Criança pequenina,
na palma de sua mão
o invisível se oculta
Um índio que fala
Na rodoviária
Sorriso compreendido
Na mezza-voce da Monalisa
Uma planta que dança
Sob a lua crescente
Um estalo de boas vindas
Ao irmão que da terra brota
Caminhos que se cruzam adiante
Linhas paralelas, retilíneas, transversais
Oblongas ou ondulantes
No vento de melodia
Escrito na partitura
Da folha esverdeada
Das árvores distantes
O sentido interno dos sons
Na externalidade da Música Total
No jazz alucinante
De Hermeto Pascoal
A soma ou subtração
Dos interstícios todos
Do sumo do suco da laranja
Ou da átimo de tempo
da semifusa frenética
O silêncio se cristaliza
Emudecendo o tolo
Naturalmente...
Cala-te e flua como um Rio!