marcado?
Não esqueça de fazer tudo o que você sempre quis, antes que seja tarde demais! Mas cuidado! Pode ser que nada aconteça hoje e você faça coisas das quais poderá se arrepender depois!
Harold Camping, um engenheiro de 89 anos, americano... que é dono de dois canais de TV e mais de 200 estações de radio, dentre elas a Family Radio, onde se divulgou arrebatamento acontecerá ainda hoje, dia 21 de maio de 2011 (calma, o dia ainda não acabou!) é o "irmão" que está por detrás destas profecias! Investimentos de 34 milhões de dólares, 56 milhões em espólios e 29 milhões em hipotecas são algumas das "provas irrefutáveis" sobre a segunda vinda de Jesus que os seguidores de Harold Camping não apresentam ao público!
OBS: Há boatos de que Harold Camping pedirá desculpas pela grande falha! (afinal, ele não entrou no twitter para confirmar se Deus estaria ou não disposto a dar início ao julgamento a partir de hoje? Não custava nada mandar um recadinho no facebook, não?)
Veja mais em
http://daily.bhaskar.com/article/BZR-judgement-day-2011-who-says-the-world-will-end-on-may-21-2123140.html
http://ac360.blogs.cnn.com/2011/05/20/tick-tock-goes-the-doomsday-clock/
http://newsfeed.time.com/2011/05/15/judgment-day-no-way-what%E2%80%99s-behind-the-may-21-2011-end-of-the-world-rumors/
http://newsfeed.time.com/2011/05/16/by-the-numbers-how-may-21-2011-was-calculated-to-be-judgment-day/
http://www.nytimes.com/2011/05/20/us/20bcjames.html?_r=1
deprimente:
Não esqueça de fazer tudo o que você sempre quis, antes que seja tarde demais! Mas cuidado! Pode ser que nada aconteça hoje e você faça coisas das quais poderá se arrepender depois!
Harold Camping, um engenheiro de 89 anos, americano... que é dono de dois canais de TV e mais de 200 estações de radio, dentre elas a Family Radio, onde se divulgou arrebatamento acontecerá ainda hoje, dia 21 de maio de 2011 (calma, o dia ainda não acabou!) é o "irmão" que está por detrás destas profecias! Investimentos de 34 milhões de dólares, 56 milhões em espólios e 29 milhões em hipotecas são algumas das "provas irrefutáveis" sobre a segunda vinda de Jesus que os seguidores de Harold Camping não apresentam ao público!
OBS: Há boatos de que Harold Camping pedirá desculpas pela grande falha! (afinal, ele não entrou no twitter para confirmar se Deus estaria ou não disposto a dar início ao julgamento a partir de hoje? Não custava nada mandar um recadinho no facebook, não?)
Veja mais em
http://daily.bhaskar.com/article/BZR-judgement-day-2011-who-says-the-world-will-end-on-may-21-2123140.html
http://ac360.blogs.cnn.com/2011/05/20/tick-tock-goes-the-doomsday-clock/
http://newsfeed.time.com/2011/05/15/judgment-day-no-way-what%E2%80%99s-behind-the-may-21-2011-end-of-the-world-rumors/
http://newsfeed.time.com/2011/05/16/by-the-numbers-how-may-21-2011-was-calculated-to-be-judgment-day/
http://www.nytimes.com/2011/05/20/us/20bcjames.html?_r=1
deprimente:
sábado, 14 de maio de 2011
Um jeitinho taubateano de ser brasileiro II - Sobre como nadar contra a maré que vem pra cá e vai pra lá
Ser normal é uma coisa que cansa, mas juro que estou tentando bastante (e só faço isso porque preciso "ser social", não posso ficar girando em torno de mim mesmo...) E ser normal é estar de acordo com aquilo que já é previsto, andar como mandam as normas, dançar conforme a música tocada.
No nosso contexto, isso pode significar várias coisas previsíveis, tais como ser contra ou ser a favor, estar do lado do peixoto ou do lado do povo, fazer ou não fazer protesto, se envolver ou não se envolver.
O problema, entretanto, vai além deste antagonismo histórico, cansativo e esclerosado!
Explico, antes, que, no texto anterior, eu quis ser óbvio intencionalmente, pois acho necessário atingir a superfície para depois buscar o fundo das coisas. E creio ter conseguido fazer isso.
Geralmente os 98,87% do povo acredita piamente na luta entre o bem e o mal. Não vou discutir a existência personificada do BEM ou do MAL, nem sobre os conceitos universalizantes que giram ao redor deles. Nos joguinhos políticos/econômicos (não há como separar mais uma coisa da outra) não existe lugar apenas para dois lados! As perspectivas são inúmeras.
É que já está marcado na consciência coletiva este modo de pensar a realidade. Olhar a realidade como manifestação de duas forças opostas, como blocos divididos em pares que se contradizem sem nunca criar um terceiro elemento, um elemento ímpar que faça tencionar ambas as partes consta desde os nossos queridos Sócrates e Platão! Isso não é novidade!
Quando eu olho para todas as informações que recebo, seja virtual ou concretamente, fico pensando que, de fato, não tenho dever algum de concordar com nenhum dos lados e que, apesar de discordar das GRANDES FORÇAS ANTAGÔNICAS DO CONTRA OU A FAVOR, não deixo de ter uma opinião.
De fato, quando eu digo que não escolho um ou outro lado, estou escolhendo não escolher. Não escolher é uma escolha. Já nos tinha avisado Sartre: "Estamos condenados à liberdade!" É triste assumir que não temos escolha... A frase correta seria: "Não não temos escolha!!!!"
Preciso expor algumas coisas (que podem ser desagradáveis para uns, talvez 98,95% de quem irá ler esse post [percebam como os números mudam...]), mas o farei mesmo assim, pois não devo nada a ninguém, a não ser a honestidade para comigo mesmo!
1-O MAL (ou, no contexto taubateano, o PEIXOTO) age corretamente de acordo com a norma. Ou seja, o MAL é normal! A norma prescreve que o mal seja mal!!! Então, não há nada de errado em ser mal, posto que isso faz parte do curso NORMAL das coisas!
Ainda no número 1- O mal sempre é mal por completo, nunca em partes. Qualquer ser humano poderá observar empiricamente o que nos mostra a natureza de nossa existência. O mal tende a ocupar a maior parte do tempo; costuma acontecer em grande quantidade; geralmente um tipo de mal desencadeia uma outra espécie dele e este, outro e, assim, de modo sucessivo; na maioria das vezes é necessário uma quantidade dobrada de algum tipo de bem (triplicada, dependendo do caso) para se compensar um tipo de mal... E, também na maioria das vezes, nem mesmo isso é suficiente.
2-O BEM (no nosso contexto taubateano, o POVO), da mesma maneira como o mal, age corretamente conforme prescreve a normalidade de coisas: O BEM sempre deve resistir o MAL. A mesma lógica que usamos acima pode ser inferida aqui de forma invertida: o bem tende a ocupar a menor parte do tempo; costuma acontecer em pequena quantidade; não desencadeia outros tipos de bem; não ocorre de forma sucessiva... E qualquer mal é suficiente para destruir um tipo de bem.
Na ficção (ou seja, na mentira abstrata dos livros [os desejos interiores do ser humano escamoteado nas historinhas que inventamos]), o BEM sempre vence o MAL.
(...) Se você é honesto, sabe que esta não é uma verdade completa. Pode ser que o BEM vença o MAL, mas é algo raro de se acontecer.
Há outros elementos no BEM que precisamos analisar: O BEM é, geralmente, aquilo que o povo deseja, seu objetivo, ou o que manipulam e fazem com que o povo pense que é. Geralmente o BEM é o BEM de uma minoria, de uma partícula minúscula de todo o povo, mas todo o povo é levado a pensar que é exatamente o contrário!
Existem várias formas de fascismos que podem nos comprovar essa tese, o fascismo capitalista é um deles. Todos são levados a crer que estão trabalhando pelo desenvolvimento da comunidade, mas o que está "debaixo do tapete", escondido "atrás das cortinas" ou "debaixo do nosso nariz" é totalmente controverso e indesejado.
Poderíamos enumerar vários tópicos parecidos com esses ou não, mas na mesma linearidade e mesmo assim nunca será suficiente para "despertar" a consciência da grande massa, pois massa é homogênea e recebe o nome que merece...
Em partes, as revoltas e os movimentos sociais acontecem por que 97% das pessoas sente, mesmo que em um invólucro inconsciente, que "há algo estranho", que tem alguma coisa "cheirando mal". Freud chama isso de Mal Estar na Civilização. Ele explica, basicamente e no limiar de pecar por pedagogismo, que na medida em que a civilização se desenvolve ela gera, proporcionalmente, uma potência de barbárie e animalidade. (estou utilizando o termo potência e animalidade por conta própria.)
Seja como for, nós estamos tão desenvolvidos quanto entregues a um nível assaz preocupante de desespero, insatisfação e vazio! Não é a toa que haja tantos depressivos, transtornados entre outros doentes físicos e psíquicos por culpa desse modo moderno de se viver.
Tudo isso que eu escrevi está diretamente relacionado. Nada, no mundo humano, está des-ligado, nada está desconectado (falo a respeito das ações humanas, pois no âmbito das relações de um humano para outro o negócio é um pouco diferente: a solidão e o abandono nunca foram tão concretos, dado que nossas relações sejam tão liquefeitas, tão fúteis e artificiais).
Portanto, a reação do povo não é inesperada ou repentina. Como disse, em partes isso tem a ver com este mal-estar que sentimos.
Entretanto, isso também não torna o povo menos responsável ou mais bondoso que o outro lado. E é aqui que eu exponho a terceira via, muito mais óbvia e, por isto mesmo não é tão óbvia quanto parece, aquela que vai de encontro ao BEM e ao MAL. E não acho necessário explicar porque essa terceira via não é o mesmo que "ficar em cima do muro" como a cansativa e nauseante MASSA regurgita.
É a via do "E SE" !!! E se este negócio de BEM e MAL não existir? E se ambos os lados estiverem errados? E se ambos os lados estiverem corretos!? E se...
Pode ser que a expectativa dos leitores não tenha sido correspondida, mas não me importo, pois penso que "E se foi correspondida?" ...?
Importa que nós comecemos a pensar com um pouco mais de desconfiança de tudo, manter um pé atrás com o que as partes apresentam, porque nem tudo é o que parece ser, mas isso não significa que não exista a possibilidade de que as aparências revelem, de fato, o que nós precisamos saber... E existem tantas outras possibilidades que "E SE" se torna tão mais relevante quanto todo o resto!
(OBS: Não é minha intenção desmotivar os protestos. Penso que a reflexão pode lapidar a práxis. Outra coisa que a história humana nos mostra é que a Práxis é vazia na maior parte do tempo. Pensar não faz mal... ?
No nosso contexto, isso pode significar várias coisas previsíveis, tais como ser contra ou ser a favor, estar do lado do peixoto ou do lado do povo, fazer ou não fazer protesto, se envolver ou não se envolver.
O problema, entretanto, vai além deste antagonismo histórico, cansativo e esclerosado!
Explico, antes, que, no texto anterior, eu quis ser óbvio intencionalmente, pois acho necessário atingir a superfície para depois buscar o fundo das coisas. E creio ter conseguido fazer isso.
Geralmente os 98,87% do povo acredita piamente na luta entre o bem e o mal. Não vou discutir a existência personificada do BEM ou do MAL, nem sobre os conceitos universalizantes que giram ao redor deles. Nos joguinhos políticos/econômicos (não há como separar mais uma coisa da outra) não existe lugar apenas para dois lados! As perspectivas são inúmeras.
É que já está marcado na consciência coletiva este modo de pensar a realidade. Olhar a realidade como manifestação de duas forças opostas, como blocos divididos em pares que se contradizem sem nunca criar um terceiro elemento, um elemento ímpar que faça tencionar ambas as partes consta desde os nossos queridos Sócrates e Platão! Isso não é novidade!
Quando eu olho para todas as informações que recebo, seja virtual ou concretamente, fico pensando que, de fato, não tenho dever algum de concordar com nenhum dos lados e que, apesar de discordar das GRANDES FORÇAS ANTAGÔNICAS DO CONTRA OU A FAVOR, não deixo de ter uma opinião.
De fato, quando eu digo que não escolho um ou outro lado, estou escolhendo não escolher. Não escolher é uma escolha. Já nos tinha avisado Sartre: "Estamos condenados à liberdade!" É triste assumir que não temos escolha... A frase correta seria: "Não não temos escolha!!!!"
Preciso expor algumas coisas (que podem ser desagradáveis para uns, talvez 98,95% de quem irá ler esse post [percebam como os números mudam...]), mas o farei mesmo assim, pois não devo nada a ninguém, a não ser a honestidade para comigo mesmo!
1-O MAL (ou, no contexto taubateano, o PEIXOTO) age corretamente de acordo com a norma. Ou seja, o MAL é normal! A norma prescreve que o mal seja mal!!! Então, não há nada de errado em ser mal, posto que isso faz parte do curso NORMAL das coisas!
Ainda no número 1- O mal sempre é mal por completo, nunca em partes. Qualquer ser humano poderá observar empiricamente o que nos mostra a natureza de nossa existência. O mal tende a ocupar a maior parte do tempo; costuma acontecer em grande quantidade; geralmente um tipo de mal desencadeia uma outra espécie dele e este, outro e, assim, de modo sucessivo; na maioria das vezes é necessário uma quantidade dobrada de algum tipo de bem (triplicada, dependendo do caso) para se compensar um tipo de mal... E, também na maioria das vezes, nem mesmo isso é suficiente.
2-O BEM (no nosso contexto taubateano, o POVO), da mesma maneira como o mal, age corretamente conforme prescreve a normalidade de coisas: O BEM sempre deve resistir o MAL. A mesma lógica que usamos acima pode ser inferida aqui de forma invertida: o bem tende a ocupar a menor parte do tempo; costuma acontecer em pequena quantidade; não desencadeia outros tipos de bem; não ocorre de forma sucessiva... E qualquer mal é suficiente para destruir um tipo de bem.
Na ficção (ou seja, na mentira abstrata dos livros [os desejos interiores do ser humano escamoteado nas historinhas que inventamos]), o BEM sempre vence o MAL.
(...) Se você é honesto, sabe que esta não é uma verdade completa. Pode ser que o BEM vença o MAL, mas é algo raro de se acontecer.
Há outros elementos no BEM que precisamos analisar: O BEM é, geralmente, aquilo que o povo deseja, seu objetivo, ou o que manipulam e fazem com que o povo pense que é. Geralmente o BEM é o BEM de uma minoria, de uma partícula minúscula de todo o povo, mas todo o povo é levado a pensar que é exatamente o contrário!
Existem várias formas de fascismos que podem nos comprovar essa tese, o fascismo capitalista é um deles. Todos são levados a crer que estão trabalhando pelo desenvolvimento da comunidade, mas o que está "debaixo do tapete", escondido "atrás das cortinas" ou "debaixo do nosso nariz" é totalmente controverso e indesejado.
Poderíamos enumerar vários tópicos parecidos com esses ou não, mas na mesma linearidade e mesmo assim nunca será suficiente para "despertar" a consciência da grande massa, pois massa é homogênea e recebe o nome que merece...
Em partes, as revoltas e os movimentos sociais acontecem por que 97% das pessoas sente, mesmo que em um invólucro inconsciente, que "há algo estranho", que tem alguma coisa "cheirando mal". Freud chama isso de Mal Estar na Civilização. Ele explica, basicamente e no limiar de pecar por pedagogismo, que na medida em que a civilização se desenvolve ela gera, proporcionalmente, uma potência de barbárie e animalidade. (estou utilizando o termo potência e animalidade por conta própria.)
Seja como for, nós estamos tão desenvolvidos quanto entregues a um nível assaz preocupante de desespero, insatisfação e vazio! Não é a toa que haja tantos depressivos, transtornados entre outros doentes físicos e psíquicos por culpa desse modo moderno de se viver.
Tudo isso que eu escrevi está diretamente relacionado. Nada, no mundo humano, está des-ligado, nada está desconectado (falo a respeito das ações humanas, pois no âmbito das relações de um humano para outro o negócio é um pouco diferente: a solidão e o abandono nunca foram tão concretos, dado que nossas relações sejam tão liquefeitas, tão fúteis e artificiais).
Portanto, a reação do povo não é inesperada ou repentina. Como disse, em partes isso tem a ver com este mal-estar que sentimos.
Entretanto, isso também não torna o povo menos responsável ou mais bondoso que o outro lado. E é aqui que eu exponho a terceira via, muito mais óbvia e, por isto mesmo não é tão óbvia quanto parece, aquela que vai de encontro ao BEM e ao MAL. E não acho necessário explicar porque essa terceira via não é o mesmo que "ficar em cima do muro" como a cansativa e nauseante MASSA regurgita.
É a via do "E SE" !!! E se este negócio de BEM e MAL não existir? E se ambos os lados estiverem errados? E se ambos os lados estiverem corretos!? E se...
Pode ser que a expectativa dos leitores não tenha sido correspondida, mas não me importo, pois penso que "E se foi correspondida?" ...?
Importa que nós comecemos a pensar com um pouco mais de desconfiança de tudo, manter um pé atrás com o que as partes apresentam, porque nem tudo é o que parece ser, mas isso não significa que não exista a possibilidade de que as aparências revelem, de fato, o que nós precisamos saber... E existem tantas outras possibilidades que "E SE" se torna tão mais relevante quanto todo o resto!
(OBS: Não é minha intenção desmotivar os protestos. Penso que a reflexão pode lapidar a práxis. Outra coisa que a história humana nos mostra é que a Práxis é vazia na maior parte do tempo. Pensar não faz mal... ?
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Um jeitinho taubateano de ser brasileiro!
Esse ano o povo de Taubaté resolveu se organizar para colocar seu atual prefeito "no olho da rua".
Não posso deixar isso passar em branco, pois estamos bem no final do mandato de Roberto Peixoto e as acusações contra ele constam desde o princípio (isso soou meio bíblico agora...).
Apesar das acusações (ao contrário do que diz o prefeito, com várias provas materiais), o próprio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo deu o parecer favorável às contas da prefeitura de Taubaté no ano de 2007. O link do parecer AQUI e AQUI!!
A câmara de Taubaté, no dia 20 de abril deste ano de 2011, aprovou com 11 votos a 3, as contas da prefeitura no ano de 2007. O TCE rejeitou as contas, num primeiro momento, a prefeitura recorreu e conseguiu o parecer favorável. Reforço: 11 votos a 3!!! VEJA AQUI!
Já não é de agora que o TCE apresenta irregularidades... E todos nós (aproximadamente 0,03% de toda a população brasileira - pra não chutar menos...) sabemos bem as contradições internas do sistema!
Não vou citar outros nomes que não sejam o de Roberto Peixoto aqui, pra não cometer o equívoco de favorecer uma ou outra pessoa, quem pesquisar corretamente encontrará as pessoas que iniciaram os movimentos contra o prefeito. Estou postando neste texto vários arquivos de texto em pdf, sites oficiais, vídeos e links complementares. Quem ama o conhecimento que pesquise mais!
Mal se passou um mês do 11 a 3 do dia 20 de abril, aconteceu uma mudança miraculosa no coração dos vereadores desta cidade de Taubaté: A câmara aprova, por UNANIMIDADE (quase que espontânea!!! algo do tipo TANG, joga na água e vira suco!) , a comissão que poderá cassar Roberto Peixoto. Veja mais AQUI e AQUI
Não pude comparecer à camara nesta quarta-feira. Mas vi um vídeo que gravaram em que os vereadores todos dizem o tão aguardado "sim" (algo parecido com o "sim" de um casamento...) Tenho que confessar que, apesar de ter achado isso muito bom pra começo de conversa, fiquei profundamente consternado pela atitude covarde dos vereadores, hipocrisia lamentável.
Os vereadores se isolaram do povo por meio daquele vidro que grita o esvaziamento da política e total desmoronamento do interesse popular pelos problemas da cidade.
Estamos em uma espécie de ditadura velada. Somos observados na internet (e a maioria acredita que estamos todos seguros na rede), a mídia que seleciona o que irá mostrar e como irá mostrar a realidade para o povo, as escolas que reforçam a alienação das grandes massas e mantém o ideal de rebanho e marionetes.
E o povo foi quem elegeu todos os políticos que temos.
Reconheço, entretanto, que entre o voto dos cidadãos e toda a sujeira política existe muito mais do que nossa vã filosofia pode imaginar!
Devemos saber que o voto dos cidadãos, no contexto de Brasil que vivenciamos, não é toda a solução dos problemas (já que eu afirmei que estamos numa espécie de ditadura escamoteada, camuflada). Entre o nosso voto e o espaço político institucional existe todo um maquinário de poder político. E, querendo os críticos ou não, isso tem relação com empresas, economia e interesses dos próprios líderes políticos.
Felizmente, essa nossa reação de resistência a toda a parafernália do atual "prefeito" é um grande passo dado rumo à emancipação.
E como toda a história não-fictícia, esta nossa possui um "MAS".
MAS precisamos estar conscientes que tirar o PEIXOTO do poder não é suficiente. A Câmara e a Prefeitura (departamentos, secretarias e o diabo a quatro) ainda estão repletas de aves de rapina, de bactérias putrefatórias que também necessitam ser abolidas, pois em uma ferida aberta e podre que, por tanto tempo ficou sem cuidado, o tratamento é bem mais árduo do que nos mostra a superfície repleta de pus e sangue!
Nosso voto não é tão poderoso no Brasil como o nosso otimismo patriótico imaginou. Mas... Tomar consciência disso é um outro grande passo a ser dado. Eis a raiz de nossa emancipação! Desvelar, retirar esse véu de ignorância que o povo tem, enxergar que nosso problema exige muito mais "pé-no-chãosismo" que otimismo.
Alguns links complementares:
http://jornalcontato.blogspot.com/2008/09/roberto-peixoto-cassado.html
http://www.camarataubate.sp.gov.br/Arquivos/noticia2055.pdf
(Relatório final da CEI da ACERT Serviços Administrativos - ler sem pressa!)
http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=QLY5gnMpRzQC&oi=fnd&pg=PA7&dq=em+busca+da+pol%C3%ADtica&ots=tlrUxMkTPs&sig=2agSDnudPNpTZQ3jso9DgsEVIEA#v=onepage&q&f=false (Livro "Em busca da Política" de Zygmunt Baumann
http://www.fae.edu/pdf/biblioteca/O%20Principe.pdf (O Príncipe, de Maquiavel)
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/boetie.pdf (Discurso da servidão voluntária, de La Boetie)
http://www.espacoacademico.com.br/022/22and_rousseau.htm
Não posso deixar isso passar em branco, pois estamos bem no final do mandato de Roberto Peixoto e as acusações contra ele constam desde o princípio (isso soou meio bíblico agora...).
Apesar das acusações (ao contrário do que diz o prefeito, com várias provas materiais), o próprio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo deu o parecer favorável às contas da prefeitura de Taubaté no ano de 2007. O link do parecer AQUI e AQUI!!
A câmara de Taubaté, no dia 20 de abril deste ano de 2011, aprovou com 11 votos a 3, as contas da prefeitura no ano de 2007. O TCE rejeitou as contas, num primeiro momento, a prefeitura recorreu e conseguiu o parecer favorável. Reforço: 11 votos a 3!!! VEJA AQUI!
Já não é de agora que o TCE apresenta irregularidades... E todos nós (aproximadamente 0,03% de toda a população brasileira - pra não chutar menos...) sabemos bem as contradições internas do sistema!
Não vou citar outros nomes que não sejam o de Roberto Peixoto aqui, pra não cometer o equívoco de favorecer uma ou outra pessoa, quem pesquisar corretamente encontrará as pessoas que iniciaram os movimentos contra o prefeito. Estou postando neste texto vários arquivos de texto em pdf, sites oficiais, vídeos e links complementares. Quem ama o conhecimento que pesquise mais!
Mal se passou um mês do 11 a 3 do dia 20 de abril, aconteceu uma mudança miraculosa no coração dos vereadores desta cidade de Taubaté: A câmara aprova, por UNANIMIDADE (quase que espontânea!!! algo do tipo TANG, joga na água e vira suco!) , a comissão que poderá cassar Roberto Peixoto. Veja mais AQUI e AQUI
Não pude comparecer à camara nesta quarta-feira. Mas vi um vídeo que gravaram em que os vereadores todos dizem o tão aguardado "sim" (algo parecido com o "sim" de um casamento...) Tenho que confessar que, apesar de ter achado isso muito bom pra começo de conversa, fiquei profundamente consternado pela atitude covarde dos vereadores, hipocrisia lamentável.
Os vereadores se isolaram do povo por meio daquele vidro que grita o esvaziamento da política e total desmoronamento do interesse popular pelos problemas da cidade.
Estamos em uma espécie de ditadura velada. Somos observados na internet (e a maioria acredita que estamos todos seguros na rede), a mídia que seleciona o que irá mostrar e como irá mostrar a realidade para o povo, as escolas que reforçam a alienação das grandes massas e mantém o ideal de rebanho e marionetes.
E o povo foi quem elegeu todos os políticos que temos.
Reconheço, entretanto, que entre o voto dos cidadãos e toda a sujeira política existe muito mais do que nossa vã filosofia pode imaginar!
Devemos saber que o voto dos cidadãos, no contexto de Brasil que vivenciamos, não é toda a solução dos problemas (já que eu afirmei que estamos numa espécie de ditadura escamoteada, camuflada). Entre o nosso voto e o espaço político institucional existe todo um maquinário de poder político. E, querendo os críticos ou não, isso tem relação com empresas, economia e interesses dos próprios líderes políticos.
Felizmente, essa nossa reação de resistência a toda a parafernália do atual "prefeito" é um grande passo dado rumo à emancipação.
E como toda a história não-fictícia, esta nossa possui um "MAS".
MAS precisamos estar conscientes que tirar o PEIXOTO do poder não é suficiente. A Câmara e a Prefeitura (departamentos, secretarias e o diabo a quatro) ainda estão repletas de aves de rapina, de bactérias putrefatórias que também necessitam ser abolidas, pois em uma ferida aberta e podre que, por tanto tempo ficou sem cuidado, o tratamento é bem mais árduo do que nos mostra a superfície repleta de pus e sangue!
Nosso voto não é tão poderoso no Brasil como o nosso otimismo patriótico imaginou. Mas... Tomar consciência disso é um outro grande passo a ser dado. Eis a raiz de nossa emancipação! Desvelar, retirar esse véu de ignorância que o povo tem, enxergar que nosso problema exige muito mais "pé-no-chãosismo" que otimismo.
Alguns links complementares:
http://jornalcontato.blogspot.com/2008/09/roberto-peixoto-cassado.html
http://www.camarataubate.sp.gov.br/Arquivos/noticia2055.pdf
(Relatório final da CEI da ACERT Serviços Administrativos - ler sem pressa!)
http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=QLY5gnMpRzQC&oi=fnd&pg=PA7&dq=em+busca+da+pol%C3%ADtica&ots=tlrUxMkTPs&sig=2agSDnudPNpTZQ3jso9DgsEVIEA#v=onepage&q&f=false (Livro "Em busca da Política" de Zygmunt Baumann
http://www.fae.edu/pdf/biblioteca/O%20Principe.pdf (O Príncipe, de Maquiavel)
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/boetie.pdf (Discurso da servidão voluntária, de La Boetie)
http://www.espacoacademico.com.br/022/22and_rousseau.htm
Divagações desarmônicas
Para acender um cigarro eu uso um isqueiro ou fósforo. Para comprar um isqueiro eu uso dinheiro. Para obter dinheiro eu vendo minha força de trabalho.
Eu não suporto ouvir pessoas daquele tipo que tem sempre uma frase pronta pra tudo quanto é problema. Não suporto pessoas com aquelas mensagenzinhas pseudo-intelectuais ou pseudo filosóficas. Por exemplo: "a sociedade só quer o ter, ninguém quer ser", ou: "a sociedade é individualista, precisamos nos preocupar com o amor ao próximo". Existem milhares de frases desta estirpe e milhares de pessoas que afirmam coisas das quais não possuem o mínimo entendimento.
Este tipo de gente nunca parou um segundo sequer para refletir, pensar, ficar em silêncio para entender, compreender, mastigar as informações obtidas para fazer um julgamento com bom senso, menos superficial. E, provavelmente, estas criaturas desconhecem totalmente o significado destas palavras que eu escrevi...
Enfim, eu estava pensando hoje sobre os 99,98% de pseudo-intelectuais que repousam sob a superfície do tietê metafórico de conhecimentos. É realmente desagradável saber que estas pessoas acreditam dogmaticamente nas merdas que pronunciam.
Mas, como dizem os sábios, nós nunca conseguiremos explicar toda a realidade, pois ela é imensa demais para nossa mísera consciência e aí tenho de concordar com Sócrates quando disse que "Só sei que nada sei". Mas apenas no sentido de que quanto mais conhecimento nós obtivermos, mais perguntas encontraremos. Portanto, vai que estes 98,98% de babacas estejam falando a verdade...
Em todo caso, eu prefiro acreditar que eu sou mais são em minhas anormalidades filosóficas! E para os demais, façam o mesmo! Acreditem no que quiserem. E se isso fizer ou não bem pra você... O problema sempre será seu!
Os 99,98% de pseudo-intelectuais dizem: "como sois egoístas", mas eu digo: todas as relações são utilitaristas, no bom e no mal sentido do termo! Então, sim, cada um no seu quadrado!
Para me sentir bem eu escolhi alguns poucos amigos (daqueles que contamos nos dedos), e meus amigos me possuem para o que precisarem, somos utilitários!
Você serve pra quê?
Eu não suporto ouvir pessoas daquele tipo que tem sempre uma frase pronta pra tudo quanto é problema. Não suporto pessoas com aquelas mensagenzinhas pseudo-intelectuais ou pseudo filosóficas. Por exemplo: "a sociedade só quer o ter, ninguém quer ser", ou: "a sociedade é individualista, precisamos nos preocupar com o amor ao próximo". Existem milhares de frases desta estirpe e milhares de pessoas que afirmam coisas das quais não possuem o mínimo entendimento.
Este tipo de gente nunca parou um segundo sequer para refletir, pensar, ficar em silêncio para entender, compreender, mastigar as informações obtidas para fazer um julgamento com bom senso, menos superficial. E, provavelmente, estas criaturas desconhecem totalmente o significado destas palavras que eu escrevi...
Enfim, eu estava pensando hoje sobre os 99,98% de pseudo-intelectuais que repousam sob a superfície do tietê metafórico de conhecimentos. É realmente desagradável saber que estas pessoas acreditam dogmaticamente nas merdas que pronunciam.
Mas, como dizem os sábios, nós nunca conseguiremos explicar toda a realidade, pois ela é imensa demais para nossa mísera consciência e aí tenho de concordar com Sócrates quando disse que "Só sei que nada sei". Mas apenas no sentido de que quanto mais conhecimento nós obtivermos, mais perguntas encontraremos. Portanto, vai que estes 98,98% de babacas estejam falando a verdade...
Em todo caso, eu prefiro acreditar que eu sou mais são em minhas anormalidades filosóficas! E para os demais, façam o mesmo! Acreditem no que quiserem. E se isso fizer ou não bem pra você... O problema sempre será seu!
Os 99,98% de pseudo-intelectuais dizem: "como sois egoístas", mas eu digo: todas as relações são utilitaristas, no bom e no mal sentido do termo! Então, sim, cada um no seu quadrado!
Para me sentir bem eu escolhi alguns poucos amigos (daqueles que contamos nos dedos), e meus amigos me possuem para o que precisarem, somos utilitários!
Você serve pra quê?
domingo, 24 de abril de 2011
Covarde, tira a trave do teu próprio olho...!
Tenho percebido que os estudos de piano, o trabalho e a correria de meus problemas pessoais e sociais acabam por interferir no exercício filosófico. Isso é péssimo para mim, confesso, mas infelizmente é um fato.
É difícil manter uma consciência crítica, um pensamento questionador... Mas vale a pena lutar por manter essa força dentro!
Como já faz um bom tempo que não escrevo textos que estejam relacionados propriamente à filosofia, decidi fazê-lo agora!
Apesar de ter praticado o exercício filosófico com menos intensidade do que ano passado, eu consigo retirar de todos estes momentos algumas reflexões que para mim são importantes.
A filosofia surge do espanto, daquilo que é um problema real, concreto, do phatos... Resumindo: filosofia só acontece com aquilo que nos incomoda. Se você é uma pessoa conformistinha, daquelas que se adequa ao padrão sem nada questionar... Se você não possui conceitos como: reflexão, revolta e outros termos que estão relacionados com "colocar um pé atrás antes de sair acreditando em tudo o que lhe dizem", peço a você que não continue lendo este post!
Eia, pois, o que me incomoda!
Ócio é aquele tempo gratuito que nós modernos não temos! É o tempo livre. Na sociedade capitalista não é possível o ócio, apenas o negócio (a negação do ócio).
Alguém pode se iludir, pensando que por trabalhar apenas 6 ou 8 horas, todo o resto das horas do seu dia se caracterizam como "tempo livre". Mas isso é um grande equívoco, pois este "tempo livre" é tempo relacionado ao tempo de trabalho, ao tempo do negócio. Todas as horas do dia, todos os dias da semana, todas as semanas do mês, todos os meses do ano, e todos os anos de nossa decadente modernidade são contabilizados de acordo com o tempo em que estamos trabalhando. Por este motivo é que não temos "tempo livre" ou ócio. Temos apenas o "tempo-vago", quer dizer, um tempo que sobra, o resto do tempo, as migalhas que nos jogaram no chão!!!
Se existe um mecanismo perfeito para emburrecimento geral das nações (todas, o Brasil em primeiro lugar e depois as outras...) é o mecanismo do trabalho, do tempo mecanizado, os horários rígidos dos modos de produção capitalista. O método mais fácil e hábil que o sistema encontrou para impedir o pensamento, a crítica e o questionamento é o trabalho (mais eficaz que a religião, pasmem!). O trabalho tem esse poder de sugar o tempo, sugar as oportunidades que poderíamos ter para estar em relação, em contato com amigos, parentes, inimigos.
O grande problema é que já chegamos a um nível de emburrecimento tão grande que passamos a condenar o ócio. Quem não se preocupa com o trabalho é preguiçoso e vagabundo. Tanto isso é verdade, que os músicos (eu sou um deles), os filósofos e artistas em geral são considerados como a raça mais vagabunda que pode existir. Talvez porque as pessoas acreditem que só porque somos músicos, filósofos ou artistas trabalhamos menos, temos menos problemas etc. A verdade é bem oposta. Estudamos quase que a vida toda para sermos o que somos, só que o tempo de estudo não é contabilizado como tempo de trabalho, logo, são horas que desperdiçamos com futilidades improdutivas e desnecessárias. [De fato, tudo o que não é contabilizado pelo mecanismo do trabalho é fútil e desnecessário. Conhecimento é uma dessas coisas fúteis, ou você vai discordar disso também?] (oh, não! você não pode dizer uma barbárie dessas! Não é bem assim! A educação por aqui é ótima!) ¬¬
Na verdade, ainda tem mais um grande problema: o nível de condicionamento e manipulação das mentalidades nestes últimos séculos ultrapassou os limites do que é concreto e real, beiram a loucura e a esquizofrenia. De tal forma o condicionamento do trabalho aconteceu que uma pessoa sem trabalho (desempregada) não sofre apenas com a falta de dinheiro. O pior sofrimento de uma pessoa desempregada é ser abandonada a si mesma! O indivíduo não sabe o que fazer consigo mesmo!!! É um absurdo, mas nós não estamos preparados para isso! Atualmente, encarar a si mesmo é um puta desafio desgraçado!
A sensação de estar frente a si mesmo, de ficar cara a cara com sua própria existência é simplesmente horrível, desumana e repugnante e condenatória!
Isso acontece porque, quando ficamos diante de nós mesmos é que enxergamos o que fizeram conosco! O que nós fizemos de nós mesmos, a decadência a que nos entregamos, a solidão a que fomos subjugados pela atomização do trabalho. Percebemos o quanto deixamos de ser humanos. O espelho não reflete um ser humano... O que vemos no espelho é uma mercadoria, é um produto da modernidade, uma coisa ambulante, um pedaço de carne que é empurrado para lá e para cá.
OU SEJA, ninguém quer ficar desempregado! E não, não é por causa do dinheiro! E você pode dizer o que quiser, mas terá de reconhecer que, apesar de dinheiro ser necessário, o nosso problema tem um buraco bem mais embaixo do que pensamos!
As pessoas não querem estar diante de si mesmas. Nós temos medo de quem somos, não queremos olhar nos nossos próprios olhos. O problema não é outro. O inferno, desta vez, não é outro!
Isso tudo é uma contradição, pois nunca estivemos tão interligados, tão conectados como hoje! Foda mesmo é que toda esta "teia" de conexões não são humanas, não são pessoais. Estamos conectados apenas por um ideal mercadológico, somos mercadorias que se relacionam com outras mercadorias. Um monte de coisas mortas dançando o espetáculo ridículo da modernidade. (Os moralistas me criticam por que eu frequento cemitérios, porque amo túmulos e o silêncio das necrópoles... Mas eles não percebem que são cadáveres ambulantes, defuntos putrefados - sim, você e eu também somos!)
Pra quê tempo-livre? Para ter depressão e desgaste emocional? Que nada! Vamos nos entupir de trabalho! Quanto mais melhor, assim é que vamos esquecer a realidade!
Me respondam agora os otimistas de plantão: Porque 90% dos mais de 7 bilhões de "humanos" que existem na face deste planeta estão desesperados, fugindo da realidade? É porque a realidade é boa??? VAI SE FODER NA CASA DO CARALHO RUMO AO INFERNO! A realidade é péssima! se fosse o contrário, não precisaríamos fugir! Maldito hipócrita! Tira a trave do teu próprio olho antes de querer me tirar um cisco!...
Alôôô! A realidade é péssima, por isso mesmo eu quero mudá-la! Mas já não quero mudar o mundo! Isso é tão ridículo quanto tudo o que acabei de criticar! Quero mudar a minha realidade!
EU ESTOU INCOMODADO com isso! Eu sinto falta de ócio! Eu quero mais conhecimento! Agora, se a maioria não quer pensar, não quer sair desta mesmice cotidiana, pouco me importa! (por isso mesmo pedi para os conformistinhas não continuarem a leitura...)
A vida me ensinou que o conhecimento realmente não foi feito para todos! (e isso não é preconceito, é factum!)
A cada dia que passa eu compreendo melhor porque o ócio é tão ofensivo. E cada vez mais tenho certeza que somente o ócio pode curar nossos problemas!
É difícil manter uma consciência crítica, um pensamento questionador... Mas vale a pena lutar por manter essa força dentro!
Como já faz um bom tempo que não escrevo textos que estejam relacionados propriamente à filosofia, decidi fazê-lo agora!
Apesar de ter praticado o exercício filosófico com menos intensidade do que ano passado, eu consigo retirar de todos estes momentos algumas reflexões que para mim são importantes.
A filosofia surge do espanto, daquilo que é um problema real, concreto, do phatos... Resumindo: filosofia só acontece com aquilo que nos incomoda. Se você é uma pessoa conformistinha, daquelas que se adequa ao padrão sem nada questionar... Se você não possui conceitos como: reflexão, revolta e outros termos que estão relacionados com "colocar um pé atrás antes de sair acreditando em tudo o que lhe dizem", peço a você que não continue lendo este post!
Eia, pois, o que me incomoda!
Ócio é aquele tempo gratuito que nós modernos não temos! É o tempo livre. Na sociedade capitalista não é possível o ócio, apenas o negócio (a negação do ócio).
Alguém pode se iludir, pensando que por trabalhar apenas 6 ou 8 horas, todo o resto das horas do seu dia se caracterizam como "tempo livre". Mas isso é um grande equívoco, pois este "tempo livre" é tempo relacionado ao tempo de trabalho, ao tempo do negócio. Todas as horas do dia, todos os dias da semana, todas as semanas do mês, todos os meses do ano, e todos os anos de nossa decadente modernidade são contabilizados de acordo com o tempo em que estamos trabalhando. Por este motivo é que não temos "tempo livre" ou ócio. Temos apenas o "tempo-vago", quer dizer, um tempo que sobra, o resto do tempo, as migalhas que nos jogaram no chão!!!
Se existe um mecanismo perfeito para emburrecimento geral das nações (todas, o Brasil em primeiro lugar e depois as outras...) é o mecanismo do trabalho, do tempo mecanizado, os horários rígidos dos modos de produção capitalista. O método mais fácil e hábil que o sistema encontrou para impedir o pensamento, a crítica e o questionamento é o trabalho (mais eficaz que a religião, pasmem!). O trabalho tem esse poder de sugar o tempo, sugar as oportunidades que poderíamos ter para estar em relação, em contato com amigos, parentes, inimigos.
O grande problema é que já chegamos a um nível de emburrecimento tão grande que passamos a condenar o ócio. Quem não se preocupa com o trabalho é preguiçoso e vagabundo. Tanto isso é verdade, que os músicos (eu sou um deles), os filósofos e artistas em geral são considerados como a raça mais vagabunda que pode existir. Talvez porque as pessoas acreditem que só porque somos músicos, filósofos ou artistas trabalhamos menos, temos menos problemas etc. A verdade é bem oposta. Estudamos quase que a vida toda para sermos o que somos, só que o tempo de estudo não é contabilizado como tempo de trabalho, logo, são horas que desperdiçamos com futilidades improdutivas e desnecessárias. [De fato, tudo o que não é contabilizado pelo mecanismo do trabalho é fútil e desnecessário. Conhecimento é uma dessas coisas fúteis, ou você vai discordar disso também?] (oh, não! você não pode dizer uma barbárie dessas! Não é bem assim! A educação por aqui é ótima!) ¬¬
Na verdade, ainda tem mais um grande problema: o nível de condicionamento e manipulação das mentalidades nestes últimos séculos ultrapassou os limites do que é concreto e real, beiram a loucura e a esquizofrenia. De tal forma o condicionamento do trabalho aconteceu que uma pessoa sem trabalho (desempregada) não sofre apenas com a falta de dinheiro. O pior sofrimento de uma pessoa desempregada é ser abandonada a si mesma! O indivíduo não sabe o que fazer consigo mesmo!!! É um absurdo, mas nós não estamos preparados para isso! Atualmente, encarar a si mesmo é um puta desafio desgraçado!
A sensação de estar frente a si mesmo, de ficar cara a cara com sua própria existência é simplesmente horrível, desumana e repugnante e condenatória!
Isso acontece porque, quando ficamos diante de nós mesmos é que enxergamos o que fizeram conosco! O que nós fizemos de nós mesmos, a decadência a que nos entregamos, a solidão a que fomos subjugados pela atomização do trabalho. Percebemos o quanto deixamos de ser humanos. O espelho não reflete um ser humano... O que vemos no espelho é uma mercadoria, é um produto da modernidade, uma coisa ambulante, um pedaço de carne que é empurrado para lá e para cá.
OU SEJA, ninguém quer ficar desempregado! E não, não é por causa do dinheiro! E você pode dizer o que quiser, mas terá de reconhecer que, apesar de dinheiro ser necessário, o nosso problema tem um buraco bem mais embaixo do que pensamos!
As pessoas não querem estar diante de si mesmas. Nós temos medo de quem somos, não queremos olhar nos nossos próprios olhos. O problema não é outro. O inferno, desta vez, não é outro!
Isso tudo é uma contradição, pois nunca estivemos tão interligados, tão conectados como hoje! Foda mesmo é que toda esta "teia" de conexões não são humanas, não são pessoais. Estamos conectados apenas por um ideal mercadológico, somos mercadorias que se relacionam com outras mercadorias. Um monte de coisas mortas dançando o espetáculo ridículo da modernidade. (Os moralistas me criticam por que eu frequento cemitérios, porque amo túmulos e o silêncio das necrópoles... Mas eles não percebem que são cadáveres ambulantes, defuntos putrefados - sim, você e eu também somos!)
Pra quê tempo-livre? Para ter depressão e desgaste emocional? Que nada! Vamos nos entupir de trabalho! Quanto mais melhor, assim é que vamos esquecer a realidade!
Me respondam agora os otimistas de plantão: Porque 90% dos mais de 7 bilhões de "humanos" que existem na face deste planeta estão desesperados, fugindo da realidade? É porque a realidade é boa??? VAI SE FODER NA CASA DO CARALHO RUMO AO INFERNO! A realidade é péssima! se fosse o contrário, não precisaríamos fugir! Maldito hipócrita! Tira a trave do teu próprio olho antes de querer me tirar um cisco!...
Alôôô! A realidade é péssima, por isso mesmo eu quero mudá-la! Mas já não quero mudar o mundo! Isso é tão ridículo quanto tudo o que acabei de criticar! Quero mudar a minha realidade!
EU ESTOU INCOMODADO com isso! Eu sinto falta de ócio! Eu quero mais conhecimento! Agora, se a maioria não quer pensar, não quer sair desta mesmice cotidiana, pouco me importa! (por isso mesmo pedi para os conformistinhas não continuarem a leitura...)
A vida me ensinou que o conhecimento realmente não foi feito para todos! (e isso não é preconceito, é factum!)
A cada dia que passa eu compreendo melhor porque o ócio é tão ofensivo. E cada vez mais tenho certeza que somente o ócio pode curar nossos problemas!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Heretique (indicação de música)
Um pouco de Tristania para alegrar os ouvidos!
Heretique
Let us be the ones
to put the thorn in thy eye
...let us be the ones
Squalid the weak stumbles
through all of life's obscurities
Lost in sacriliege
Revere the name
Accept the modesty
Falter through speres of the pain
Exhausted hours...Exhausted hours
Nothing from thy world will remain thine
except the very priviliege to die
Squalid the weak stumbles...
Orgasmic Mass Hysteria!
You're creeping for a charlatan god
Awake...
Heretique
Let us be the ones
to put the thorn in thy eye
...let us be the ones
Squalid the weak stumbles
through all of life's obscurities
Lost in sacriliege
Revere the name
Accept the modesty
Falter through speres of the pain
Exhausted hours...Exhausted hours
Nothing from thy world will remain thine
except the very priviliege to die
Squalid the weak stumbles...
Orgasmic Mass Hysteria!
You're creeping for a charlatan god
Awake...
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Pós-tempestade
O vento que passou
De soslaio me deixou
Deixou no ar um rastro
Epiderme
f
r
a
g
m
e
n
t
a
d
a
n
o
a
r!
De soslaio me deixou
Deixou no ar um rastro
Epiderme
f
r
a
g
m
e
n
t
a
d
a
n
o
a
r!
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Saudade...
Sozinho no escuro sinto frio pela janela da pele
Repousa no poro aberto do quarto, imóvel e intacto,
o tempo
E ali no beco, que pulsa dentro do peito,
dói todo o sangue que me escorre
Uma alma sem vida que no centro do nada borbulha
Um vento que assopra uma palha intumescida na morte
Apenas um lampejo de força que se esvai como água
Um simples bocejo do adeus que cantamos na estrada
---Daniel Alabarce
Repousa no poro aberto do quarto, imóvel e intacto,
o tempo
E ali no beco, que pulsa dentro do peito,
dói todo o sangue que me escorre
Uma alma sem vida que no centro do nada borbulha
Um vento que assopra uma palha intumescida na morte
Apenas um lampejo de força que se esvai como água
Um simples bocejo do adeus que cantamos na estrada
---Daniel Alabarce
domingo, 10 de abril de 2011
Isso é transcendental!
Aqui vai mais uma música para acalmar os nervos estressados, relaxar e transcender... rs
De F. Liszt, o Estudo Transcendental de n° 3.
Em junho eu irei executar essa peça, provavelmente, na livraria Nobel, em Taubaté. Já vão preparando a agenda!!!
abraços a todos os leitores do meu blog! (E não esqueçam de deixar seus comentários, bons ou ruins! rs)
De F. Liszt, o Estudo Transcendental de n° 3.
Em junho eu irei executar essa peça, provavelmente, na livraria Nobel, em Taubaté. Já vão preparando a agenda!!!
abraços a todos os leitores do meu blog! (E não esqueçam de deixar seus comentários, bons ou ruins! rs)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Cálice de música das esferas!
Há muito tempo atrás um amigo meu precisava fazer resumo de um livro de um autor árabe.
E como não gostasse muito de ler, ele me pediu para fazer o resumo.
Aceitei, porque vi oportunidade de conhecer algo diferente.
Agora não vou conseguir lembrar todo o enredo, toda a história, só me vem à memória uma frase (e não literal, pois minha memória não permite citar ipsis litteris): "O coração é um cálice e a tristeza o torna maior para que sempre caiba mais vinho, mais alegria."
Algo assim ou parecido! rs
Achei muito bonito esse texto, lembro que foi uma ótima leitura, e disse ao meu amigo: "cara, você não sabe o que está perdendo em deixar de ler esse livro". Enfim, escrevi um resuminho bem tosco pra ele, o que (na altura dele) seria algo genioso... Ele levou pra escola e tirou uma nota razoável. rsrsrs.
Hoje eu estou aumentando a profundidade do meu cálice, alargando suas bordas, mas não espero, sinceramente, que venha uma quantidade maior de vinho. Espero que venha alguma bebida, doce ou amarga. Desejo apenas que não falte bebida neste cálice! Seja vinho, cerveja, rum ou hidromel (metafóricos e/ou não), mas que nunca faltem bebidas!
Essa tristeza no coração, essa dor que machuca, esse "mal-estar", esta náusea... Parece que nunca cessa.
As pessoas me veem rindo de tudo, na verdade eu rio dos detalhes, nunca de tudo. O tudo me assombra! Por isso desfoco o olhar e reparo tanto nos detalhes, pois os detalhes são irônicos, engraçados e divertidos. São transitórios e passageiros, simples e tão óbvios, mas quase ninguém enxerga. Eu os enxergo, por isso me divirto!
Mas diversão é bem diferente de alegria. Eu me divirto: ponto! Carregar essa dissonância dentro, escutar este som semelhante a um diapasão desafinado continuamente, sentir essa chatice psicológica, esse cansaço e desânimo internos é a pior coisa que existe.
Como todo som repetitivo, este também tende a ser absorvido pela mente, de tal forma que não o ouço na maioria das vezes, mas dá pra sentir os efeitos dele.
É ruim quando eu saio do estado hipnótico das relações que tenho com as pessoas e com as coisas e volto a ouvir aquele sonzinho insuportável de tristeza dentro...
Talvez fosse isso que Pitágoras chamava de música das esferas... ???
A música está em tudo, e quando nós conseguimos captar o som universal, então sentimos quão pouco sentido tem tudo isso. E como esta música é desagradável e sem graça!
Decepcionante, não?
E como não gostasse muito de ler, ele me pediu para fazer o resumo.
Aceitei, porque vi oportunidade de conhecer algo diferente.
Agora não vou conseguir lembrar todo o enredo, toda a história, só me vem à memória uma frase (e não literal, pois minha memória não permite citar ipsis litteris): "O coração é um cálice e a tristeza o torna maior para que sempre caiba mais vinho, mais alegria."
Algo assim ou parecido! rs
Achei muito bonito esse texto, lembro que foi uma ótima leitura, e disse ao meu amigo: "cara, você não sabe o que está perdendo em deixar de ler esse livro". Enfim, escrevi um resuminho bem tosco pra ele, o que (na altura dele) seria algo genioso... Ele levou pra escola e tirou uma nota razoável. rsrsrs.
Hoje eu estou aumentando a profundidade do meu cálice, alargando suas bordas, mas não espero, sinceramente, que venha uma quantidade maior de vinho. Espero que venha alguma bebida, doce ou amarga. Desejo apenas que não falte bebida neste cálice! Seja vinho, cerveja, rum ou hidromel (metafóricos e/ou não), mas que nunca faltem bebidas!
Essa tristeza no coração, essa dor que machuca, esse "mal-estar", esta náusea... Parece que nunca cessa.
As pessoas me veem rindo de tudo, na verdade eu rio dos detalhes, nunca de tudo. O tudo me assombra! Por isso desfoco o olhar e reparo tanto nos detalhes, pois os detalhes são irônicos, engraçados e divertidos. São transitórios e passageiros, simples e tão óbvios, mas quase ninguém enxerga. Eu os enxergo, por isso me divirto!
Mas diversão é bem diferente de alegria. Eu me divirto: ponto! Carregar essa dissonância dentro, escutar este som semelhante a um diapasão desafinado continuamente, sentir essa chatice psicológica, esse cansaço e desânimo internos é a pior coisa que existe.
Como todo som repetitivo, este também tende a ser absorvido pela mente, de tal forma que não o ouço na maioria das vezes, mas dá pra sentir os efeitos dele.
É ruim quando eu saio do estado hipnótico das relações que tenho com as pessoas e com as coisas e volto a ouvir aquele sonzinho insuportável de tristeza dentro...
Talvez fosse isso que Pitágoras chamava de música das esferas... ???
A música está em tudo, e quando nós conseguimos captar o som universal, então sentimos quão pouco sentido tem tudo isso. E como esta música é desagradável e sem graça!
Decepcionante, não?
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Axilas conglomeradas e higienização invernal
Olhei pela janela e vi a luz amarelada do poste na rua iluminando as gotas de orvalho sendo carregadas pelo vento ao chão. O ar fresco do outono traz consigo uma paz melancólica, uma nostalgia prazerosa.
Lembrei-me então que existe frio, apesar de todo o calor que passamos ultimamente querer provar o contrário. Fiquei feliz por descobrir novamente o prazer daquele friozinho da noite.
Havia, em frente da janela, no jardim, uma roseira somente com as folhas esverdeadas. Estavam carinhosamente molhadas pelo orvalho da madrugada. Este orvalho que há muito eu não via, este orvalho que as pessoas apenas veem nas plantas bem de manhã, mas que eu vejo caindo pela madrugada (ou pelo menos eu o via...)
Ainda espero ansioso por aquela fumaça que soltamos quando é bem frio, quando andamos pelas ruas com os músculos tencionados e com as mãos dentro dos bolsos de blusas ou calças.
O Outono é uma preparação para o frio. É fase de adaptação, de morte e de fertilidade, é tempo de se deixar levar pela nostalgia e pela saudade, pela dor de amores perdidos, de amigos que se foram, de parentes que faleceram, de folhas caídas na grama de um cemitério ou do quintal de sua casa. O Outono é um tempo maravilhoso, onde podemos vislumbrar um pouco mais ali na frente a nobreza do Inverno.
Talvez fôssemos mais inteligentes se vivêssemos em países mais frios, talvez não. Sei que aqui o frio não é forte o suficiente para tornar as pessoas um pouco mais sábias, como foram os russos ou os alemães, por exemplo...
O Brasil é tropical, é alegria, é festa, é diversão... E parece mesmo que é somente isso que se tem a oferecer: Pessoas hospitaleiras, de braços abertos e "felizes" todo o tempo! País abençoado por "deus", cheio de carnaval, funk, futebol e "música" sertaneja! É só felicidade!...
O Verão torna as pessoas molengas, preguiçosas, indolentes e, nas mais distantes consequências, burras...
O verão é bom, mas quando ele é protuberante demais, faz mal. Dá dor de cabeça, enche o saco, cansa, provoca câncer.
Quando eu penso em Verão lembro de uma multidão de pessoas na praia, muvuca, bactérias, fungos e vendedores com auto-falantes com seus camarões-lixo no espeto.
Adoro ir à praia, mas abomino muvuca! Conglomerados de pessoas pulantes, dançantes ou de quaisquer outro tipo sempre me desagradaram... E o verão é exatamente isso! Conglomerados sufocantes em um calor infernal que suam odores conjuntos!
E ai do brasileiro que não gostar de um perfume de sovaco! Todos os lugares aqui são formigueiros de axilas aglutinadas!
O Inverno é bem mais higiênico, bem mais limpo, bem mais saudável. E como eu sinto falta de um bom chocolate quente com canela na hora de dormir!
Onde estão os bolinhos de chuva pra eu assistir sessão da tarde?
Lembrei-me então que existe frio, apesar de todo o calor que passamos ultimamente querer provar o contrário. Fiquei feliz por descobrir novamente o prazer daquele friozinho da noite.
Havia, em frente da janela, no jardim, uma roseira somente com as folhas esverdeadas. Estavam carinhosamente molhadas pelo orvalho da madrugada. Este orvalho que há muito eu não via, este orvalho que as pessoas apenas veem nas plantas bem de manhã, mas que eu vejo caindo pela madrugada (ou pelo menos eu o via...)
Ainda espero ansioso por aquela fumaça que soltamos quando é bem frio, quando andamos pelas ruas com os músculos tencionados e com as mãos dentro dos bolsos de blusas ou calças.
O Outono é uma preparação para o frio. É fase de adaptação, de morte e de fertilidade, é tempo de se deixar levar pela nostalgia e pela saudade, pela dor de amores perdidos, de amigos que se foram, de parentes que faleceram, de folhas caídas na grama de um cemitério ou do quintal de sua casa. O Outono é um tempo maravilhoso, onde podemos vislumbrar um pouco mais ali na frente a nobreza do Inverno.
Talvez fôssemos mais inteligentes se vivêssemos em países mais frios, talvez não. Sei que aqui o frio não é forte o suficiente para tornar as pessoas um pouco mais sábias, como foram os russos ou os alemães, por exemplo...
O Brasil é tropical, é alegria, é festa, é diversão... E parece mesmo que é somente isso que se tem a oferecer: Pessoas hospitaleiras, de braços abertos e "felizes" todo o tempo! País abençoado por "deus", cheio de carnaval, funk, futebol e "música" sertaneja! É só felicidade!...
O Verão torna as pessoas molengas, preguiçosas, indolentes e, nas mais distantes consequências, burras...
O verão é bom, mas quando ele é protuberante demais, faz mal. Dá dor de cabeça, enche o saco, cansa, provoca câncer.
Quando eu penso em Verão lembro de uma multidão de pessoas na praia, muvuca, bactérias, fungos e vendedores com auto-falantes com seus camarões-lixo no espeto.
Adoro ir à praia, mas abomino muvuca! Conglomerados de pessoas pulantes, dançantes ou de quaisquer outro tipo sempre me desagradaram... E o verão é exatamente isso! Conglomerados sufocantes em um calor infernal que suam odores conjuntos!
E ai do brasileiro que não gostar de um perfume de sovaco! Todos os lugares aqui são formigueiros de axilas aglutinadas!
O Inverno é bem mais higiênico, bem mais limpo, bem mais saudável. E como eu sinto falta de um bom chocolate quente com canela na hora de dormir!
Onde estão os bolinhos de chuva pra eu assistir sessão da tarde?
quinta-feira, 31 de março de 2011
Todo dia nós vemos o sol. Raios só podem ser vistos de vez em quando
Nada nas pessoas é tão maravilhosamente sutil e incrível quanto a comunicação que fazemos sem uso de palavras. Quando o olhar é capaz de dizer coisas que a boca não poderia expressar com linguagem, ou quando os lábios, em um sorriso, demonstra a beleza de uma mulher. E beleza não é apenas corpo, é todo um contexto, é toda uma complexidade, é todo um mistério... Um mistério que pode ou não ser desvendado, apenas quem se aventura, quem se arrisca, quem sabe apreciar paisagens e observar os mais belos detalhes é que pode descobrí-los.
Tenho percebido que é mais forte a tendência de ser atraído por pessoas e lugares distantes do que pessoas e lugares próximos. Gostaria muito de saber por quais motivos os deuses traçaram essa outra linha no destino... Sarcasmo! Sim, eles sentem prazer em ver-nos correndo de lá para cá, daqui para lá com esses vínculos afetivos e com esses laços sociais etc. Mas não posso negar: todos estes obstáculos tornam tudo muito mais interessante, tudo mais intenso. E se conheço alguém que é tão cheio de riquezas, tão repleto de sonhos e sabedoria, então eu sou levado a valoriza-lo ainda mais.
Mas como ela disse: "distância é um fator relativo". E talvez seja mesmo...
Talvez esse tipo de pessoa que nos fascina com tanta facilidade, com quem vemos afinidade e mais uma porção de coisas em comum, estejam mesmo espalhadas por este vasto planeta, esperando serem encontradas. Ou talvez elas sejam tão escassas que seja necessário busca-las em outros lugares, encontra-las em cidades diversas. De qualquer forma, é coisa rara a existências de pessoas especiais, daquelas que nós contamos nos dedos, sabe? A grande maioria dos sujeitos andantes que vemos não passam de seres andantes com cabeça, tronco e membros...
Eu encontrei uma dessas pessoas especiais em um lugar bem distante, jamais esquecerei seu semblante, e nunca esquecerei sua amizade. Só porque a conheci tão pouco, não significa que eu não eu tenha motivos para esta admiração. Afinal, um raio, por mais curto que seja, causa tanto espanto, tanta admiração e fala tantas coisas sobre a natureza quanto 12 horas de brilho contínuo do sol.
Afinal, os detalhes são sempre tão mais preciosos do que as coisas óbvias que são jogadas nos nossos olhos.
Para: Nay
Tenho percebido que é mais forte a tendência de ser atraído por pessoas e lugares distantes do que pessoas e lugares próximos. Gostaria muito de saber por quais motivos os deuses traçaram essa outra linha no destino... Sarcasmo! Sim, eles sentem prazer em ver-nos correndo de lá para cá, daqui para lá com esses vínculos afetivos e com esses laços sociais etc. Mas não posso negar: todos estes obstáculos tornam tudo muito mais interessante, tudo mais intenso. E se conheço alguém que é tão cheio de riquezas, tão repleto de sonhos e sabedoria, então eu sou levado a valoriza-lo ainda mais.
Mas como ela disse: "distância é um fator relativo". E talvez seja mesmo...
Talvez esse tipo de pessoa que nos fascina com tanta facilidade, com quem vemos afinidade e mais uma porção de coisas em comum, estejam mesmo espalhadas por este vasto planeta, esperando serem encontradas. Ou talvez elas sejam tão escassas que seja necessário busca-las em outros lugares, encontra-las em cidades diversas. De qualquer forma, é coisa rara a existências de pessoas especiais, daquelas que nós contamos nos dedos, sabe? A grande maioria dos sujeitos andantes que vemos não passam de seres andantes com cabeça, tronco e membros...
Eu encontrei uma dessas pessoas especiais em um lugar bem distante, jamais esquecerei seu semblante, e nunca esquecerei sua amizade. Só porque a conheci tão pouco, não significa que eu não eu tenha motivos para esta admiração. Afinal, um raio, por mais curto que seja, causa tanto espanto, tanta admiração e fala tantas coisas sobre a natureza quanto 12 horas de brilho contínuo do sol.
Afinal, os detalhes são sempre tão mais preciosos do que as coisas óbvias que são jogadas nos nossos olhos.
Para: Nay
terça-feira, 22 de março de 2011
Cultura, Aculturação e Padrões culturais!
De acordo com o senso comum, cultura está relacionada a bons estudos, nobreza ou conhecimento sofisticado. Este tipo de pensamento não é de todo equivocado, se pensarmos como pensam as classes sociais.
Cheguei à conclusão, por meio de meus estudos de outros pensadores e autores, conversando sobre o assunto com amigos e conhecidos e refletindo sozinho sobre estas questões, que cultura é mesmo esse movimento próprio do ser humano, é esta relação dialética existente entre o homem e a natureza. A natureza modifica o homem e o homem modifica a natureza, e esse processo é contínuo. Todas as expressões humanas são, portanto, cultura humana.
Entretanto, se considerarmos que as classes mais baixas são tratadas feito animais ou quaisquer outra coisas não-humanas, poderemos concluir, desta forma, que cultura é mesmo coisa de “gente grande”. Quer dizer, a massa, o “Zé povinho” está correto em pensar que “cultura é coisa para gente nobre”.
Cultura, porém, é um destes conceitos que foram se desmembrando cada vez mais da realidade concreta para se universalizar e tornar-se amplo demais para ser definido com tão poucas palavras. A partir da universalização da palavra cultura, fica difícil defini-la, assim como outros conceitos vazios (de tão cheios que são) como, por exemplo, amor, humanidade, beleza ou amizade. Um antropólogo dirá que cultura é uma coisa, um filósofo talvez diga outra e nós podemos discordar de ambos, concordar com ambos ou preferir ir contra ambos... Ou poderíamos suspender juízo e ignorar ambos!
Fato é que, cultura é determinada pela localização geográfica, pelo idioma, pelas tradições, pelo clima, pelos alimentos, pelos modos de produção de cada conclomerado humano e, principalmente, pelas representações simbólicas particulares de cada sociedade. Existem outros fatores determinantes de uma cultura, mas estas são as mais importantes.
Eu olho uma cultura e vejo que, destes fatores, três são os mais significativos, sem os quais a cultura pode ser drasticamente modificada ou destruida: Idioma, representações simbólicas e o modo de produção vigente.
Até uns séculos atrás, as diferenças culturais eram bem mais numerosas, bem mais complexas do que hoje. O que alguns chamam globalização, eu prefiro nomear como aculturação.
A globalização é um fenômeno essencialmente determinista, dominador e castrante, pois impõe certos padrões que estavam anteriormente relacionados apenas a uma cultura, mas que agora deverá ser seguida por todas as demais.
Poderíamos dizer que esse padrão é estadunidense, americanizado, capitalista e tudo o mais, porém, prefiro dizer que o padrão reflete os ideais das grandes corporações, das empresas multinacionais e das classes média e alta da sociedade.
O idioma inglês traz consigo todas as nuances culturais de quem utiliza esta forma de linguagem. Já disseram que o idioma é a característica fundamental de uma cultura, para destruir uma cultura, destrua seu idioma! Foi o que os gregos fizeram, indiretamente, com a magnífica ajuda de Alexandre, o Grande, que propagou o idioma grego, o pensamento e a filosofia grega por todo seu imenso império.
Foi o que Roma fez com todas as suas colônias, destruindo toda e qualquer forma de idioma existente, propagando o latim.
Foi o que os portugueses fizeram com os índios brasileiros, quando extinguiram o tupi-guarani... Alguém pode citar características fundantes da cultura indígena brasieleira? Provavelmente apenas os antropólogos, e com muita dificuldade! Justamente porque o idioma tupi simplesmente foi reduzido a nada, fomos aportuguesados, aculturados, colonizados pela língua portuguesa. Não temos identidade própria, o Brasil é uma grande prostituta das nações!
Foi o que fizeram conosco por meio do idioma inglês, esse "idioma universal" da nossa época.
Qual não é o nosso espanto quando vimos bares, boates, hotéis e vários estabelecimentos comerciais com nomes e citações no idioma inglês. Às vezes, o cara não sabe escrever seu próprio nome, mas coloca uma palavra em inglês no seu pequeno negócio...
As representações simbólicas estão entrelaçadas ao idioma, porque as imagens simbólicas nada mais são do que palavras em formas mentais. Imagem é palavra e o contrário é verdadeiro.
Logo que um idioma se torna dominante as representações simbólicas próprias desta cultura se cristalizam, passam a ser propriedades dos aculturados.
Daí que nossos ideiais de heroismo, liberdade, competitividade, divisão social, educação e política estejam tão atrelados aos da cultura e idioma inglês (mais precisamente, o americano!)
Os modos de produção são determinados por todos estes fatores mais um: aquele que já conhecemos tão bem: a economia capitalista. Mas sobre isso não estou afim de falar agora. Basta que saibamos que a confluência destes três fatores, atualmente, são a causa de que as diferenças culturais sejam destruídas em favor de uma outra cultura, a global e universalizante. Daí que as diferenças culturais, que seriam fonte de sabedoria e riquezas para todos, se tornem nadificadas e subjugadas as padrão estabelecido.
Eu, particularmente, preferiria outro padrão de cultura! Mas seria "politicamente incorreto" eu defender a cultura e o padrão de minha preferência... Então, que cada um chegue às suas próprias conclusões!
Cheguei à conclusão, por meio de meus estudos de outros pensadores e autores, conversando sobre o assunto com amigos e conhecidos e refletindo sozinho sobre estas questões, que cultura é mesmo esse movimento próprio do ser humano, é esta relação dialética existente entre o homem e a natureza. A natureza modifica o homem e o homem modifica a natureza, e esse processo é contínuo. Todas as expressões humanas são, portanto, cultura humana.
Entretanto, se considerarmos que as classes mais baixas são tratadas feito animais ou quaisquer outra coisas não-humanas, poderemos concluir, desta forma, que cultura é mesmo coisa de “gente grande”. Quer dizer, a massa, o “Zé povinho” está correto em pensar que “cultura é coisa para gente nobre”.
Cultura, porém, é um destes conceitos que foram se desmembrando cada vez mais da realidade concreta para se universalizar e tornar-se amplo demais para ser definido com tão poucas palavras. A partir da universalização da palavra cultura, fica difícil defini-la, assim como outros conceitos vazios (de tão cheios que são) como, por exemplo, amor, humanidade, beleza ou amizade. Um antropólogo dirá que cultura é uma coisa, um filósofo talvez diga outra e nós podemos discordar de ambos, concordar com ambos ou preferir ir contra ambos... Ou poderíamos suspender juízo e ignorar ambos!
Fato é que, cultura é determinada pela localização geográfica, pelo idioma, pelas tradições, pelo clima, pelos alimentos, pelos modos de produção de cada conclomerado humano e, principalmente, pelas representações simbólicas particulares de cada sociedade. Existem outros fatores determinantes de uma cultura, mas estas são as mais importantes.
Eu olho uma cultura e vejo que, destes fatores, três são os mais significativos, sem os quais a cultura pode ser drasticamente modificada ou destruida: Idioma, representações simbólicas e o modo de produção vigente.
Até uns séculos atrás, as diferenças culturais eram bem mais numerosas, bem mais complexas do que hoje. O que alguns chamam globalização, eu prefiro nomear como aculturação.
A globalização é um fenômeno essencialmente determinista, dominador e castrante, pois impõe certos padrões que estavam anteriormente relacionados apenas a uma cultura, mas que agora deverá ser seguida por todas as demais.
Poderíamos dizer que esse padrão é estadunidense, americanizado, capitalista e tudo o mais, porém, prefiro dizer que o padrão reflete os ideais das grandes corporações, das empresas multinacionais e das classes média e alta da sociedade.
O idioma inglês traz consigo todas as nuances culturais de quem utiliza esta forma de linguagem. Já disseram que o idioma é a característica fundamental de uma cultura, para destruir uma cultura, destrua seu idioma! Foi o que os gregos fizeram, indiretamente, com a magnífica ajuda de Alexandre, o Grande, que propagou o idioma grego, o pensamento e a filosofia grega por todo seu imenso império.
Foi o que Roma fez com todas as suas colônias, destruindo toda e qualquer forma de idioma existente, propagando o latim.
Foi o que os portugueses fizeram com os índios brasileiros, quando extinguiram o tupi-guarani... Alguém pode citar características fundantes da cultura indígena brasieleira? Provavelmente apenas os antropólogos, e com muita dificuldade! Justamente porque o idioma tupi simplesmente foi reduzido a nada, fomos aportuguesados, aculturados, colonizados pela língua portuguesa. Não temos identidade própria, o Brasil é uma grande prostituta das nações!
Foi o que fizeram conosco por meio do idioma inglês, esse "idioma universal" da nossa época.
Qual não é o nosso espanto quando vimos bares, boates, hotéis e vários estabelecimentos comerciais com nomes e citações no idioma inglês. Às vezes, o cara não sabe escrever seu próprio nome, mas coloca uma palavra em inglês no seu pequeno negócio...
As representações simbólicas estão entrelaçadas ao idioma, porque as imagens simbólicas nada mais são do que palavras em formas mentais. Imagem é palavra e o contrário é verdadeiro.
Logo que um idioma se torna dominante as representações simbólicas próprias desta cultura se cristalizam, passam a ser propriedades dos aculturados.
Daí que nossos ideiais de heroismo, liberdade, competitividade, divisão social, educação e política estejam tão atrelados aos da cultura e idioma inglês (mais precisamente, o americano!)
Os modos de produção são determinados por todos estes fatores mais um: aquele que já conhecemos tão bem: a economia capitalista. Mas sobre isso não estou afim de falar agora. Basta que saibamos que a confluência destes três fatores, atualmente, são a causa de que as diferenças culturais sejam destruídas em favor de uma outra cultura, a global e universalizante. Daí que as diferenças culturais, que seriam fonte de sabedoria e riquezas para todos, se tornem nadificadas e subjugadas as padrão estabelecido.
Eu, particularmente, preferiria outro padrão de cultura! Mas seria "politicamente incorreto" eu defender a cultura e o padrão de minha preferência... Então, que cada um chegue às suas próprias conclusões!
quinta-feira, 17 de março de 2011
Fenomenologia do EU
O "EU" é tão terrível apenas porque mostra a real condição existencial humana. O "EU" é tão terrível porque mostra que não há solidez na personalidade, que somos um devir contínuo, uma eterna construção. Isso dá medo. E nossa sociedade ocidental judaico-cristianizada foi condicionada a acreditar que o EU é sempre mal, e que, portanto, precisa ser assassinado. Aquela discussão sobre natureza humana pecaminosa que por tantos séculos foi alvo dos "estudos" dos teólogos, sabe? ...
De fato, o EU é apenas uma ilusão que foi sendo construida na nossa mente. Não há definição de EU, justamente porque ele está sempre sendo construido, é completo movimento, é dinâmico. Eis aí a explicação porque ninguém consegue dizer quem é. E se não podemos descobrir, ao menos, quem somos, como poderemos saber de alguém que tenha um EU SUPERIOR???
Poucas são as pessoas que assumem o risco de serem elas mesmas, porque isso implica coragem de enfrentar a maré, de remar contra os padrões estabelecidos e contra os dogmas que nos dizem que devemos ser alguém diferente do que somos...
E as pessoas que assumem o risco de serem elas mesmas, assumem também o risco de viverem com a incerteza. E é exatamente isso que os religiosos (mesmo aqueles que dizem não sê-los) não querem aceitar, a insegurança de sua existência - esta insegurança que a realidade e existência de si mesmos sempre lhes testifica na consciência... Por isso dizemos que a maioria destes que fogem de si mesmos, fogem para qualquer caminho que prometa estabilidade, segurança e conforto imóvel! (mas nunca encontram, portanto buscam por toda a vida, desesperadamente!) - Se eles aceitassem a incerteza, depois de um tempo teriam bem menos conflito, bem menos problemas de encarar a realidade, porque entenderiam que estão aqui para se construir, se destruir e reconstruir e fazer isso até a morte... Mas eles preferem mesmo o engano das palavras metafísicas que são bem cômodas, pois projetam na tela da fé aquilo que eles desejam: Estabilidade!
Paulo foi um desses covardes que não se suportava, que vivia desesperado tentando fugir de si mesmo, a mesma imbecilidade de alguém que tenta fugir de sua sombra! E este mesmo Paulo foi quem destilou toda a sua doença sacerdotal judaica para o resto do mundo.
A maior parte das pessoas que sofrem por depressão e doenças do tipo poderiam encontrar a causa de seu sofrimento se aprendessem a aceitar quem elas são sem necessidade das máscaras sociais (e religiosas).
Entretanto, o mais fácil é negar a si mesmo (como diria as escrituras), o mais fácil é negar que existe movimento, negar os instintos que estão em nós e que constituem tanto nosso caráter como nosso pensamento, e que são responsáveis pela nossa existência e pela luta constante de sobreviver aqui.
Sempre desconfiei de Paulo, agora eu tenho certeza. Ele odiava a vida e desejava nunca ter nascido! Ele morreu, mas, infelizmente, sua doença se alastrou por todo mundo! (Se eu fosse Jesus, ficaria muito puto se alguém, como Paulo, deturpasse tanto o que eu dissesse!)
De fato, o EU é apenas uma ilusão que foi sendo construida na nossa mente. Não há definição de EU, justamente porque ele está sempre sendo construido, é completo movimento, é dinâmico. Eis aí a explicação porque ninguém consegue dizer quem é. E se não podemos descobrir, ao menos, quem somos, como poderemos saber de alguém que tenha um EU SUPERIOR???
Poucas são as pessoas que assumem o risco de serem elas mesmas, porque isso implica coragem de enfrentar a maré, de remar contra os padrões estabelecidos e contra os dogmas que nos dizem que devemos ser alguém diferente do que somos...
E as pessoas que assumem o risco de serem elas mesmas, assumem também o risco de viverem com a incerteza. E é exatamente isso que os religiosos (mesmo aqueles que dizem não sê-los) não querem aceitar, a insegurança de sua existência - esta insegurança que a realidade e existência de si mesmos sempre lhes testifica na consciência... Por isso dizemos que a maioria destes que fogem de si mesmos, fogem para qualquer caminho que prometa estabilidade, segurança e conforto imóvel! (mas nunca encontram, portanto buscam por toda a vida, desesperadamente!) - Se eles aceitassem a incerteza, depois de um tempo teriam bem menos conflito, bem menos problemas de encarar a realidade, porque entenderiam que estão aqui para se construir, se destruir e reconstruir e fazer isso até a morte... Mas eles preferem mesmo o engano das palavras metafísicas que são bem cômodas, pois projetam na tela da fé aquilo que eles desejam: Estabilidade!
Paulo foi um desses covardes que não se suportava, que vivia desesperado tentando fugir de si mesmo, a mesma imbecilidade de alguém que tenta fugir de sua sombra! E este mesmo Paulo foi quem destilou toda a sua doença sacerdotal judaica para o resto do mundo.
A maior parte das pessoas que sofrem por depressão e doenças do tipo poderiam encontrar a causa de seu sofrimento se aprendessem a aceitar quem elas são sem necessidade das máscaras sociais (e religiosas).
Entretanto, o mais fácil é negar a si mesmo (como diria as escrituras), o mais fácil é negar que existe movimento, negar os instintos que estão em nós e que constituem tanto nosso caráter como nosso pensamento, e que são responsáveis pela nossa existência e pela luta constante de sobreviver aqui.
Sempre desconfiei de Paulo, agora eu tenho certeza. Ele odiava a vida e desejava nunca ter nascido! Ele morreu, mas, infelizmente, sua doença se alastrou por todo mundo! (Se eu fosse Jesus, ficaria muito puto se alguém, como Paulo, deturpasse tanto o que eu dissesse!)
sexta-feira, 4 de março de 2011
Sofia, Sofia... Eu quero transar com você!
Aquele que ama deseja todo o tempo estar próximo do objeto amado. O sexo, neste contexto, é quando o sujeito e o objeto podem se possuir mutuamente, ou como dizem as ovelhas e seu pastor genocida: "o homem e a mulher deixarão seu pai e sua mãe e tornar-se-ão uma só carne."
A ausência do objeto amado no plano material não exclui a presença mental dele; a memória é como um carrasco que impede o esquecimento com a única finalidade de se aumentar o sofrimento. A perda de memória (ou a falta dela) , neste caso, não pode ser considerada maldição.
Consideramos, então, que: na relação entre duas pessoas que se amam, ambas são sujeito e objeto, enquanto um ama e outro é amado; que na ausência do objeto amado o sujeito sofre pela ausência física deste, mas que na memória a imagem mental do objeto ainda se faz presente, daí que haja a saudade.
Eis agora o meu problema (desconfio que algumas pessoas também sofram-no, pouquíssimas pessoas mesmo): "Como é possível sentir a ausência de um objeto imaterial como o conhecimento?"
Quer dizer, o conhecimento não é uma massa que pode ser retirada tal como fazemos com o objeto, a não ser por lobotomia ou condicionamento behaviorista... rs
De qualquer forma, o conhecimento se dá por conexões neurais, mas não é físico, no sentido lato da palavra, pois é abstrato, ou seja, imaterial; já que não é material, como é que se pode sentir ausência de conhecimento, saudade ou seja lá o que for?
O que fazem os filósofos, estes amantes da sabedoria, senão adquirir conhecimento e desejá-lo cada vez mais, justamente por sentir falta daquilo que, continuamente, buscam?
Somos doentes!
Padecemos da doença da contradição, a doença difundida pelo saber da physis, do Cosmos, do Universo, pois toda a natureza é, em si, contraditória, e todos quanto desenvolverem amor pelo saber, estarão jogados nesta doença...
Talvez seja por isso que os amantes da sabedoria e do conhecimento sejam considerados dignos de serem internados. A modernidade não pode suportar a doença e o que eles consideram degeneração. O ideal de limpeza e de higiene pretende afastar da sociedade até mesmo os doentes teóricos, posto que quem pensa pode causar danos à estrutura da civilização.
Fico feliz, portanto, por ser doente por conhecimento, por sempre desejá-lo mais...
Já diria Nietzsche: "A sabedoria é mulher..."
Sofia, sofia...
A ausência do objeto amado no plano material não exclui a presença mental dele; a memória é como um carrasco que impede o esquecimento com a única finalidade de se aumentar o sofrimento. A perda de memória (ou a falta dela) , neste caso, não pode ser considerada maldição.
Consideramos, então, que: na relação entre duas pessoas que se amam, ambas são sujeito e objeto, enquanto um ama e outro é amado; que na ausência do objeto amado o sujeito sofre pela ausência física deste, mas que na memória a imagem mental do objeto ainda se faz presente, daí que haja a saudade.
Eis agora o meu problema (desconfio que algumas pessoas também sofram-no, pouquíssimas pessoas mesmo): "Como é possível sentir a ausência de um objeto imaterial como o conhecimento?"
Quer dizer, o conhecimento não é uma massa que pode ser retirada tal como fazemos com o objeto, a não ser por lobotomia ou condicionamento behaviorista... rs
De qualquer forma, o conhecimento se dá por conexões neurais, mas não é físico, no sentido lato da palavra, pois é abstrato, ou seja, imaterial; já que não é material, como é que se pode sentir ausência de conhecimento, saudade ou seja lá o que for?
O que fazem os filósofos, estes amantes da sabedoria, senão adquirir conhecimento e desejá-lo cada vez mais, justamente por sentir falta daquilo que, continuamente, buscam?
Somos doentes!
Padecemos da doença da contradição, a doença difundida pelo saber da physis, do Cosmos, do Universo, pois toda a natureza é, em si, contraditória, e todos quanto desenvolverem amor pelo saber, estarão jogados nesta doença...
Talvez seja por isso que os amantes da sabedoria e do conhecimento sejam considerados dignos de serem internados. A modernidade não pode suportar a doença e o que eles consideram degeneração. O ideal de limpeza e de higiene pretende afastar da sociedade até mesmo os doentes teóricos, posto que quem pensa pode causar danos à estrutura da civilização.
Fico feliz, portanto, por ser doente por conhecimento, por sempre desejá-lo mais...
Já diria Nietzsche: "A sabedoria é mulher..."
Sofia, sofia...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Música boa para os ouvidos (indicação)
A mummers dance é uma das minhas músicas preferidas.
Tradução da música:
Na época de primavera
Quando as árvores estao coroadas com folhas
Quando os freixos e carvalhos, e os vidoeiros e yews
Estão todos vestidos com fitas
Quando corujas chamam a lua descoberta
No azul véu da noite
As sombras das árvores aparecem
Por entre as luzes dos lampeões
Nós estivemos perambulando a noite inteira
E uma parte deste dia
E agora novamente retornando
Nós trazemos um garland gay*
Quem irá descer para os escuros bosques
E intimar as sombras de lá
E amarrar uma fita naqueles braços protegidos
No tempo de primavera do ano
As canções dos pássaros parecem preencher o bosque
Que quando o violonista toca
Todas as suas vozes podem ser ouvidas
Através de seus dias passados na floresta
E então eles juntaram suas mãos e dançaram
Rodando em circulos e em fileiras
E então a jornada da noite se acaba
Quando todas as sombras se forem
Um garland gay nós te trazemos aqui
E em sua porta nós ficamos
Ele é um broto bem como um botão
O trabalho das mãos de nosso Senhor
*Garland Gay é uma oferenda a um Deus, normalmente um
ramo de flor ou algo do gênero, usado em rituais
pagãos.
Loreena Mckennitt é uma das cantoras que eu mais admiro. Banda perfeita, cantora perfeita!
A música Mistic Dreams é tocada na abertura do filme "As brumas de Avalon".
Uma música diferente para sair do padrão sempre é bom!
(aqui está um trecho inicial do filme "as brumas de avalon" pra atiçar o desejo dos leitores)
(ah, sim, detalhe para a violoncelista linda que está tocando)
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Indicação de Filme: "A excêntrica família de Antônia"
Assisti ontem, pela segunda vez, ao filme "A excêntrica família de Antônia".
É um daqueles tipos de filme que depois de ter acabado continua exercendo influência na nossa cabeça.
Cheio de tragédia e comédia, tal como é nossa vida, o filme mostra como uma família pode ter tantas nuances, tantas diferenças e mesmo assim conseguir conviver bem. Fala sobre escolhas, estética, alegria e tristeza... e morte! kkk
Realmente, os personagens que compõe a família de Antônia são extremamente excêntricos, anormais, fora do padrão: um filósofo pessimista, a netinha superdotada, a filha lésbica, a avó louca, o padre herege, a amiga que adora procriar, a vizinha que sofre abusos sexuais entre outros divertidíssimos, alguns odiáveis!
Ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro. E, cai entre nós, é foda pra cacete! Fotografia perfeita, música perfeita, de uma inteligência e humor ácido absurdos.

Vai aqui a ficha técnica:
Diretor: Marleen Gorris
Elenco: Wileque Van Ammel Rooy, Marina De Graa, Dova Van Der Groe.
Roteiro: Marleen Gorris
Duração: 102 min.
Ano: 1995
País: Holanda/Bélgica, Ing
Gênero: Drama
Quem tiver interesse, assista este filme com os amigos que é muito interessante. Uma cervejinha do lado, uns aperitivos e bom gosto combinam com ele.
(foi meio difícil encontrar o filme pra baixar, infelizmente não salvei o link, mas é só procurar, pois se não está no google, logo não existe, rs)
É um daqueles tipos de filme que depois de ter acabado continua exercendo influência na nossa cabeça.
Cheio de tragédia e comédia, tal como é nossa vida, o filme mostra como uma família pode ter tantas nuances, tantas diferenças e mesmo assim conseguir conviver bem. Fala sobre escolhas, estética, alegria e tristeza... e morte! kkk
Realmente, os personagens que compõe a família de Antônia são extremamente excêntricos, anormais, fora do padrão: um filósofo pessimista, a netinha superdotada, a filha lésbica, a avó louca, o padre herege, a amiga que adora procriar, a vizinha que sofre abusos sexuais entre outros divertidíssimos, alguns odiáveis!
Ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro. E, cai entre nós, é foda pra cacete! Fotografia perfeita, música perfeita, de uma inteligência e humor ácido absurdos.

Vai aqui a ficha técnica:
Diretor: Marleen Gorris
Elenco: Wileque Van Ammel Rooy, Marina De Graa, Dova Van Der Groe.
Roteiro: Marleen Gorris
Duração: 102 min.
Ano: 1995
País: Holanda/Bélgica, Ing
Gênero: Drama
Quem tiver interesse, assista este filme com os amigos que é muito interessante. Uma cervejinha do lado, uns aperitivos e bom gosto combinam com ele.
(foi meio difícil encontrar o filme pra baixar, infelizmente não salvei o link, mas é só procurar, pois se não está no google, logo não existe, rs)
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Apenas uma brasa...
Esta tragédia que nossa espécie nomeia VIDA...
Este desejo de revolução, de mudança, de movimento é um grito desesperado de tédio, de ódio e repúdio a tudo que é fixo, morto e estático demais!
Mas é apenas uma faísca, uma brasa que quer se tornar chama. Há tantas camadas que necessitam da força de um martelo para que se quebrem, e há tão pouca força para que o martelo seja utilizado!
Irei contentar-me, por enquanto (e talvez para sempre), apenas com este pequeno fogo dentro, esta pequena chama particular... Quereria, entretanto, que houvesse um incêndio, um caos nas estruturas do sistema... Mas um incêndio só pode acontecer se existir oxigênio...
O sistema sufocou todo o ar que existe... Apenas uma brasa não é o suficiente!
O meu irmão e amigo Bryan me indicou esse vídeo, eu assisti, fiquei pasmo, e depois de recobrar o fôlego, decidi postar aqui, junto deste texto.
A realidade política brasileira, penso, é bem mais complexa. Desconhecemos os joguetes políticos por trás das cortinas. Uma coisa, porém, é certa: esta mulher exerce a corretíssima atitude de incomodar (brasas costumam agir assim)
Este desejo de revolução, de mudança, de movimento é um grito desesperado de tédio, de ódio e repúdio a tudo que é fixo, morto e estático demais!
Mas é apenas uma faísca, uma brasa que quer se tornar chama. Há tantas camadas que necessitam da força de um martelo para que se quebrem, e há tão pouca força para que o martelo seja utilizado!
Irei contentar-me, por enquanto (e talvez para sempre), apenas com este pequeno fogo dentro, esta pequena chama particular... Quereria, entretanto, que houvesse um incêndio, um caos nas estruturas do sistema... Mas um incêndio só pode acontecer se existir oxigênio...
O sistema sufocou todo o ar que existe... Apenas uma brasa não é o suficiente!
O meu irmão e amigo Bryan me indicou esse vídeo, eu assisti, fiquei pasmo, e depois de recobrar o fôlego, decidi postar aqui, junto deste texto.
A realidade política brasileira, penso, é bem mais complexa. Desconhecemos os joguetes políticos por trás das cortinas. Uma coisa, porém, é certa: esta mulher exerce a corretíssima atitude de incomodar (brasas costumam agir assim)
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O poder está na mão do povo!!!

Acompanhei por jornais e sites de notícias a manifestação popular no Egito contra a ditadura de Hosni Mubarak. E desde o início meu coração pulsava mais forte todas as vezes que via aquela multidão lutando contra o que eles consideravam esgotado, contra um paradigma que não lhes cabia mais.

Eu estou consciente de todo o trabalho que eles terão pela frente, tenho certeza também de que o fim da ditadura de Mubarak no Egito só irá promover ainda mais o comércio, a troca de mercadorias e o acúmulo do Capital. Também sei que há intenções e poderes diversos que ficam por detrás das cortinas dessa revolução, que só ocorreu depois de 30 anos!!
Não estou escrevendo sobre esses detalhes (detalhes que são importantíssimos), mas apenas sobre a força que o povo possui para transformar o seu próprio mundo.
O que houve no Egito foi uma cisão, mas uma cisão que ocorreu e se alastrou em todo o povo, houve uma força motriz que impulsionou todo o povo a se unir contra seu ditador. O povo inteiro se organizou, se dispôs a lutar, a sofrer as perdas necessárias para atingir seus objetivos, e conseguiram isso.
Houve muitas mortes (e não saberemos jamais o número exato de mortos, pois isso não é interessante ao governo, né?), muitos que se feriram gravemente nas manifestações.
O ataque, por parte da polícia, foi intenso e cruel, e o governo tomou medidas estratégicas para cortar a comunicação via internet e celulares, justamente para tentar desestruturar a união do povo egípcio.
Mas a principal arma do povo contra o governo não foram as manifestações, foi a paralização de todas as atividades de produção. Eles fizeram o mercado parar, eles deixaram inerte a produção de mercadorias, e foi isso que preocupou os líderes, não só do Egito, mas dos Estados Unidos (que, como assistimos, estavam com os olhos todos voltados para aquela região)...
E, hoje, quando eu vi que o povo conseguiu atingir seu objetivo (e volto a dizer que não estou pensando nas consequências nem na trama obscura que envolve esse acontecimento histórico no Egito), eu chorei de alegria, e já fazia tempo que não chorava de alegria.
E fiquei pensando: Realmente, a força, o poder está entre nós. Sim, todo o aparelho de Estado, todo os mecanismos de controle do Capitalismo e do Estado (ambos são uma e mesma coisa) só estão onde estão porque o povo quer que assim seja.
É aí que brilhou novamente uma esperança (ainda que longínqua e ofuscada) em mim: há possibilidades e há meios reais, não abstratos, de vencer o capitalismo, de modificar as estruturas e as super estruturas deste sistema escravizante e desumano. E essas possibilidades estão todas em nossas mãos.

Escrevo isso com um pesar imenso, pois, como disse em outros textos, nós fomos todos domesticados e nossos corpos foram docilizados (utilizando o termo de Michel Foucault). Como ensinou um velho filósofo, Fredrich Nietzsche, a moral moderna construiu um carrasco interior em cada indivíduo, e este carrasco é responsável por fazer a manutenção de toda a manipulação externa que recebemos por parte tanto da religião quando do Estado ( e no nosso caso, também a manipulação da mídia).
Quer dizer, todos estes fatores foram consolidando uma consciência falsa, uma consciência que não é a nossa própria, mas a das grandes empresas, uma consciência de escravos, de consumidores, de animais domesticados. E esta consciência artificial que nós adquirimos ao decorrer destes vários anos de capitalismo modificaram também nosso comportamento, nosso pensamento e nossas relações sociais.
A luta dos egípcios foi uma luta válida, mas ainda não é o tipo de luta que necessitamos para libertar todo o povo dos modos de produção capitalista. E essa luta é bem mais complexa, pois envolve, como disse, dar um fim a esta consciência artificial que nos colocaram por meio da cultura, da educação e das propagandas.
Mesmo assim, por menores que sejam estas possibilidades, é possível lutar contra o capitalismo, sim. Mas isso não pode ser feito apenas por uma minoria, deveríamos tomar o exemplo do povo egípcio, que se uniu contra um inimigo em comum. Deveríamos nos unir contra este inimigo que nos é comum e que parece ser um ditador invencível. ESTE DITADOR QUE CONTROLA TODO O OCIDENTE E TODO O ORIENTE, QUE SE CHAMA CAPITALISMO, NÃO É INVENCÍVEL!!! Ele é mortal como todos nós somos!
Chamaram de luta branca, revolução branca, a revolução no Egito, porque foi uma manifestação sem tanta violência, por parte do povo, claro.
Nossa luta contra o capitalismo será de cores bem fúnebres, pois para vencer teremos de modificar a educação (os professores possuem papel importantíssimo nisso), modificar nossos hábitos de consumo, e ir à luta... E esta luta, talvez, exija mesmo que se derrame sangue... muito sangue!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Declarações semi-otimistas
Escrever é, para mim, uma forma de libertar-me de minhas angústias, saber que existem pessoas que leem o que eu escrevo é um conforto... Se alguém irá me entender eu ficaria ainda mais satisfeito, por ter encontrado um igual, um que compartilhasse das mesmas dores e das mesmas alegrias; mas se não houver quem me entenda, contento-me apenas em saber que minhas angústias são amenizadas quando escrevo, mesmo se ninguém ler.
Não estou preocupado em agradar ou desagradar o leitor desse blog, estou interessado apenas em tornar público algo que me é tão particular quanto os órgãos que me mantém vivo. Porque o pensamento é também aquilo que diferencia pessoas de animais... Por isso eu acredito que os animais tem mais dignidade do que certas "pessoas", pois se assemelham mais ao ideal de humano que tenho em mente.
Por certo, animais não fazem conexões lógicas tão elaboradas quanto os humanos, mas são muito mais sensíveis, agradáveis e carinhosos. São muito mais sinceros que homens. Por este motivo, todos os meus cães possuem nome de gente, não nomes caninos, tais como: Totó, Lála, Bobó, Xixi, etc.
A infantilização mental não pertence propriamente às crianças com idade menor que 7 anos, mas a quase toda a civilização humana domesticada pelas mercadorias, pelas multidões de informações vazias, pelo Estado e pela mídia massificante.
Mas o assunto que me inspirou a escrever esse texto é bem mais complicado que isso, tem a ver com angústia, solidão e encarceramento.

Chorei longos momentos até que o sol raiasse hoje, até que a noite se dissipasse na janela. Minha cabeça estava sobremaneira atordoada com imagens e pensamentos.
Tudo isso é uma tragédia, eu pensava. Tudo isso é uma tragédia, tudo isso é uma tragédia... E isso se repetia irritavelmente na minha mente, nos meus rins, no meu coração e nos meus ossos.

Tudo isso? Tudo isso o quê? Tudo! Os prédios, as casas, as ruas vazias na madrugada, todas as pessoas dormindo, a sociedade toda é uma tragédia! Por quê? Porque estamos todos sozinhos! Não, não estamos sozinhos no Universo, o problema é bem mais cruel e apavorante! Estamos todos sozinhos entre nós mesmos, perdidos na nossa própria raça humana!

Estamos todos interligados pela internet, pelas avenidas, pelos corredores, trombamos aos solavancos com inúmeras pessoas. Mais de 6,5 bilhões de pessoas se entrecruzam todos os dias, todas as noites, todas as horas. Mas nunca estivemos tão solitários, tão abandonados, tão jogados quanto hoje!
E essa faísca de pensamento em mim se tornou uma grande queimada, um fogo que me consumiu, e todas as minhas angústias se aglomeraram em torno deste único foco: Estamos todos sozinhos e isolados uns dos outros.
A modernidade conseguiu aprimorar a técnica de isolar cada um em seu quadrado!

Não, não estou dizendo que não se pode lutar pela individualidade! Mesmo porque, defender a individualidade é reconhecer que eu tenho direito à liberdade, e reconhecer que todos à minha volta também possuem o mesmo direito.
O que eu detesto com todo o meu sistema biológico nesta sociedade é que não existe individualidade, só existe prisões individuais onde cada um deve ficar trancafiado sem contato algum com seus semelhantes.
As relações existentes não são naturais, são todas frutos da artificialidade de um mundo regado por livre competição, grupos, facções, raças etc.
Não, também não estou promovendo um tipo de amor cristão que é obrigado a amar a todos incondicionalmente. Eu amo quem eu amo, eu gosto de quem eu gosto, ninguém tem gostos e desejos iguais, cada qual deve amar e gostar de quem ou daquilo que lhe apraz.
Eu só sei que me soou tão falsa a estrutura das cidades, daquilo que chamamos urbano, de todas as metrópolis. Os carros respeitando os sinais, os semáforos, as faixas. Os pedestres atravessando quando se acende uma luz vermelha para os carros, os alarmes, a polícia... É tanta ordem, tanta ordem! Todos gritando por ordem, tudo deve estar no seu exato lugar na cidade! NÃO PISE NA GRAMA! NÃO FUME AQUI! NÃO ATRAVESSE ESSA PROPRIEDADE! ENTRADA PROIBIDA! NÃO TOQUE! NÃO CHEIRE! NÃO, NÃO, NÃO!

A cidade grita NÃO o tempo todo! As cidades querem controle e ordem, nada pode estar fora do lugar! É esquizofrênico, é doente, é anti-natural!
Isso tudo é uma tragédia, é uma tragédia!
E porquê é uma tragédia? É uma tragédia exatamente porque não temos outra estrutura, não conseguimos ir além disso, não podemos pensar em outra estrutura, em outra forma de resolver nossos problemas! É pecado, é crime... É LOUCURA! Tudo já está no seu lugar, tudo já está feito, tudo "já está consumado"!

E, nós, que não nos conformamos com essa estrutura maligna, cruel e atroz que criamos... E, nós, que desejamos ser libertos dessas grades... E, nós, que queremos aparecer sem máscaras, sem negar os instintos, os pensamentos, os ideais, sem negar nosso próprio corpo... Nós somos obrigados a olhar tudo isso e fingir que estamos bem, que está tudo correto.
Nâo podemos reclamar o tempo todo para que nossa angústia não seja banalizada!
Não podemos lutar contra isso, pois somos uma minoria ínfima!
Não podemos renunciar este sistema, porque ele domina todo este nosso planeta!
Não podemos fugir para a selva, porque já esquecemos o que os "primitivos" aprenderam com a Natureza!
Estamos castrados, amputados, amarrados, acorrentados, presos ao dia-a-dia trágico de um mundo que não é o que gostaríamos de viver.
E eles nos dizem: "São pessimistas! São anormais!"
Não é que não amemos a vida! Amamos tanto a vida que rejeitamos essa morte!
Amamos tanto a Natureza que nos entristecemos até a medula por não estarmos tão próximos dela quanto necessitamos.
Amamos tanto a vida que abominamos a sociedade modernamente primitiva!
Não estou preocupado em agradar ou desagradar o leitor desse blog, estou interessado apenas em tornar público algo que me é tão particular quanto os órgãos que me mantém vivo. Porque o pensamento é também aquilo que diferencia pessoas de animais... Por isso eu acredito que os animais tem mais dignidade do que certas "pessoas", pois se assemelham mais ao ideal de humano que tenho em mente.
Por certo, animais não fazem conexões lógicas tão elaboradas quanto os humanos, mas são muito mais sensíveis, agradáveis e carinhosos. São muito mais sinceros que homens. Por este motivo, todos os meus cães possuem nome de gente, não nomes caninos, tais como: Totó, Lála, Bobó, Xixi, etc.
A infantilização mental não pertence propriamente às crianças com idade menor que 7 anos, mas a quase toda a civilização humana domesticada pelas mercadorias, pelas multidões de informações vazias, pelo Estado e pela mídia massificante.
Mas o assunto que me inspirou a escrever esse texto é bem mais complicado que isso, tem a ver com angústia, solidão e encarceramento.

Chorei longos momentos até que o sol raiasse hoje, até que a noite se dissipasse na janela. Minha cabeça estava sobremaneira atordoada com imagens e pensamentos.
Tudo isso é uma tragédia, eu pensava. Tudo isso é uma tragédia, tudo isso é uma tragédia... E isso se repetia irritavelmente na minha mente, nos meus rins, no meu coração e nos meus ossos.

Tudo isso? Tudo isso o quê? Tudo! Os prédios, as casas, as ruas vazias na madrugada, todas as pessoas dormindo, a sociedade toda é uma tragédia! Por quê? Porque estamos todos sozinhos! Não, não estamos sozinhos no Universo, o problema é bem mais cruel e apavorante! Estamos todos sozinhos entre nós mesmos, perdidos na nossa própria raça humana!

Estamos todos interligados pela internet, pelas avenidas, pelos corredores, trombamos aos solavancos com inúmeras pessoas. Mais de 6,5 bilhões de pessoas se entrecruzam todos os dias, todas as noites, todas as horas. Mas nunca estivemos tão solitários, tão abandonados, tão jogados quanto hoje!
E essa faísca de pensamento em mim se tornou uma grande queimada, um fogo que me consumiu, e todas as minhas angústias se aglomeraram em torno deste único foco: Estamos todos sozinhos e isolados uns dos outros.
A modernidade conseguiu aprimorar a técnica de isolar cada um em seu quadrado!

Não, não estou dizendo que não se pode lutar pela individualidade! Mesmo porque, defender a individualidade é reconhecer que eu tenho direito à liberdade, e reconhecer que todos à minha volta também possuem o mesmo direito.
O que eu detesto com todo o meu sistema biológico nesta sociedade é que não existe individualidade, só existe prisões individuais onde cada um deve ficar trancafiado sem contato algum com seus semelhantes.
As relações existentes não são naturais, são todas frutos da artificialidade de um mundo regado por livre competição, grupos, facções, raças etc.
Não, também não estou promovendo um tipo de amor cristão que é obrigado a amar a todos incondicionalmente. Eu amo quem eu amo, eu gosto de quem eu gosto, ninguém tem gostos e desejos iguais, cada qual deve amar e gostar de quem ou daquilo que lhe apraz.
Eu só sei que me soou tão falsa a estrutura das cidades, daquilo que chamamos urbano, de todas as metrópolis. Os carros respeitando os sinais, os semáforos, as faixas. Os pedestres atravessando quando se acende uma luz vermelha para os carros, os alarmes, a polícia... É tanta ordem, tanta ordem! Todos gritando por ordem, tudo deve estar no seu exato lugar na cidade! NÃO PISE NA GRAMA! NÃO FUME AQUI! NÃO ATRAVESSE ESSA PROPRIEDADE! ENTRADA PROIBIDA! NÃO TOQUE! NÃO CHEIRE! NÃO, NÃO, NÃO!

A cidade grita NÃO o tempo todo! As cidades querem controle e ordem, nada pode estar fora do lugar! É esquizofrênico, é doente, é anti-natural!
Isso tudo é uma tragédia, é uma tragédia!
E porquê é uma tragédia? É uma tragédia exatamente porque não temos outra estrutura, não conseguimos ir além disso, não podemos pensar em outra estrutura, em outra forma de resolver nossos problemas! É pecado, é crime... É LOUCURA! Tudo já está no seu lugar, tudo já está feito, tudo "já está consumado"!


E, nós, que não nos conformamos com essa estrutura maligna, cruel e atroz que criamos... E, nós, que desejamos ser libertos dessas grades... E, nós, que queremos aparecer sem máscaras, sem negar os instintos, os pensamentos, os ideais, sem negar nosso próprio corpo... Nós somos obrigados a olhar tudo isso e fingir que estamos bem, que está tudo correto.
Nâo podemos reclamar o tempo todo para que nossa angústia não seja banalizada!
Não podemos lutar contra isso, pois somos uma minoria ínfima!
Não podemos renunciar este sistema, porque ele domina todo este nosso planeta!
Não podemos fugir para a selva, porque já esquecemos o que os "primitivos" aprenderam com a Natureza!
Estamos castrados, amputados, amarrados, acorrentados, presos ao dia-a-dia trágico de um mundo que não é o que gostaríamos de viver.
E eles nos dizem: "São pessimistas! São anormais!"
Não é que não amemos a vida! Amamos tanto a vida que rejeitamos essa morte!
Amamos tanto a Natureza que nos entristecemos até a medula por não estarmos tão próximos dela quanto necessitamos.

Amamos tanto a vida que abominamos a sociedade modernamente primitiva!
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Sim, eu fumo!
Um cigarro é um pedaço de papel forrado com uma porrada de substâncias químicas. Você acende ele, traga, e deixa a fumaça entrar e depois solta no ar para poluir o meio ambiente!
Sim, eu fumo! Muito obrigado!
Eu lanço mesmo uns 0,0002% de carbono na atmosfera!
E sim, tenho possibilidade de morrer com câncer!
E você! Você também! Fumando ou não, um trem pode passar por cima da sua garganta, ou um avião pode cair bem no centro do seu globo ocular, ou você pode pisar em um escorpião e ele te picar com raiva!
Podem acontecer coisas simples também, por exemplo, uma vaca voadora derrubar leite na sua boca e você morrer afogado! Ou você pode engasgar com sua própria saliva e dar um adeus pro mundo! Esse mundo cheio de carbono!
Pode ser que, amanhã, você leve um tiro, ou sofra um acidente de moto. Pode ser que você desenvolva câncer de próstata, ou nos seios... Pode ser que eu morra apenas de velhice.
NO FINAL, TODOS MORREREMOS! Apenas o modo como se morre é diferente!
Então: Não me venha com sermãos sobre: Fumar pode dar câncer (todos temos células que podem se tornar cancerígenas), fumar causa impotência (10% dos homens entre 40 e 50 anos tem impotência, nem todos são fumantes)*, fumar causa sofrimento (todos os que vivem sabem que viver é sofrimento!)...
Eu não fumo porque sou viciado, fumo porque gosto, porque tenho vontade. É o mesmo que ocorre com o vinho, com o absinto, com o rum, com a cerveja. Bebo porque gosto de beber, aprecio uma boa bebida, sozinho ou acompanhado... Desde que eu queira e isso me dê prazer. E me dá prazer! Se vou morrer por causa dos prazeres, bom, ao menos morrerei tendo experimentado todos os tipos de prazeres. Cigarro, bebidas, os amores, o sexo, o sol nascendo, a lua, os amigos, a família, não importa o quê, tudo isso me dá prazer!
*http://www.abathon.com.br/Disfun%C3%A7%C3%A3o+Er%C3%A9til++(+Impot%C3%AAncia+Masculina+)/textos/48
Sim, eu fumo! Muito obrigado!
Eu lanço mesmo uns 0,0002% de carbono na atmosfera!
E sim, tenho possibilidade de morrer com câncer!
E você! Você também! Fumando ou não, um trem pode passar por cima da sua garganta, ou um avião pode cair bem no centro do seu globo ocular, ou você pode pisar em um escorpião e ele te picar com raiva!
Podem acontecer coisas simples também, por exemplo, uma vaca voadora derrubar leite na sua boca e você morrer afogado! Ou você pode engasgar com sua própria saliva e dar um adeus pro mundo! Esse mundo cheio de carbono!
Pode ser que, amanhã, você leve um tiro, ou sofra um acidente de moto. Pode ser que você desenvolva câncer de próstata, ou nos seios... Pode ser que eu morra apenas de velhice.
NO FINAL, TODOS MORREREMOS! Apenas o modo como se morre é diferente!
Então: Não me venha com sermãos sobre: Fumar pode dar câncer (todos temos células que podem se tornar cancerígenas), fumar causa impotência (10% dos homens entre 40 e 50 anos tem impotência, nem todos são fumantes)*, fumar causa sofrimento (todos os que vivem sabem que viver é sofrimento!)...
Eu não fumo porque sou viciado, fumo porque gosto, porque tenho vontade. É o mesmo que ocorre com o vinho, com o absinto, com o rum, com a cerveja. Bebo porque gosto de beber, aprecio uma boa bebida, sozinho ou acompanhado... Desde que eu queira e isso me dê prazer. E me dá prazer! Se vou morrer por causa dos prazeres, bom, ao menos morrerei tendo experimentado todos os tipos de prazeres. Cigarro, bebidas, os amores, o sexo, o sol nascendo, a lua, os amigos, a família, não importa o quê, tudo isso me dá prazer!
*http://www.abathon.com.br/Disfun%C3%A7%C3%A3o+Er%C3%A9til++(+Impot%C3%AAncia+Masculina+)/textos/48
Esta que me seduz...
Ela está ali, me observando, quieta, sombria e atraente...
Estou deitado na cama, mas ela permanece a me trespassar com o olhar. Ao seu redor permanece o mistério e dentro de mim a vontade de mergulhar nesses segredos. Nela está a luz que me seduz com fogo, em mim está um desejo que arde como o gelo por agarrá-la.
Ela é inalcansável, porém... Seria eu privilegiado de tocá-la, ao menos uma vez em minha vida? Não! Tenho para mim que só morto, talvez, poderei ficar mais próximo, o suficiente para olhar dentro dela, no fundo de seus olhos metafóricos.
Por que motivos esta pálida Lua me causa tanto fascínio? Quem habita esta que me chama nas noites estreladas? Uma deusa nua ou um dragão? Tanto faz. Importa que estou completamente apaixonado por ela, e é a única que me faz companhia nas noites de olhos abertos...
Estou deitado na cama, mas ela permanece a me trespassar com o olhar. Ao seu redor permanece o mistério e dentro de mim a vontade de mergulhar nesses segredos. Nela está a luz que me seduz com fogo, em mim está um desejo que arde como o gelo por agarrá-la.
Ela é inalcansável, porém... Seria eu privilegiado de tocá-la, ao menos uma vez em minha vida? Não! Tenho para mim que só morto, talvez, poderei ficar mais próximo, o suficiente para olhar dentro dela, no fundo de seus olhos metafóricos.
Por que motivos esta pálida Lua me causa tanto fascínio? Quem habita esta que me chama nas noites estreladas? Uma deusa nua ou um dragão? Tanto faz. Importa que estou completamente apaixonado por ela, e é a única que me faz companhia nas noites de olhos abertos...
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
"Luciferianismo" ou: "Ensaio sobre Amor Platônico"
Um sorriso e um aperto de mão foram o início de um amor proibido, de uma história sem final, sem clímax, sem resolução. Um acorde dissonante, o sétimo grau insolúvel, um trítono de amor platônico.
Um presente, uma dádiva e uma maldição...
Foi como uma droga que experimentei uma, duas vezes, e depois de algum tempo me viciou completamente. Já não consigo mais ficar longe, meu organismo pede sua presença, seu cheiro e aquele sorriso que me faz derreter.
E agora vejo quanto de amor há, quanto de carinho e amizade existe. O problema é que, por ser proibido, não pode ser consumado jamais.
Meu coração tem sofrido amargamente cada momento que seu cheiro se aproxima, e sofre também quando o vento o dissipa, justamente porque jamais poderei verbalizar, pronunciar, dar existência real ao meu pensamento, ao meu amor, por isso, com tristeza abismal, assumo que será platônico até o fim.
E meus olhos correm na direção de vários amores platônicos, e como abomino isso: Amar pessoas que eu mergulhei na solidão das minhas conexões neurais. É um amor egoísta e destrutivo, que se faz real para mim apenas, não para quem é amado. Mas não tenho controle sobre minhas vontades, meus desejos mais secretos são os que me dirigem. Não existe razão que seja forte suficiente para resistir o instinto, pois o instinto e a vontade são como cães presos por muito tempo, que ao serem libertados avançam ferozmente contra o primeiro que lhes cruzar o caminho.
Será - diabos do inferno -, então, que terei de me acostumar mais uma vez a amar na caverna da ausência? Talvez esta seja minha sina. As moiras se mostram sete vezes mais aterrorizadoras que o normal! Os deuses traçaram uma linha fina e podre para rirem desta triste comédia, para se embebedarem e se alegrarem em minha condição miserável.
Já não tenho força pra agir fisicamente contra este mal que me oprime, e minha mente já desistiu de resistir a este tormento feito de sentimentos etéreos... Por isso eu prefiro aceitar o destino, amar os fatos e reconhecer que, neste canto do meu corpo, nesta parte da minha mente haverá trevas intensas eternamente. Declaro, pois, que amo esta escuridão, que a transmutei em parte biológica minha, um novo órgão, necrosado desde que surgiu. E cada vez que olhar para esta penumbra sombria e medonha, redescobrirei força e coragem para viver, para amar ainda mais...
Um dia, penso eu, os deuses me abençoarão com a Luz mais bela que se me apresentou.
Este que transporta o brilho do sol e, contraditoriamente me afoga em sombras, um anjo irá destruir minhas trevas interiores! Este anjo lindo, que sorri carinhosamente para mim. Este anjo caído que roubou uma das luzes de minha existência...
Um presente, uma dádiva e uma maldição...
Foi como uma droga que experimentei uma, duas vezes, e depois de algum tempo me viciou completamente. Já não consigo mais ficar longe, meu organismo pede sua presença, seu cheiro e aquele sorriso que me faz derreter.
E agora vejo quanto de amor há, quanto de carinho e amizade existe. O problema é que, por ser proibido, não pode ser consumado jamais.
Meu coração tem sofrido amargamente cada momento que seu cheiro se aproxima, e sofre também quando o vento o dissipa, justamente porque jamais poderei verbalizar, pronunciar, dar existência real ao meu pensamento, ao meu amor, por isso, com tristeza abismal, assumo que será platônico até o fim.
E meus olhos correm na direção de vários amores platônicos, e como abomino isso: Amar pessoas que eu mergulhei na solidão das minhas conexões neurais. É um amor egoísta e destrutivo, que se faz real para mim apenas, não para quem é amado. Mas não tenho controle sobre minhas vontades, meus desejos mais secretos são os que me dirigem. Não existe razão que seja forte suficiente para resistir o instinto, pois o instinto e a vontade são como cães presos por muito tempo, que ao serem libertados avançam ferozmente contra o primeiro que lhes cruzar o caminho.
Será - diabos do inferno -, então, que terei de me acostumar mais uma vez a amar na caverna da ausência? Talvez esta seja minha sina. As moiras se mostram sete vezes mais aterrorizadoras que o normal! Os deuses traçaram uma linha fina e podre para rirem desta triste comédia, para se embebedarem e se alegrarem em minha condição miserável.
Já não tenho força pra agir fisicamente contra este mal que me oprime, e minha mente já desistiu de resistir a este tormento feito de sentimentos etéreos... Por isso eu prefiro aceitar o destino, amar os fatos e reconhecer que, neste canto do meu corpo, nesta parte da minha mente haverá trevas intensas eternamente. Declaro, pois, que amo esta escuridão, que a transmutei em parte biológica minha, um novo órgão, necrosado desde que surgiu. E cada vez que olhar para esta penumbra sombria e medonha, redescobrirei força e coragem para viver, para amar ainda mais...
Um dia, penso eu, os deuses me abençoarão com a Luz mais bela que se me apresentou.
Este que transporta o brilho do sol e, contraditoriamente me afoga em sombras, um anjo irá destruir minhas trevas interiores! Este anjo lindo, que sorri carinhosamente para mim. Este anjo caído que roubou uma das luzes de minha existência...
sábado, 15 de janeiro de 2011
Ensaio sobre o cocô!
(Para ler esse texto deve-se "mastigar" as palavras, pronunciar cada palavra com perfeita dicção, sentindo os odores, sabores e fedores de cada uma delas)
Bosta, merda, cocô, troço
Caca, fezes, escremento
Co-li-for-mes Fe-cais
Evacuação, defecação...
CAGAR!
Cagou? Defecou? Evacuou?
FEZ O NÚMERO DOIS?
Boca, alimento e saliva
Bolo alimentar, língua e movimento
Traquéia, esôfago, estômago
Bile, sucos gástricos, meleca líquida
Digestão... EN DU RE CI MENTO! (CIMENTO... (eco))
Caminho delgado
Método intestinal
Ânus, cú, rego, anel, botão,
SAÍDA DE EMERGÊNCIA (ou entrada...) RETO!
Privada, água sanitária,
Sanitário, vaso, trono, descarga!
E LÁ SE FOI O COCÔ
PARA SEU DESTINO FINAL
O RIO...
Bosta, merda, cocô, troço
Caca, fezes, escremento
Co-li-for-mes Fe-cais
Evacuação, defecação...
CAGAR!
Cagou? Defecou? Evacuou?
FEZ O NÚMERO DOIS?
Boca, alimento e saliva
Bolo alimentar, língua e movimento
Traquéia, esôfago, estômago
Bile, sucos gástricos, meleca líquida
Digestão... EN DU RE CI MENTO! (CIMENTO... (eco))
Caminho delgado
Método intestinal
Ânus, cú, rego, anel, botão,
SAÍDA DE EMERGÊNCIA (ou entrada...) RETO!
Privada, água sanitária,
Sanitário, vaso, trono, descarga!
E LÁ SE FOI O COCÔ
PARA SEU DESTINO FINAL
O RIO...
Ensaio sobre a meia cinza (sem rimas, detesto rimas)
Minha meia é cinza
Como a nuvem no céu
Que gosto ela poderia ter? (a nuvem...)
Gosto de carvão.
O carvão é preto,
Suja as minhas mãos
Mas ao morrer o carvão
Tranforma-se em cinza,
a cor da minha meia!
O carvão é masculino
Por isso utilizamos o artigo "o"
Se fosse feminina, usaríamos "a"
Seria pretA a carvÃ
E, depois de morta, também viraria cinza,
Da cor da minha meia!
Seria Meia! Meia preta e meia cinza!
Quase um par!
Descobri, assim, a essência deste par de meia.
-O odor?
-Não! Cale-se!
Encontrei a essência,
o algodão interior meial.
A meia é meia por que é metade,
ou porque está no meio?
Quando se compra duas meias,
seriam uma só inteira?
Dois mais dois... IGUAL CINCO!
Sim! Cinco! Pois Deus pode agir irracionalmente! (...)
Deus usa um par de meias,
uma cinza e outra carvão!
Como a nuvem no céu
Que gosto ela poderia ter? (a nuvem...)
Gosto de carvão.
O carvão é preto,
Suja as minhas mãos
Mas ao morrer o carvão
Tranforma-se em cinza,
a cor da minha meia!
O carvão é masculino
Por isso utilizamos o artigo "o"
Se fosse feminina, usaríamos "a"
Seria pretA a carvÃ
E, depois de morta, também viraria cinza,
Da cor da minha meia!
Seria Meia! Meia preta e meia cinza!
Quase um par!
Descobri, assim, a essência deste par de meia.
-O odor?
-Não! Cale-se!
Encontrei a essência,
o algodão interior meial.
A meia é meia por que é metade,
ou porque está no meio?
Quando se compra duas meias,
seriam uma só inteira?
Dois mais dois... IGUAL CINCO!
Sim! Cinco! Pois Deus pode agir irracionalmente! (...)
Deus usa um par de meias,
uma cinza e outra carvão!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
O QUE DER NA TEIA
Tem coisa melhor do que fazer tudo aquilo que te dá na teia?
Os maiores prazeres que existem são exatamente aqueles que são momentâneos, passageiros e intensos. E são os melhores, porque, apesar de durarem tão pouco na "flor da pele", ficam gravados eternamente na memória e, ultimamente, nas fotos digitais, rs!
Digo que os prazeres melhores são os momentâneos, mas acredito que não exista prazer algum sobre a face do planeta Terra que dure dois ou três dias seguidos e ininterruptos!
Concluo, por minha conta e risco, que os prazeres que um ser humano-humano* pode sentir e experimentar, sempre são transitórios e, igualmente, inesquecíveis.
Vamos dar alguns exemplos:
-Um churrasco no ano novo com os amigos e a família (os que não enchem o saco, claro), dura no máximo um dia inteiro, às vezes umas 5 ou 6 horas.
-Ficar bem bêbado com a galera e perceber o movimento de translação e rotação da terra, umas 6 horas (dependendo do tempo que se bebe, e da qualidade do etanol. rs)
-Uma visita a um parque de diversões, 3 ou 4 horas
-Um sexo bem feito com direito a três ou quatro gozadas, umas 5 ou 6 horas (dependendo da libido pode-se ir um pouco mais), contando os intervalos... rs!
-Um passeio na praia, como o que eu fiz essa semana com meus irmãos Bryan e Felipe, com direito a rum, cerveja, cigarros, carrinho de bate-bate e queimaduras vermelhas na pele, dura dois ou tres dias!
Enfim, existem vários exemplos que podemos dar pra demonstrar que ALEGRIA SEMPRE É PASSAGEIRA , ninguém consegue ser feliz o tempo todo (qualquer pessoa que você encontrar feliz demais o tempo todo, provavelmente estará em um hospital psiquiátrico)! Na verdade, não existe felicidade absoluta!! Isso é invencionice platônica pra domesticação de gente.
O que existe são estes doces, ternos, momentâneos e inesquecíveis momentos que devemos preservar na memória, nas fotos, nas "lembrancinhas" que compramos e damos de presente, nas gargalhadas amigas, nos drinks alheios, nas bundas balançantes das praias, nos abraços, nos sorrisos...
*Existem seres humanos que não são daqui, sabem? São extraterrestres, dizem que vão morar em outro lugar, que sua terra não é aqui. É complicado, mas este tipo de gente existe! Por isso digo que existem seres humanos-humanos, que são aqueles que nasceram e morreram, ou irão morrer aqui neste planeta mesmo, e permanecerão aqui, porque aqui é o lugar deles! Os seres humanos extraterrestres vão tocar harpa em outro "planeta".
Ah, sim, estes humanos-extraterrestres dizem que existe felicidade absoluta no planeta deles! (acho que o planeta deles é uma nau dos loucos intergalática)
Os maiores prazeres que existem são exatamente aqueles que são momentâneos, passageiros e intensos. E são os melhores, porque, apesar de durarem tão pouco na "flor da pele", ficam gravados eternamente na memória e, ultimamente, nas fotos digitais, rs!
Digo que os prazeres melhores são os momentâneos, mas acredito que não exista prazer algum sobre a face do planeta Terra que dure dois ou três dias seguidos e ininterruptos!
Concluo, por minha conta e risco, que os prazeres que um ser humano-humano* pode sentir e experimentar, sempre são transitórios e, igualmente, inesquecíveis.
Vamos dar alguns exemplos:
-Um churrasco no ano novo com os amigos e a família (os que não enchem o saco, claro), dura no máximo um dia inteiro, às vezes umas 5 ou 6 horas.
-Ficar bem bêbado com a galera e perceber o movimento de translação e rotação da terra, umas 6 horas (dependendo do tempo que se bebe, e da qualidade do etanol. rs)
-Uma visita a um parque de diversões, 3 ou 4 horas
-Um sexo bem feito com direito a três ou quatro gozadas, umas 5 ou 6 horas (dependendo da libido pode-se ir um pouco mais), contando os intervalos... rs!
-Um passeio na praia, como o que eu fiz essa semana com meus irmãos Bryan e Felipe, com direito a rum, cerveja, cigarros, carrinho de bate-bate e queimaduras vermelhas na pele, dura dois ou tres dias!
Enfim, existem vários exemplos que podemos dar pra demonstrar que ALEGRIA SEMPRE É PASSAGEIRA , ninguém consegue ser feliz o tempo todo (qualquer pessoa que você encontrar feliz demais o tempo todo, provavelmente estará em um hospital psiquiátrico)! Na verdade, não existe felicidade absoluta!! Isso é invencionice platônica pra domesticação de gente.
O que existe são estes doces, ternos, momentâneos e inesquecíveis momentos que devemos preservar na memória, nas fotos, nas "lembrancinhas" que compramos e damos de presente, nas gargalhadas amigas, nos drinks alheios, nas bundas balançantes das praias, nos abraços, nos sorrisos...
*Existem seres humanos que não são daqui, sabem? São extraterrestres, dizem que vão morar em outro lugar, que sua terra não é aqui. É complicado, mas este tipo de gente existe! Por isso digo que existem seres humanos-humanos, que são aqueles que nasceram e morreram, ou irão morrer aqui neste planeta mesmo, e permanecerão aqui, porque aqui é o lugar deles! Os seres humanos extraterrestres vão tocar harpa em outro "planeta".
Ah, sim, estes humanos-extraterrestres dizem que existe felicidade absoluta no planeta deles! (acho que o planeta deles é uma nau dos loucos intergalática)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Os fios pretos dos postes de luz são..... PATÉTICOS!
Tudo isso me soa tão...
É semelhante à existência das formigas trabalhadoras.
AVISO IMPORTANTE:(Ah, sim, já ia me esquecendo: não leia a última frase deste texto antes de completar a leitura do post completo, certo?)
As pessoas mantém essa rotina homogênea e estável; e os fios que conduzem eletricidade às casas dos prisioneiros apresentam-se, hoje, insuportavelmente mórbidos, venenosos, tonteantes.
São insensíveis estes fios pretos, são frios e calculistas, não demonstram afeto, nem preocupação com a minha dor. (E é óbvio para mim que vocês não irão entender isso, os fios pretos de eletricidade se apresentaram apenas para mim desta forma! Me perdoem por isso)
Minha dor é mais aguda e, talvez (sinto isso) existam outros que sintam algo parecido... É mais forte, exatamente porque sei o ponto específico da dor, o local exposto da ferida aberta, constantemente gritando diante dos meus olhos sem que haja remédio/droga que cure/amenize.
Estou certo - e aqui não existe espaço para um talvez - de que muitas pessoas (muitas, eu insisto) possuem esta dor cravada n'algum lugar obscuro, que têm lapsos de que ela seja cruel/libertadora ou libertadora/cruel, mas que, com olhos e sentidos escamados, não consigam descobrir onde dói, nem porque... E, talvez (talvez somente) lhes seja melhor assim, a sobrevivência de uma espécie forte depende da resistência de apenas alguns, jamais de todos - assim nos vocifera a natureza!
Saber ou não saber do local ou da causa desta dor, entretanto (e contraditoriamente)pode ser indiferente, dependendo do SEU ponto de vista... Lembre-se: DO SEU PONTO DE VISTA!!! Há quem prefira saber esses detalhes, eu sou um deles!
Ironicamente, todos possuem essa dor e, conscientes ou não, a experimentam por toda sua efêmera vida.
Qual é, pois, a diferença? Pouca, pra não dizer inexistente, reconheço! Apenas que uns poucos humanos conseguiram entender a grande ironia (o termo "filha da putagem" também cabe neste contexto) do Universo. Uns poucos de nós perceberam a grande farsa da existência; uma minoria enxergou o pano azul de fundo dos efeitos especiais, as máscaras de plástico, as linhas finas e frágeis e as madeiras podres que sustentam esse teatro dos horrores. E é neste ponto que se perde a graça!!! Entendem?
Nós, que sabemos a causa e o local da dor humana, ouvimos a mesma piada repetidas vezes. Sim, nós mesmos exercemos o mais imbecil papel de explicar a piadinha!
E assim é que paramos de rir dessa comédia idiota e patética que é a civilização e de tudo o que ela construiu (acho que agora dá pra entender um pouco "os fios pretos dos postes de luz"... acho...rs).
Paramos de rir, entretanto, apenas porque essa piada ficou "sem sal", por que "não cola mais". Queremos uma piada nova. (Quando ouvirmos uma nova piada, apesar de saber agora que será apenas mais outra piada que também perderá a graça, riremos novamente com muito prazer, não tem importância)!
Parece simples quando expomos desta forma, não é?
Então me responda!!! SÃO AS FORMAS QUE NOS ENGANAM? TEM UMA VERDADE MILAGROSA E DIGNA DE SER OUVIDA OU DESCOBERTA POR DETRÁS DE TODAS AS APARÊNCIAS?
NÃO! NÃO RESPONDA! Deixe que eu mesmo o faça, já que este é o momento em que você apenas lê (rsrs)
NÃO ESTAMOS SENDO ENGANADOS, as formas são o que são, apenas formas que ocultam o vazio. E todos (a maioria de que falei anteriormente) acreditam piamente que as aparências enganam, pois desejam desesperadamente que exista um conteúdo que lhes acalme e amenize aquela dor desconhecida, aquela "coisa chata" que sempre quer sair à tona... E aí as aparências se transformam em vilãs, as grandes culpadas da nossa completa insatisfação, a causa de sermos imagem e semelhança de sanguessugas, querendo sempre mais!
Estou consciente de que alguns críticos superficiais (pensaram que me esqueceria de vocês, oh antíteses esquizofrênicas?) gostarão de confrontar-me, alegando que: "se as aparências escondem o vazio, LOGO... escondem alguma coisa. Portanto, pegamos você!"
hahaha! E eu me rio de todos estes pseudo-aristotélicos/platônicos. Porque estes superficiais mal desconfiam de que esta mesma é a ironia, pois o Vazio (ooh, que medo do vazio) é também uma forma! E que, no fim, este grande Universo não passa de formas que ocultam outras formas! Talvez os russos sejam os que melhor podem entender a Sagrada Ironia da Grande Matrioshka do Universo! (deprimente isso)
Os gregos disseram assim: "Olha, o átomo é indivisível". Daí vieram uns filhos da puta, destruidores de castelinhos, e contestaram: "Não, tem um negócinho dentro do átomo, por isso vocês estão equivocados". Aparecem outros palhações e zombam: "haha, existe um mundo subatômico" E daqui a pouco vão alegar que as cordinhas que vibram no universo (teoria das cordas) são apenas um esconderijo de violinos irritantes minusculos feitos de matéria escura!!!!! (essa é a hora que você fica espantado)
Já me esqueci porque estou publicando isso neste blog! Alguém lembra? O mesmo motivo pelo qual o personagem do filme "O náufrago" conversa com uma bola de volei?... Tanto faz!
Os fios pretos dos postes de luz são... Não são patéticos! Complete com outra palavra pra variar! Credo!
Sim, eu estou de férias! Sim, minha insônia hoje tomou anabolizantes! Sim, eu chamo isso de ócio produtivo! Sim, foda-se se não for produtivo pra você, porque é produtivo pra mim! rs
AQUI, ÚLTIMA FRASE DO POST!
Parabéns, você é curioso e leu a última frase antes de todo o texto! Já é um passo dado rumo à destruição de outras regras! rsrs (mensagem especial para quem não cumpriu a ordem da primeira frase deste texto)se você disse: que idiota! diga isso mais uma vez... PARA VOCÊ!
É semelhante à existência das formigas trabalhadoras.
AVISO IMPORTANTE:(Ah, sim, já ia me esquecendo: não leia a última frase deste texto antes de completar a leitura do post completo, certo?)
As pessoas mantém essa rotina homogênea e estável; e os fios que conduzem eletricidade às casas dos prisioneiros apresentam-se, hoje, insuportavelmente mórbidos, venenosos, tonteantes.
São insensíveis estes fios pretos, são frios e calculistas, não demonstram afeto, nem preocupação com a minha dor. (E é óbvio para mim que vocês não irão entender isso, os fios pretos de eletricidade se apresentaram apenas para mim desta forma! Me perdoem por isso)
Minha dor é mais aguda e, talvez (sinto isso) existam outros que sintam algo parecido... É mais forte, exatamente porque sei o ponto específico da dor, o local exposto da ferida aberta, constantemente gritando diante dos meus olhos sem que haja remédio/droga que cure/amenize.
Estou certo - e aqui não existe espaço para um talvez - de que muitas pessoas (muitas, eu insisto) possuem esta dor cravada n'algum lugar obscuro, que têm lapsos de que ela seja cruel/libertadora ou libertadora/cruel, mas que, com olhos e sentidos escamados, não consigam descobrir onde dói, nem porque... E, talvez (talvez somente) lhes seja melhor assim, a sobrevivência de uma espécie forte depende da resistência de apenas alguns, jamais de todos - assim nos vocifera a natureza!
Saber ou não saber do local ou da causa desta dor, entretanto (e contraditoriamente)pode ser indiferente, dependendo do SEU ponto de vista... Lembre-se: DO SEU PONTO DE VISTA!!! Há quem prefira saber esses detalhes, eu sou um deles!
Ironicamente, todos possuem essa dor e, conscientes ou não, a experimentam por toda sua efêmera vida.
Qual é, pois, a diferença? Pouca, pra não dizer inexistente, reconheço! Apenas que uns poucos humanos conseguiram entender a grande ironia (o termo "filha da putagem" também cabe neste contexto) do Universo. Uns poucos de nós perceberam a grande farsa da existência; uma minoria enxergou o pano azul de fundo dos efeitos especiais, as máscaras de plástico, as linhas finas e frágeis e as madeiras podres que sustentam esse teatro dos horrores. E é neste ponto que se perde a graça!!! Entendem?
Nós, que sabemos a causa e o local da dor humana, ouvimos a mesma piada repetidas vezes. Sim, nós mesmos exercemos o mais imbecil papel de explicar a piadinha!
E assim é que paramos de rir dessa comédia idiota e patética que é a civilização e de tudo o que ela construiu (acho que agora dá pra entender um pouco "os fios pretos dos postes de luz"... acho...rs).
Paramos de rir, entretanto, apenas porque essa piada ficou "sem sal", por que "não cola mais". Queremos uma piada nova. (Quando ouvirmos uma nova piada, apesar de saber agora que será apenas mais outra piada que também perderá a graça, riremos novamente com muito prazer, não tem importância)!
Parece simples quando expomos desta forma, não é?
Então me responda!!! SÃO AS FORMAS QUE NOS ENGANAM? TEM UMA VERDADE MILAGROSA E DIGNA DE SER OUVIDA OU DESCOBERTA POR DETRÁS DE TODAS AS APARÊNCIAS?
NÃO! NÃO RESPONDA! Deixe que eu mesmo o faça, já que este é o momento em que você apenas lê (rsrs)
NÃO ESTAMOS SENDO ENGANADOS, as formas são o que são, apenas formas que ocultam o vazio. E todos (a maioria de que falei anteriormente) acreditam piamente que as aparências enganam, pois desejam desesperadamente que exista um conteúdo que lhes acalme e amenize aquela dor desconhecida, aquela "coisa chata" que sempre quer sair à tona... E aí as aparências se transformam em vilãs, as grandes culpadas da nossa completa insatisfação, a causa de sermos imagem e semelhança de sanguessugas, querendo sempre mais!
Estou consciente de que alguns críticos superficiais (pensaram que me esqueceria de vocês, oh antíteses esquizofrênicas?) gostarão de confrontar-me, alegando que: "se as aparências escondem o vazio, LOGO... escondem alguma coisa. Portanto, pegamos você!"
hahaha! E eu me rio de todos estes pseudo-aristotélicos/platônicos. Porque estes superficiais mal desconfiam de que esta mesma é a ironia, pois o Vazio (ooh, que medo do vazio) é também uma forma! E que, no fim, este grande Universo não passa de formas que ocultam outras formas! Talvez os russos sejam os que melhor podem entender a Sagrada Ironia da Grande Matrioshka do Universo! (deprimente isso)
Os gregos disseram assim: "Olha, o átomo é indivisível". Daí vieram uns filhos da puta, destruidores de castelinhos, e contestaram: "Não, tem um negócinho dentro do átomo, por isso vocês estão equivocados". Aparecem outros palhações e zombam: "haha, existe um mundo subatômico" E daqui a pouco vão alegar que as cordinhas que vibram no universo (teoria das cordas) são apenas um esconderijo de violinos irritantes minusculos feitos de matéria escura!!!!! (essa é a hora que você fica espantado)
Já me esqueci porque estou publicando isso neste blog! Alguém lembra? O mesmo motivo pelo qual o personagem do filme "O náufrago" conversa com uma bola de volei?... Tanto faz!
Os fios pretos dos postes de luz são... Não são patéticos! Complete com outra palavra pra variar! Credo!
Sim, eu estou de férias! Sim, minha insônia hoje tomou anabolizantes! Sim, eu chamo isso de ócio produtivo! Sim, foda-se se não for produtivo pra você, porque é produtivo pra mim! rs
AQUI, ÚLTIMA FRASE DO POST!
Parabéns, você é curioso e leu a última frase antes de todo o texto! Já é um passo dado rumo à destruição de outras regras! rsrs (mensagem especial para quem não cumpriu a ordem da primeira frase deste texto)se você disse: que idiota! diga isso mais uma vez... PARA VOCÊ!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Ano Novo, Relógios e RUM!
5
4
3
2
1... e meio!
É à meia noite que os mortos surgem? É exatamente às 00h00m o horário em que as bruxas ficam soltas e os espíritos nos incomodam? Os espíritos tem pontualidade inglesa, né? Ah, Fala sério!
Só no exato 00h00m é que a cinderela se transforma numa escrava porralheira? E o horário de verão? E o fuso horário!?
E A TEORIA DA RELATIVIDADE? Se eu estiver numa velocidade que ultrapasse a da luz, minha meia noite ainda estará correta?
O que há de diferente entre o dia 31 de dezembro e o dia 1° de janeiro?
Qual calendário está correto, o ocidental cristão, o dos chineses, ou o dos judeus?
Qual ANO NOVO é novo mesmo!?
E por que prometemos tantas coisas, se, no fim, sabemos que não iremos cumprir?
Esperança? Porque tanta esperança somente na virada do ano? Tem um EXU do Ano Novo que faz um monte de coisa acontecer repentinamente exatamente à meia noite? Na virada! (vira, vira, vira de ladinho, isso delicia!...)
E se o meu relógio quebrar às 23h59m? Quer dizer que eu ainda vou estar no Ano Velho?
Qual é, então, a razão pra gente comemorar tanto a "virada" do ano (ele gosta de ladinho)?
É porque nós todos gostamos de beber, de encher a cara, de diversão, de sexo, de felicidade, de alegria e dos prazeres transitórios, só por causa disso. Todas as outras razões só servem pra mascarar estas primeiras. As outras razões são sub-razões. Pode até ser que alguém dê, de verdade, valor a estas coisas clichês de ano novo: amor, paz, prosperidade, sucesso e blablalba...
E mesmo essa pessoa adora as comemorações de ano novo, porque quer estar junto com seus amigos, quer se divertir, quer celebrar o ócio que não tem o ano todo! Querem dormir apenas quando o sol aparecer, porque, afinal, o sol é um chato, ele só aparece pra avisar que precisamos trabalhar...
Já a noite, a noite é que deve ser aproveitada, é o lugar dos vagabundos, dos boêmios, dos músicos, dos loucos, de todos quanto divergem da normalidade, dos padrões normativos da sociedade... CARPE NOCTEM!
No fim, o que eu curto no ano novo não é exatamente o ano novo, pois eu vou estar no dia 1° de janeiro apenas, não posso jamais viver o ano novo como um todo, pois são 365 dias!!!! Só posso viver cada dia... e cada noite! O que curto no ano novo é minha família, meus amigos e amigas, e o meu Rum!
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1... e meio!
É à meia noite que os mortos surgem? É exatamente às 00h00m o horário em que as bruxas ficam soltas e os espíritos nos incomodam? Os espíritos tem pontualidade inglesa, né? Ah, Fala sério!
Só no exato 00h00m é que a cinderela se transforma numa escrava porralheira? E o horário de verão? E o fuso horário!?
E A TEORIA DA RELATIVIDADE? Se eu estiver numa velocidade que ultrapasse a da luz, minha meia noite ainda estará correta?
O que há de diferente entre o dia 31 de dezembro e o dia 1° de janeiro?
Qual calendário está correto, o ocidental cristão, o dos chineses, ou o dos judeus?
Qual ANO NOVO é novo mesmo!?
E por que prometemos tantas coisas, se, no fim, sabemos que não iremos cumprir?
Esperança? Porque tanta esperança somente na virada do ano? Tem um EXU do Ano Novo que faz um monte de coisa acontecer repentinamente exatamente à meia noite? Na virada! (vira, vira, vira de ladinho, isso delicia!...)
E se o meu relógio quebrar às 23h59m? Quer dizer que eu ainda vou estar no Ano Velho?
Qual é, então, a razão pra gente comemorar tanto a "virada" do ano (ele gosta de ladinho)?
É porque nós todos gostamos de beber, de encher a cara, de diversão, de sexo, de felicidade, de alegria e dos prazeres transitórios, só por causa disso. Todas as outras razões só servem pra mascarar estas primeiras. As outras razões são sub-razões. Pode até ser que alguém dê, de verdade, valor a estas coisas clichês de ano novo: amor, paz, prosperidade, sucesso e blablalba...
E mesmo essa pessoa adora as comemorações de ano novo, porque quer estar junto com seus amigos, quer se divertir, quer celebrar o ócio que não tem o ano todo! Querem dormir apenas quando o sol aparecer, porque, afinal, o sol é um chato, ele só aparece pra avisar que precisamos trabalhar...
Já a noite, a noite é que deve ser aproveitada, é o lugar dos vagabundos, dos boêmios, dos músicos, dos loucos, de todos quanto divergem da normalidade, dos padrões normativos da sociedade... CARPE NOCTEM!
No fim, o que eu curto no ano novo não é exatamente o ano novo, pois eu vou estar no dia 1° de janeiro apenas, não posso jamais viver o ano novo como um todo, pois são 365 dias!!!! Só posso viver cada dia... e cada noite! O que curto no ano novo é minha família, meus amigos e amigas, e o meu Rum!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Read-me!
Faz um tempão que não escrevo nada neste blog!
E não senti nenhuma falta disso! rs
Vou escrever um pouco sobre as férias!
É tão maravilhoso quando não se precisa trabalhar, acordar cedo pra faculdade (no meu caso, ir pra faculdade sem dormir).
Somos tão estranhos. Ninguém, em sã consciência, gosta de trabalho. Não é de se espantar que "trabalho" venha da palavra "tripalium" (algo parecido com que o Drácula fazia com suas vítimas...) Arrancar as tripas pelo ânus! Sim, é exatamente esse o significado dessa palavra! Tripalium era o que os romanos faziam com os maus escravos...
Com o tempo, "tripalium" se tornou "trabalho", que se transformou em empreendimento, e agora somos incitados à tortura desde nossa concepção e chegada ao admirável mundo velho dos homens!
E aí, o que acontece nas férias!?
Acontece aquilo que deveria acontecer todo o tempo da nossa vil existência: Excesso, embriaguez, diversão, discussões familiares e de relacionamentos, festa, sexo etc!
Quando chega as férias do final de ano, todo mundo quer fazer tudo o que, durante o ano todo, não puderam fazer por culpa do trabalho!
Não, não sou vagabundo! Luto pelo meu direito ao ócio! Por que negócio (negação do ócio) é a coisa mais desumana que inventaram! E não falo apenas por mim, falo por todos, porque, no fundo, no fundo, ninguém gosta de trabalhar, exatamente por que ninguém gosta de ser torturado!
Ninguém gosta da dor, mesmo os cristãos (peritos no sofrimento e na piedade).
Só o que gostamos é do prazer! Mas precisamos sentir prazer às escuras, nos becos... Ninguém pode saber que sentimos prazer! O prazer é feio socialmente... E isso é tão hipócrita, porque todos querem desesperadamente o prazer, mas proferem maldições contra ele!
E por hoje é só pessoal! abraços!
E não senti nenhuma falta disso! rs
Vou escrever um pouco sobre as férias!
É tão maravilhoso quando não se precisa trabalhar, acordar cedo pra faculdade (no meu caso, ir pra faculdade sem dormir).
Somos tão estranhos. Ninguém, em sã consciência, gosta de trabalho. Não é de se espantar que "trabalho" venha da palavra "tripalium" (algo parecido com que o Drácula fazia com suas vítimas...) Arrancar as tripas pelo ânus! Sim, é exatamente esse o significado dessa palavra! Tripalium era o que os romanos faziam com os maus escravos...
Com o tempo, "tripalium" se tornou "trabalho", que se transformou em empreendimento, e agora somos incitados à tortura desde nossa concepção e chegada ao admirável mundo velho dos homens!
E aí, o que acontece nas férias!?
Acontece aquilo que deveria acontecer todo o tempo da nossa vil existência: Excesso, embriaguez, diversão, discussões familiares e de relacionamentos, festa, sexo etc!
Quando chega as férias do final de ano, todo mundo quer fazer tudo o que, durante o ano todo, não puderam fazer por culpa do trabalho!
Não, não sou vagabundo! Luto pelo meu direito ao ócio! Por que negócio (negação do ócio) é a coisa mais desumana que inventaram! E não falo apenas por mim, falo por todos, porque, no fundo, no fundo, ninguém gosta de trabalhar, exatamente por que ninguém gosta de ser torturado!
Ninguém gosta da dor, mesmo os cristãos (peritos no sofrimento e na piedade).
Só o que gostamos é do prazer! Mas precisamos sentir prazer às escuras, nos becos... Ninguém pode saber que sentimos prazer! O prazer é feio socialmente... E isso é tão hipócrita, porque todos querem desesperadamente o prazer, mas proferem maldições contra ele!
E por hoje é só pessoal! abraços!
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