Janelas são sedutoras Mas são apenas janelas A porta é a Morte.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Angústia de um peregrino de sófos
No exato instante que o Ser e o Nada se interpelam
Definitivamente o confronto não pode ser evitado
E o caos se instala entre as costelas, na medula,
nas lacunas e nos espaços da coluna vertebral
A sensação da morte próxima
E a vida manifestando sua face sombria
Porque viver é saber morrer todo dia
Viver é viver a morte sem deixá-la vencer
sem morrer completamente
Porque o que não mata fortalece!
No limbo terrestre não há espaço para super-homens
Ao menos, não por enquanto!
Os que se alegam força além-humana
Não passam dos mais famigerados escravos
Que na auto-afirmação de sua intrépida arrogância
Decretam estruturalmente sua própria queda.
Tudo o que sobe, cai
Mas nem tudo o que cai torna a subir!
Eu estou caído na cadeira,
como entre o céu e a terra
quase como um crucificado
Sofrendo os algozes elementos
dos quadrantes da matéria densa
Mas há de chegar a hora da transmutação
A luz que surge de ninguém mais que eu mesmo
Para alumiar meu próprio caminho
com a doce finalidade de descobrir
dentro da morte o germe da vida
dentro das minhas mais densas trevas
a minha expansão luciferiana mais completa
Nos caminhos tortuosos do labirinto iniciático
ou nos becos e ruas sem saída que nos leva
Hécate nos testa com as dores e os terrores
os assombros mais secretos, ocultados aos berros
com nossa mais tenra covardia...
E assim, quem vencer as provas no fogo,
não se queimará
Na água, não se afogará
no ar, conseguirá voar
na terra, superará a própria tumba
E só poderá compreender o grande mistério final
Após ter consciência de que aqui, enquanto vivos,
as forças negativas serão sempre mais intensas
Estamos jogados no mundo para fazer o que não fizemos
o que recusamos por tanto tempo:
assumir nossas responsabilidades existenciais
Amar primeiro a mim, porque eu sou o meu mais próximo
E amar aos demais somente se eu estiver em lua de mel comigo mesmo
Porque não há amor fora, se não houver amor dentro!
Dói-me a cabeça, os dentes, os olhos em sua órbita
Mas nenhuma dor é tão forte quanto a morte
E até agora ela não me enviou convite!
Porque ter medo!?
Sentirei medo ao som da trombeta desafinada do além
ecoando no espaço vazio da existência fragmentada
o sonido do anjo com foice com o arcano 13 na mão?
Não, certamente eu morrerei e só.
Mas até lá, lutarei contra ela,
pois esta é a sina de todo herói,
e também sua tragédia:
lutar contra seu inimigo mais forte
tendo consciência da derrota iminente,
e mesmo assim;. LUTAR.
E o herói morre! Morre como guerreiro!
E se fazem canções ao herói, e saúdam seu túmulo,
E os bardos cantam enquanto se embriagam
e as mulheres dançam e transam sob o túmulo
no respeito natural mais puro e sagrado do sexo
o sexo que irá permitir que a morte complete o círculo
e que outra vida desabroche da terra.... e assim até o infinito!
estou triste, pois quando morrer
gostaria de não ter de voltar mais
neste mundo de lágrimas
e por outro lado...
certamente vou sentir profunda saudade
das energias de Gaia, de seus filhos, meus irmãos
e principalmente de suas atitudes defeituosas
de suas maldades, de seus mais estéticos erros...
porque se tem algo riquíssimo que configura nossa dimensão
é o poder do riso, o sarcasmo, a ironia, a leviandade de zombar
de tudo quanto é corretinho demais...
Talvez eu reencarne aqui de novo, pra matar a saudade...
Apesar do meu desejo inconfessável ser o de me fundir com a fonte e aniquilar qualquer resquício de consciência
servindo apenas com a bagagem que tive até aqui.
Mas quem sabe a qual dimensão nos levarão, quais surpresas nos aguardam, e quais novos prazeres e sofrimentos nos estão destinados?
É como eu sempre digo: quero mudar de círculo social, porque se a próxima etapa revelar mais mediocridade, ao menos ela será de um tipo diverso e completamente novo. E quanto maior o número de mediocridades que eu puder obter, mais fácil será a conhecer profundamente o que é, de fato, medíocre ou o que se apresenta como mediocridade e esconde, volitivamente, a alma de toda genialidade... eis o segredo de todo bobo da corte: parecer medíocre, fazer as entranhas alheias rirem de suas próprias desgraças - deixe que a massa pense que riem de quem lhes conta a piada, pois esta é nossa mais doce diversão, ter convicção da seriedade da vida, da seriedade de nossas piadas... Os que foram iluminados certamente não se confundirão e reconhecerão o perfume.
Oh, Sofos, que fizeste tu a mim como troca de minha completa dedicação a ti? Porque, oh Sófos, me fazes sorver fel a noite e amargura nas manhãs!?
É muito desgastante a vida do corpo, e também do astral, pois tem alguma densidade sutil em mim
Algo que brada e que clama por coisas mais altas,
por coisas inacessíveis, que na sua inacessibilidade
lançam um olhar sedutor aos meus plexos
e me convidam a visitá-los... mas não me oferecem asas!
Oh paradoxo do conhecimento!
Minhas forças estão acabando
Sinto-me como um no meio do zero
Mas quem sabe eu não possa dividir-me
cabalisticamente no 2, depois no 3
e assim por diante, até que eu consiga
alcançar a deus no infinito dos números mágikos?
Seja como for! Eu já estou convicto que
por mais que eu ande e me projete
no fim, o caminho distante que fizer
me trará exatamente para mim mesmo!
E, deste modo, portanto, o simples é a configuração da Fonte e nós teimamos em complica-la apenas para aumentar nossa arrogância estúpida, nosso orgulho infantilizado pedindo poderes!
O poder é mal e corrompe, não quero poder!
Eu quero Luz, não quero nada mais que Luz!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Fixa no Sol!
O mundo é muito grande
Posso viajar até as pontas da via lactea
Dobrar a luz no túnel da minhoca
E visitar as constelações distantes
Olhe aquela estrela no céu, linda nao?
Ah. Bonita... Então, eu não aguento mais
Fulano falou isso pra ciclano,
depois armou pra cima de não sei quem...
Sim, mas você viu que bonita a lua hoje
Após chuva forte por quase uma semana inteira
Ela está perfeita, como se estivesse sorrindo
Ah, mas ta osso, olhar pra estrela...
Eu to é preocupado com meu emprego
Tudo bem, e deve ficar mesmo,
mas não abra mão dessa oportunidade
De olhar as coisas simples e as complexas
e não pensar nelas, apenas admirá-las
Como se admira um por do sol
Ou o suave correr da névoa.
Não sei, não consigo ficar parado
Não vejo sentido em ficar olhando pro céu
Será que não é por você não ver sentido na sua vida?
às vezes isso atrapalha um pouco, sabe?
Para de pensar por um tempinho
relaxa e curte isto
Isto que nos é oferecido gratuitamente
A gratuidade do belo, do prazer
da admiração da maravilha do mundo
Porque o mundo humano é podre
não significa que você deve se assemelhar
Foge do humano, existe mais do que isso
Mais que essa futilidade cotidiana, meu caro
Foge e voa para acima, para o alto, além até das nuvens
e respira ar puro, sozinho por um tempo
e fixa na paisagem tonteante que se revelará a você
como nunca vistes nenhuma outra vez em sua vida!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Lúcifer andando de fusca!
O cotidiano pode levar à loucura daquele que sorver sua taça de vinho superficial
A membrana que segura e prende a todos é frágil demais
Mas ninguém há que queira rompê-la
Pelo contrário, a sociedade inteira luta continuamente
Para tornar a membrana algo mais pesado, denso, resistente
De modo que todos fiquem presos, pois esta é a vontade dos pobres
(o feitiço que se voltou contra o feiticeiro)
Afinal, escravos não sabem viver sem senhores,
já que por toda a vida foi somente esta vida que tiveram
Condenam, no entanto, os que os interpelam com a luz
Pois luz é um incômodo inaceitável para quem mora na caverna
Matam e escondem o corpo de quem quis se libertar
A esperança reside, assim,
exatamente na ação de matar o libertário
porque seu corpo irá apodrecer
causará náuseas torrenciais
mal estar geral e completo
Eles vão ter que tirar o defunto da caverna
E ali, enfim, ele terá a paz que desejou.
Paz profunda após ter conseguido morrer para uma sociedade que, em verdade, já se putrefazia em vermes e larvas cemiteriais...
Paz profunda, pois conseguiu se libertar de um peso da ignorância cega e absurda, conseguiu enxergar Sofos na cara!
Dóem-se-lhe os olhos por causa da luz
Mas isso não importa
pois a Luz me revela um mundo totalmente aberto
Sem fronteiras, sem delimitações...
Sem moralismos irritantes como um violino desafinado e sem técnica!
Sim, somente é possível a liberdade dessa futilidade social moderna
Bebericando aos goles o cianeto proibido aos incultos
Cianeto para matar de dentro para fora do filósofo
Veneno para morrer, pois morrendo para esta podre e estúpida, tediosa e vexamosa existência humana moderna de mercadorias que conversam sobre as economias de mercado!!!!
Nããããooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!
Não é este o meu caminho
Meu caminho é o caminho que devo seguir
E que vem do alvorecer daquela luz mais forte,
não me refiro ao Sol, seus imbecis!
Mas a Vênus! A Lúcifer! E a todos os meus irmãos e irmãs que de lá surgem!
Arte, Música e Dança!
E vinho sempre em vossa companhia
E de lá do alto (do alto que encontramos em nós mesmos)
Rimos de todos os que nunca riram de si mesmos
Oh, Lucifer! Eu quero luz!
Mais Luz!
sábado, 29 de dezembro de 2012
Dionysus
Dionysus
Fui Dioniso,
de sentimentos mastigados
e cuspidos.
De pedaços enrolados
em boatos e pelo mundo
espalhados.
De amores impudicos
amarrados aos cadarços.
Fui Dioniso,
educado em prostíbulos
por ninfas e sátiros.
Personificação da líbido
e alguns desejos
embriagados.
De ritos em motéis
cultuados.
Fui Dioniso,
Amante dos prazeres,
apreciador de um bom vinho.
Das vestes feitas da pele
de um inimigo.
Pai de Priapo,
de dotes descomunais
que invejavam os felinos.
Fui Dioniso,
deitado em lençóis
de cetim noturno.
E a insanidade
dentro dos cachos
de uva soturno.
Amaldiçoado, andarilho
de armadura com furo.
De pactos com beijos
selados.
E de orgasmos redigidos
em contratos.
Fui Dioniso,
nas noites boêmias
em guardanapos de boteco
escrevendo poemas.
Filosofias hedonistas,
nos meus teatros
que imitam a vida.
Ou após a bebida,
nas conversas que viravam
monólogos aos quais ninguém
entendia.
Fui Dioniso,
de intertextualidade subliminar.
Cheio de erros,
para arte me tornar perfeito
em seu limiar.
Contrastado com nuances
fertilizantes.
Num quadro de risos elegante,
à falar:
É... eu fui Dioniso!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Zero Caótico Absoluto (ou Utopia II - projeto para concretização)
Tendo agido desta forma, pude descobrir coisas realmente interessantes. O mais importante, entretanto, foi conseguir encontrar em mim potencialidades e capacidades que jamais teria noção a não ser por meio desse intenso borbulhar de sofrimento e infernalidade; perceber que a infinitude ocorre tanto para fora quanto para dentro e apreender que as medidas e proporções se desenvolvem para cima, para baixo, para os lados, em direções tortuosas, lineares, circulares, ondulantes e espiralares com uma flexibilidade e maleabilidade peculiares de uma espécie etérea do próprio Ser, que, no entanto, revelando-se como tal e com tais características, só posso dizê-lo (assumindo inclusive a própria contradição do discurso) como o Não-Ser, o Nada, o Vazio.
Esta vacuidade, mostra-se, porém, não como uma ausência completa, não como o nihil cristão/moderno propriamente dito, muito menos com o termo encontrado em Gênesis "Bereshit bara Elohim et hashamaim veet haarets" (bara - com o significado parecido com o que grande parte da teologia chama de creatio ex nihilo - o que já é suficientemente capaz de revelar o caráter dissociativo e descompensado de um deus fora e distante de sua própria criação, ou seja, com uma separação primordial e um distanciamento próprio de um deus patologizado); revela-se, antes, como um elo, uma teia, uma infinita multiplicidade que não pode ser separada por que intrinsecamente é uma totalidade, um caos de diversas formas, e cores, e nuances, e trilhas e qualquer coisa imaginável e inimaginável, ou seja, é o o Vazio que se perfaz e que perpassa todas as coisas, o éter que dá condições tanto de surgimento quanto de manutenção, como aquilo que os antigos chamavam de Princípio Impricipiado, como o elemento que dá homogeneidade e que propicia sustentação à própria História...
Não se trata tanto de uma fonte, mas também como um perpétuo movimentar-se, um eterno penetrar, interpenetrar e transpenetrar. De fato, não consegui encontrar nenhum termo, símbolo ou conceito que dê conta de ex-pressar esta minha intuição (que não deixa de ser uma usufruição) e que não poderia desconectar sequer dos processos racionais e não-racionais.
É-TUDO-O-QUE-É
É-TUDO-O-QUE-ESTÁ
É-TUDO-O-QUE-ESTÁ-SENDO-AQUI-ALI-AQUÉM-E-ALÉM
Daí que eu tenha necessitado desbravar áreas do conhecimento tão diversas e considerar todos os caminhos viáveis, degustando tudo quanto pude degustar, algumas coisas aparentemente distantes umas das outras, sem nexo ou sentido, pois se tornou urgente desvelar mais...
Luz, mais luz!
A impressão que me marcou e que, como uma cicatriz, aparece e incomoda todo o tempo é que esta Luz, o Sóphos que evoquei deliberadamente, apresenta-se como uma amplitude assaz oceânica (por vezes assustadora) de lugares escuros, obscuros e ocultos que existem na inexistência superficial do saber instituído e dado em livros, escolas, tradições, culturas etc.. É como se agora, nos dizeres crísticos, eu fosse livre, verdadeiramente livre.
Esta liberdade não me foi concedida por uma entidade fora de mim, não foi outorgada, doada, mas encontrada com um esforço e uma angústia que quase me levaram à insanidade completa, uma conquista que ainda se dá e me joga diante dos meus limiares abismais, mostrando-me uma sabedoria trágica e ao mesmo tempo vivificante. A Luz a que me refiro (aquela que permite ver as coisas que outrora não se viam), não exclui, no entanto, de modo algum e sob quaisquer perspectivas, a própria escuridão, o lado sombrio e oculto. Pelo contrário, apenas agora é que consigo enxergar mais nitidamente que a Luz mais forte é tão densa e escura quanto a noite mais tenebrosa; que o branco cega tanto quanto o preto; e que a realidade é, na verdade, a mistura daquilo que nós separamos por diversos motivos; que nossos 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9 são o 1, e que o 1 é apenas uma manifestação, a primeira, do Zero, de algo que é tanto muito maior quanto muito menor; que dificilmente poderemos um dia tornarmo-nos completos sob os signos da razão humana, justamente porque qualquer linguagem se desfaria dentro do Zero Caótico Absoluto!
sábado, 8 de dezembro de 2012
Pensamento agonizante
Não se trata de um mero idealismo ou utopia individual, mas de relações integrais, de enxergar esta geração que agora envelhece e crianças que agora crescem em um mundo borbulhante e escorregadio, sem nenhuma perspectiva de projeto, destituídas totalmente de fundamentação ou valores nobres e grandes; entristeço-me o tempo todo por dialogar apenas comigo mesmo assuntos que muita gente considera secundariamente, como se refletir ou pensar fosse uma atitude não-humana, desprezível ou, convenientemente patológica!
Estes temas são secundários, sim, se cristalizarmos a mentalidade de que só o que temos é essa nossa rotina mesmídica e frívola, essa bolha diária que se perfaz de forma grotesca e se postura eterna e jovialmente nova como as mercadorias que não possuem, ao estilo melquisedequiano, nem origem, nem fim.
Reconheço que exercitar as regiões da mente que podem nos ajudar a evoluir como seres humanos (e, acredito, além-humanos) é extremamente incômodo, pois nessa viajem não há nada de muito estável, nada tão sólido que não possa sofrer mutações e, entretanto, reside nesse próprio elemento de mutação, mais precisamente de transmutação, a característica peculiar do movimento que o conhecimento pode promover, o caos a partir do qual é possível tudo, o caldeirão de onde todas as coisas podem surgir, nossas infinitas possibilidades, ou mais precisamente, nossa maior e mais brilhante nobreza.
A despeito de toda essa amplitude que temos à nossa disposição diante do contínuo movimentar das estruturas do conhecimento, historicamente a grande massa, a maior parte de todos os homens e mulheres prefere aprisionar-se, acomodar-se a tudo o que já foi padronizado, ao establishment, ao que já foi dado, às trilhas que já foram batidas pelos pés de outras pessoas.
Existem várias gratificações em andar o caminho que já está feito, não devemos desprezar isso de maneira alguma. Há segurança nestes velhos caminhos, algumas coisas e algumas consequências já são adequadamente previstas, há uma certa invariabilidade de reações e efeitos.
Por outro lado, a doença da modernidade é como uma grande inflamação que ocorreu por meio dessa incapacidade de dialogar com a realidade, com o movimento da história, ou da pretensão de acreditar que podemos colocar toda a realidade dentro de uma forma, quase como se fizéssemos dela uma massa modelável e controlável, tal como a de um grande bolo...
Aventurar-se em fazer e desbravar novos caminhos, conhecer e ter acesso a novos espaços, a novas perspectivas, ter a sensação de espreitar lugares (materiais ou não) completamente diversos daqueles que todos já sabem... Isso, definitivamente, não é para todos.
Isso não é para todos, não por pre-destinação, ou por que os outros não sejam capazes, pois se um é capaz, todos são, fazemos parte de uma mesma espécie, todos tem dedo opositor, todos andam eretos, todos pensam. Trata-se de um elemento de necessidade, de utilidade e também de gosto.
As pessoas não querem trilhar outros caminhos, porque já estão incluídos, já tem sentimento de pertencer a um grupo que também percorre nas mesmas direções; não é rentável; não é transitável e desgastaria muita energia, é mais fácil acumular energia (sim, porque o capitalismo não é apenas uma acumulação de dinheiro, mais do que isso, é uma acumulação dentro dos próprios trabalhadores com a intenção de focar a utilização de suas energias apenas para a produção de valor/capital); é gostoso estar em lugares conhecidos, é prazeroso o conforto da permanência.
O conhecimento traz um prazer que é fruto de persistência diante do movimento, ou seja, existe um atrito entre o sujeito que conhece e o próprio conhecimento, é um prazer que advém necessariamente da luta, do embate criador, das forças que vão se interpelando. Daí que possamos compreender porque motivos mais claros o conhecimento causa tanto sofrimento, pois surge das contradições, da luz que atinge os olhos que antes estavam acostumados à escuridão, ou da escuridão que aparece como o contrário da iluminação total, da luz extrema que também pode cegar. De uma ou de outra forma, o conhecimento é fruto de guerra, de jogos, de dunamis (aquilo que é dinâmico, dinamite, força), de agon (combate, luta, de onde surge também agonia, antagonico, protagonista, proto-agonista - primeiro combatente -, antagonista, anti-agonista - o combatente contrário).
O pensador, ou aquele que assume a postura de pensar, se constitui de forma diversa de todos os outros tipos, porque não pode fugir da agonia de sua intensa vontade de conhecer, muito pelo contrário, ele sabe que é a própria agonia que pode propiciar o conhecimento, é a agonia que lhe dará capacidade para avistar novas direções e os instrumentos necessários para construir um novo caminho!
Sinto-me angustiado diante de tudo isso! Na verdade, sinto-me agoniado! Entretanto, não dá para enquadrar essa sensação em termos de bom ou ruim, necessariamente porque é ambas as coisas, e aqui está o grande mistério de um pensamento agonizante.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Vazio e sem forma
Sozinho na noite, debruçado sobre o caderno, ouvindo a cidade turbilhar num movimento de vira e desvira nas camas, percebendo que agora as ações são todas inofensivas e que refletem a extrema fragilidade urbana de uma província sob a turva claridade noturna e lunar... Sinto-me forte agora, sinto-me criador, sinto-me filósofo, sinto-me deus.
Como agora já o papel branco não é, também eu, a partir do Vazio que encontrei, vislumbro os clarins de minha maior angústia! E é somente deste complexo ribombar de vozes mudas, dentro de um âmago de paradoxo do não-existente vejo a maravilhosa força do Nada e do Não-Ser, posto que do Nada Caótico Original é que descobri meu mistério primeiro:
Todo artista é um deus que cria não apenas a partir da matéria-prima do mundo, mas de sua própria profundeza mais escura e labiríntica; que apenas os artistas, verdadeiramente artistas, podem ser deuses, pois só nós sabemos o poder de transformar e remodelar nosso mundo.
O artista é um deus que dança o caos primário do Kosmos!
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Ode aos meus infernos
Gratidão e tristeza se misturam em mim todo o tempo, sem que exista ao menos um interstício de silêncio na mente. É assombroso o modo como lembranças de saudades já tão remotas conseguem aprisionar expectativas longínquas.
O meu presente é um fato, é um fado, é uma sina. Uma sina voluptuosa das moiras que traçam as linhas do meu irônico e gracioso destino, moiras que se unem a deuses e deusas da lua minguante, conduzindo-me no caronte do meu próprio inferno para desnudar minha lua negra de lilith com seu deus de chifres... e eles dançam sobre mim, rindo e entoando cantos maravilhosos da contradição interna da minha própria natureza cínica.
Baco espiralar da minha mais doce e íntima tragédia, teus sátiros e tuas ninfas nuas se encontram selvagemente no meu plexo solar, riem e choram aos gritos de um desespero embriagado da hybris alegre-triste que corrói por fora e germina dentro de mim uma semente sagrada de tua loucura mais densa e labiríntica!
Gratidão e tristeza são as duas forças que, entre tapas e beijos, ejaculam e cospem no meu pâncreas... O som mais enigmático da dança macabramente divina dos deuses do meu próprio olimpo, indo e vindo, do céu ao hades mais recôndito,
minha festa de sofrimento e disparates de euforia no acasalamento com a antiga serpente luciferiana,
meu inferno particular, saturnália, ditirambos orgiásticos que me jogam continuamente no meu eterno devir!
domingo, 25 de novembro de 2012
Música como degustação
http://tvcultura.cmais.com.br/classicos/andras-schiff-interpreta-j-s-bach
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Reflexões sobre bife parmenediano no fogão a lenha heraclitiano
A liberdade e a igualdade, no âmbito político; o bem e o mal, no âmbito moral; o sofrimento e a satisfação, o homem e a natureza, o feminino e o masculino, o claro e o escuro, acima e abaixo... São os desdobramentos do Ser.
O Ser-É? ou o Ser-Não-É?
Não-sei!
Como um dos leitores do blog (Vitríolo de Marte comentou no meu texto, não se trata de um isto Ou aquilo, mas de um isto E um aquilo!
Não há antagonismo nessa dualidade de ser e não-ser, de repouso e movimento.
Platão, na sua definição do ser, acabou por conseguir unir estes dois processos, e apesar das cristalizações e engessamentos próprios de seu sistema, precisamos reconhecer que ele foi o primeiro a pensar o Ser abarcando estes dois momentos, sem que um negasse o outro, sem que houvesse a exclusão de um ou de outro, ou seja, o Ser é movimento E repouso.
Esta é uma das formas universais de encarar Aquilo-Que-Tudo-Perpassa, o Ser.
O problema é: como agir quando um confronto destas alturas (níveis) se aproxima tanto que precisamos, no âmago de nossa perspectiva imediatamente solitária, encarar esse enigma emblemático?
Quando o absurdo da conciliação dos vários opostos existentes surgem, aparecem diante de nós no meio da realidade concreta do nosso cotidiano, como se o verbo tivesse abruptamente decidido se encarnar embaixo do nosso nariz?
Como solucionar um problema de tal complexidade macrocósmica a nível de microcosmos?
Tudo o que é acima é também abaixo...
E nos níveis superiores... esse problema não encontrou uma solução...
Mas agora penso se a solução é mesmo um ponto final. Questiono se a solução é realmente a necessidade da definição, pois a solução de um problema surge sempre como a definição dele, isto é, de dar um fim ao problema. E é justamente nesse momento em que vários filósofos se equivocaram.
Diante da luta universal dos grandes temas, das grandes forças titânicas, só a ação possível é o assumir contínuamente as contra-adições, sem as quais não haveria movimento.
Temos de ser corajosos o suficiente para praticar o amor facti nietzscheano! O agon grego! Não se nega nem o repouso, nem o movimento! Assumimos ambos como dois elementos necessários que se interpenetram, que se degladiam, mas que se necessitam mutuamente.
Os grandes problemas da humanidade às vezes acabam surgindo na vida das partes, dos entes que existem... E é exatamente aqui que começam as crises existenciais, pois estamos lutando uma guerra que nos remete a um duelo muito mais antigo, o da humanidade com a realidade, da humanidade com a natureza.
É preciso aceitar a decadência da vida e o seu porvir na morte, e mesmo assim encarar a morte com orgulho e lutar contra ela! O herói sabe que vai morrer, mas nem por isso se afasta da luta contra a morte, pois sabe que é essa luta que o mantém vivo, vivo por causa da morte!
A morte e a vida também são reflexos dos dois grandes problemas do Ser, e dizem respeito a tudo e a todos.
Viver é um viver para a morte, todos os dias, sem exceção. E este é, exatamente, o escopo da nossa existência...
Mas devo confessar... Essa luta é também a luta do Si conSigo mesmo... e quando chega essa parte...
O calo aperta mais dolorosamente!
E dói!
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Alquimia de um Idoso
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Utopia I - projeto para concretização
Nossa Utopia! ParteI
por Daniel Alabarce, Quarta, 15 de Agosto de 2012 às 03:25 ·
Ideologia, eu quero uma pra viver! Cazuza
O nosso problema talvez seja ter nascido numa sociedade como esta, em que não há individualidade, existe apenas uma carnificina mútua e escamoteada, onde todos mantém as regras do “bem viver”, mas que o fundamento essencial da sociedade é a competição, a guerra ao próximo, não o amor!
Sociedade falida, insalubre, medíocre! Vivendo uma vida inautêntica, porque não é nem isso nem aquilo, não há rótulos, não há direções, não existe aqui nem ali, existem apenas meios-termos, meias medidas, meio isso meio aquilo, é ali, mas não é.
E não acho que este seja o niilismo nietzschiano, não aquele niilismo positivo, que parte da constatação do nada para a constatação das oportunidades infinitas para criar direções, criar termos, criar!
Um niilismo que poderia nos curar era exatamente o que é realista: “Sim, nós não temos mais nenhum valor absoluto, não temos para onde fugir na modernidade, tudo é liquefeito, tudo é fugaz, tudo se nos apresentou como um imenso nadismo, a nadificação de todas as coisas devorou tudo o que tínhamos, todas as nossas estruturas de conhecimento, todas as bases do nosso saber, devorou a política, se transformou em sistema econômico e intensificou a esquizofrenia da roda de morte, mas é exatamente por causa disso que iremos nos levantar e fazer a coisa toda como quisermos e como bem entendermos, porque estamos, neste contexto, jogados completamente na nossa liberdade mais responsável e angustiante. É o momento perfeito para o surgimento dos fortes da natureza, os selvagens do pensamento e do corpo, é hora de levantarmos nossas armas e pincéis e tintas, e notas e lápis, e todo tipo de criação artística, intelectual, social e revolucionária para ditar um outro mundo, o mundo nosso, a nossa vez de construir essa droga de mundo. E se as gerações futuras rejeitarem isso, que façam elas a sua própria versão! Nós iremos criar essa! E vamos criá-la até o fim.
Respaldamos agora, depois de ter olhado para a história de nossas relações sociais, tendo olhado também que as próprias relações sociais nossas se transmutaram em relações puramente econômicas, que as relações existentes nesta nova sociedade será primeiramente individualista, construtivista no indivíduo, por que é o indivíduo a força motriz da criação de todas as coisas, é ele, pois, quem deve estar bem estruturado e centralizado primeiramente para fazer alguma coisa. É este indivíduo que deverá estudar até cair o último sangue todas as matérias humanas, porque somos humanos, exatas, biológicas etc, porque construiremos tudo, mas não de novo. Agora é a hora de modificar a pedra fundamental, não será a religião, nem o amor ao próximo, afinal o mais próximo sou eu mesmo. Inverteremos assim as palavras de Jesus e: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” será o seguinte: “Ama você, você mesmo, tudo que fizer, faça somente pra você.” Como a ti mesmo será: Só depois que você amar a si mesmo e ter percebido que no mundo só importa você, pois você está em um determinado ponto de espaço/tempo, num contexto cultural, em que você uma matéria que ocupa apenas um espaço e tempo, portanto possui uma visão originalíssima do mundo e da vida, apenas depois dessa vivência é que você vai agora se dirigir ao outro (que também passou por todas essas tarefas, sem nenhum ponto de equivoco. E agora, tendo sido educados como seres individuais (que não podem ser divididos – mais importante: que não enxergam o mundo fragmentado, mas como uma teia de relações contínuas e totalizantes que acabam esbarrando sutilmente nas relações do próprio Kosmo, aí sim, esse indivíduo poderá se preocupar com as nuances existentes entre um e outro indivíduo, compartilhando aquela visão peculiar que cada pessoa tem durante todo percurso a que foi submetida para fazer e construir agora relações concretas, baseadas naquilo que aprenderam na vivência prática do Si Mesmo.
A base real, óbvia e o pivô formal de toda esta nossa sociedade é o indivíduo crítico, que só se torna crítico por estes caminhos que apresentamos. Reconhecer em si mesmo o valor e a capacidade e reconhecer no outro a impossibilidade de controle. Não é possível criar mecanismos de controle no pensamento alheio sobre um individuo nosso, então, nós geramos nossos indivíduos de tal forma que eles consigam lidar com o mundo cruel como ele é, mas sem destruir as pessoas, destruir o sistema, esta é a força oculta que nos move. Não existe amor uns pelos outros, apenas medo e interesse. Contornar esta questão é complicada se partirmos de um ponto de vista emotional, e principalmente se for de uma analise moral.
Foda-se, nossa análise não é de forma alguma moral, queremos apenas que os indivíduos sejam aquilo que eles já o são no nome, seres que não se dividem por nada, que mantém a consistência de sua afirmação, de seu ideal –já que não dá pra viver sem um mínimo de ideal
Prestem atenção senhores e senhoras, porque um novo modo de governo vai chegar, e é o jeito nietzschiano. Preparemos os caminhos para o Uber Mansh, o Ser que vai dar um Salto na história da humanidade, saltando a própria humanidade, desprezando o que nós chamamos de homem. Vejam ele está ali no topo daquela montanha vermelha, verde, azul e preta, é o Além-Homem.
Sim, porque precisamos de tudo novo. HOMEM é um conceito velho, será substituído por ALEM HOMEM,
Escola deverá ser chamado de ACADEMIA, quase ao modo grego pré-socrático, onde terão aulas de todas as coisas relevantes, física, matemática, biologia, filosofia, psicologia, arquitetura, música, dança, teatro, onde os professores vão se responsabilizar por no máximo 15 alunos por classe, cada classe vai ter todos os professores, professores e alunos vão se conhecendo e se tornando próximos, e vão criando linhas de pesquisas sobre o tema que iniciaram na pesquisa. Professores serão autônomos em suas aulas, em seus grupos, e daí sim professores poderão participar, caso queiram, do modo de pesquisa para acrescentar algum saber novo ou mesmo conflituoso, de onde possa surgir uma síntese e um novo ponto de estudo.
Temos que implodir as estruturas sociais e educacionais agora, aniquilá-las completamente sem um resquício de piedade, pois piedade é sinal de decadência! Destruição, Radicalização, Confronto, Enfrentamento, e se preciso até a morte deles ou nossas! Porque é nosso direito criar e instaurar outra forma de se fazer educação no Brasil e nós vamos fazer isso, queiram ou nãol
Esta é a lógica e a garantia da sobrevivência do sistema, que haja expansão, e no meio da expansão crie-se contradições e que destas contradições surjam novos campos de saber, e essas contradições surgem cada vez em maior número e quando se percebe estaremos suplantando toda a velha estrutura dominante, com tnts nas mãos, armas, facas e punhais... Foices para mim, katanas para meus amigos!
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Pesquisando e preparando a próxima postagem!
Galera, eu e o Felipe Tavares Justen estávamos conversando no MSN, e ele acabou tendo uma sacada muito interessante. Eu acabei me convencendo sobre o assunto e resolvi aprofundar os pensamentos. Estou pesquisando, refletindo bastante, analisando e observando as coisas, e espero conseguir escrever um artigo bem legal sobre o riso.
A pesquisa está sendo interessante, porque fiz questão de ir a fontes antropológicas, biológicas, psicológicas e, claro, filosóficas, né!
Consegui coletar vários elementos, e consegui chegar a algumas conclusões interessantes.
Estou relacionando também temas como censura do riso, a seriedade do trabalho nos modos de produção capitalista, que pelo que vejo influenciou até nessa questão.
enfim... espero que vcs gostem!
Assim que terminar, posto aqui!
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Esboço para uma Teoria da aniquilação completa!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Sofos: LUZ mais luz!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Percepção diluída!
A cada dia torno-me mais forte, porque enfrento tantas coisas que não me matam!
A cada dia, porém, torno-me também mais frio, mais descrente na raça humana, e mais apaixonado, contraditoriamente, pelas pessoas boas que encontro.
A cada dia aprendo que gosto mais da noite, da falta de luz solar direta.
A cada dia me apaixono pela luz indireta refletida na lua.
A cada dia a lua negra transmuta-se em estética perfeita, representação dos meus desejos mais sombrios e ocultos, dos meus medos mais fulminantes e da minha coragem mais imperecível.
A cada dia amo com mais intensidade.
A cada dia odeio com mais profundidade.
Meu amor e meu ódio se constituem de matéria cada vez mais grotesca, cada vez mais sofisticada, mais especializada na rude grosseria dos instintos.
E a cada dia torno-me mais indiferente, mais cauterizado, mais endurecido...
Mas a cada dia aprendo a beleza mais abismal de tudo o que se contradiz, de tudo o que é devir, de tudo o que não pode ser planejado, de tudo o que é crítico, imprevisível...
A cada dia aprendo a criar sentidos
A destruí-los
E a reconstruí-los novamente até que a morte me separe ou me dilua no nada!Até que a morte me mostre a imperceptível fragilidade de tudo o que é vivo!
Daniel Alabarce
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Karmaval II
A selvageria que ocorre nos carnavais modernos não é selvageria saudável,
natural, é uma selvageria que está totalmente relacionada com o desenvolvimento técnico,
com a fragmentação dos indivíduos, com a opressão moral e com o empreendimento
da separação crassa das classes sociais...
como disse Freud é a bárbarie marcada pelo mal estar na cultura.
A selvageria antiga, grega em particular, era a selvageria original e positiva,
a de homens e mulheres que são animais e seguem os ciclos da natureza.
A selvageria de hoje é depredação porque é totalmente anti-natural,
é anti-qualquer coisa. é negativa. O único contexto desta selvageria
é o ressentimento e a culpa que borbulha no inconsciente coletivo,
é a revolta dos escravos, do rebanho! portanto,
está também atrelada a toda a consciência instaurada pelo cristianismo,
de homens e mulheres subjugados totalmente a um deus moralista e opressor!
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Karmaval
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Sobre o destino do filósofo ou Sísifo.
Não porque tem depressão, síndrome do pânico ou alguma doença patológica, mas porque, de repente, tudo pode perder o sentido de uma só vez... Não é tristeza que ele sente... É tédio!
E aí o filósofo precisa arregaçar mais uma vez as mangas e construir, tijolo por tijolo, novos sentidos para sua existência...
Tédio! Construir, destruir e novamente construir... ad infinitum!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Sobre linguagem, ser, existência e liberdade.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Discurso para ampliamento do Espaço Entretenimentório
|
Este texto eu escrevi a todos os meus amigos antes de vir pra Vinhedo, onde estou morando agora.
Sabendo que nós, humanos, somos seres simbólicos, decidi
utilizar um mito grego para escrever este discurso que estou pronunciando aos
meus amigos, irmãos e irmãs.
|

