Janelas são sedutoras Mas são apenas janelas A porta é a Morte.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Pesquisando e preparando a próxima postagem!
Galera, eu e o Felipe Tavares Justen estávamos conversando no MSN, e ele acabou tendo uma sacada muito interessante. Eu acabei me convencendo sobre o assunto e resolvi aprofundar os pensamentos. Estou pesquisando, refletindo bastante, analisando e observando as coisas, e espero conseguir escrever um artigo bem legal sobre o riso.
A pesquisa está sendo interessante, porque fiz questão de ir a fontes antropológicas, biológicas, psicológicas e, claro, filosóficas, né!
Consegui coletar vários elementos, e consegui chegar a algumas conclusões interessantes.
Estou relacionando também temas como censura do riso, a seriedade do trabalho nos modos de produção capitalista, que pelo que vejo influenciou até nessa questão.
enfim... espero que vcs gostem!
Assim que terminar, posto aqui!
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Esboço para uma Teoria da aniquilação completa!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Sofos: LUZ mais luz!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Percepção diluída!
A cada dia torno-me mais forte, porque enfrento tantas coisas que não me matam!
A cada dia, porém, torno-me também mais frio, mais descrente na raça humana, e mais apaixonado, contraditoriamente, pelas pessoas boas que encontro.
A cada dia aprendo que gosto mais da noite, da falta de luz solar direta.
A cada dia me apaixono pela luz indireta refletida na lua.
A cada dia a lua negra transmuta-se em estética perfeita, representação dos meus desejos mais sombrios e ocultos, dos meus medos mais fulminantes e da minha coragem mais imperecível.
A cada dia amo com mais intensidade.
A cada dia odeio com mais profundidade.
Meu amor e meu ódio se constituem de matéria cada vez mais grotesca, cada vez mais sofisticada, mais especializada na rude grosseria dos instintos.
E a cada dia torno-me mais indiferente, mais cauterizado, mais endurecido...
Mas a cada dia aprendo a beleza mais abismal de tudo o que se contradiz, de tudo o que é devir, de tudo o que não pode ser planejado, de tudo o que é crítico, imprevisível...
A cada dia aprendo a criar sentidos
A destruí-los
E a reconstruí-los novamente até que a morte me separe ou me dilua no nada!Até que a morte me mostre a imperceptível fragilidade de tudo o que é vivo!
Daniel Alabarce
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Karmaval II
A selvageria que ocorre nos carnavais modernos não é selvageria saudável,
natural, é uma selvageria que está totalmente relacionada com o desenvolvimento técnico,
com a fragmentação dos indivíduos, com a opressão moral e com o empreendimento
da separação crassa das classes sociais...
como disse Freud é a bárbarie marcada pelo mal estar na cultura.
A selvageria antiga, grega em particular, era a selvageria original e positiva,
a de homens e mulheres que são animais e seguem os ciclos da natureza.
A selvageria de hoje é depredação porque é totalmente anti-natural,
é anti-qualquer coisa. é negativa. O único contexto desta selvageria
é o ressentimento e a culpa que borbulha no inconsciente coletivo,
é a revolta dos escravos, do rebanho! portanto,
está também atrelada a toda a consciência instaurada pelo cristianismo,
de homens e mulheres subjugados totalmente a um deus moralista e opressor!
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Karmaval
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Sobre o destino do filósofo ou Sísifo.
Não porque tem depressão, síndrome do pânico ou alguma doença patológica, mas porque, de repente, tudo pode perder o sentido de uma só vez... Não é tristeza que ele sente... É tédio!
E aí o filósofo precisa arregaçar mais uma vez as mangas e construir, tijolo por tijolo, novos sentidos para sua existência...
Tédio! Construir, destruir e novamente construir... ad infinitum!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Sobre linguagem, ser, existência e liberdade.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Discurso para ampliamento do Espaço Entretenimentório
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Este texto eu escrevi a todos os meus amigos antes de vir pra Vinhedo, onde estou morando agora.
Sabendo que nós, humanos, somos seres simbólicos, decidi
utilizar um mito grego para escrever este discurso que estou pronunciando aos
meus amigos, irmãos e irmãs.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Taubaté tem visgo, musgo e marmelada!
Votar no ”menos pior”(utilizando o jargão) realmente é uma atitude decadente. Quer dizer então que pra eu mostrar socialmente que eu sou um bom cidadão e me preocupo com o julgamento moral que podem fazer a meu respeito, caso eu não vote em nenhum candidato, eu preciso desesperadamente votar em alguém? Isso seria uma espécie de "voto não-consciente" certo? E inconsistente, reforço!
Agora, se pudéssemos colocar nas eleições um candidato do grupo de resistência, e se conseguíssemos mais do que apenas um, isso seria ótimo. E eu votaria nele conscientemente!
Mas como, pelo que temos visto no decorrer dos preparativos das eleições do fim do mundo, não haverão candidatos que resistam de alguma forma este poderio peixotiano (que já se tornou até um sinônimo para corrupção e banditismo), então eu também não irei votar, pois como cidadão eu possuo o direito de duvidar do processo eleitoral, o que aliás, acho uma grande parcela dos taubateanos duvidam!
Precisamos de movimentos sociais que pressionem, de mecanismos de resistência, tais como o “Transparência Taubaté”, iniciados no facebook.
E digo mais, grupos de resistência como este precisam sair da virtualidade e se reunir para discutir idéias, não apenas para protestar, mas para instaurar a prática da antiga ágora grega, de onde surgiu o conceito puro de democracia, que, posteriormente, foi deturpada e na qual nos encontramos algemados para sempre!
Tenho que deixar meus parentes, amigos e conhecidos pra poder crescer, porque aqui isso não é possível a artista algum que se preze, que leve a sério seu talento.
Cito, apenas como exemplo microcósmico, a Escola Fêgo Camargo, que está abandonada nas mãos de pessoas como Ivo Salinas, que deixaram a qualidade da Escola cair a nível tartareano.
Uma escola onde os professores são expostos à exigências iguais às do ensino fundamental e médio, que se vêm obrigados a deixar que alunos que não tem o mínimo conhecimento musical passem de ano e peguem diplomas sem sequer ser dignos deles.
Isso sem contar a manutenção do Teatro Metrópole, todos nós lembramos a quantidade de tempo que esperamos para que eles o reformassem. E, depois da reforma, ainda existiam trincas e rachaduras.
Todo ano os alunos de música almejam participar de festivais de música e, já que também não existe um festival de música em Taubaté (com mais 300 mil habitantes, renda gigantesca e uma escola como a Fêgo Camargo), juntamos nosso dinheiro e vamos a festivais de outros estados e cidades para aprender mais!
A prefeitura, quando ajuda, manda uma PERUA ou qualquer outro meio estapafúrdio de locomoção. Geralmente é um meio mesmo, termo do qual surge também a expressão "mediocridade"!
Como ia dizendo, de fato o que temos não é um auditório, mas um malditório.
No caso do piano, foi uma luta pra conseguir a compra dele. E com tantos anos de tradição na cidade, a Escola deveria ter pelo menos 2 deles. Na verdade tem 3! Um que está no teatro Metrópole, largado às traças; outro que está no auditório da escola Fêgo Camargo, em processo de deterioração; e mais um, também na escola Fêgo Camargo, que foi DOADO pelo honrado e falecido professor Alfredo Messina (outro músico de genialidade imensa - que, seguindo o padrão taubateano, não teve reconhecimento nenhum), mas que já é bem velho e mal cuidado! Ou seja, todos eles não fazem um piano digno!
Não falo isso apenas por que sou pianista, mas porque isso é apenas um símbolo da completa falta de respeito com o dinheiro público.
Portanto, antes de me julgar pelos exemplos de microcosmo, peço que abstraiam e joguem essas minhas críticas a nível de macrocosmo, a nível de gestão do município de Taubaté, e analisem conjuntamente todas os outros inúmeros exemplos que bem conhecemos.
Monteiro Lobato era um desses também. Taubaté perdeu! E continua perdendo!
Isso é muito relativo! Porque eu gosto muito de política e não governo ninguém! E pode ser que quem não goste de política governe quem goste! Também é o nosso caso. Ou vocês irão me dizer que nossos deputados federais e estaduais gostam de polítca? Eles gostam é de dinheiro!
E isso se estende a vários políticos!
A verdade é que não existe mais política no Estado Moderno! Existe apenas Economia! E este é um ponto que nós ainda vamos demorar pra entender!
Aceitar isto no discurso é diferente de assimilar isso e, a partir desta assimilação, modificar a forma de encarar o sistema. Só assim conseguiremos novas estratégias de resistência.
Daí que eu seja favorável a que os grupos de resistência se reúnam e discutam novas idéias, novas propostas, procure pessoas que articulem as idéias com a prática e se misturem!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Bagagens, malas e lembranças...
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Postagem n° 100 -Minha desolação, minha angústia, minha guerra... minha vida!
De que matéria é feita o artista, senão da angústia de sentir a inexistência de fundamento do real?
De que forma surge um guerreiro, senão desta vontade de querer criar um sentido para o mundo concreto, de melhorar a vida humana, de torná-la mais bela?
Ambos, o guerreiro e o artista, são uma mesma moeda.
Mas quem pode dizer do guerreiro que ele seja sempre forte? De fato, é porque ele enxerga seu destino de fracasso, sua própria morte, é que pode ousar ir para a guerra, ou no caso do artista criar sua arte, pois contempla que ele nada mais pode fazer, que está de mãos atadas, de que está jogado em sua própria solidão.
É daqui também que surge a alma de um herói ao estilo grego! Ele sabe que seu final será extremamente trágico, mas aceita seu destino, não foge dele, enfrenta-o até o fim, até que se derrame a sua última gota de sangue.
Hoje eu estou desolado pela minha própria solidão, mas que é isso senão um prenúncio da minha maior guerra, que é isso senão o vislumbre da criação da minha mais bela obra de arte, da música que será apenas minha, posto que foi criada durante o processo de minha solidão mais grave?
by Daniel Alabarce on Wednesday, December 14, 2011 at 9:53pm
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Quem é meu próximo? PARTE II - Uma herança maldita
Falou corretamente, Felipe!E, tanto gostei de seu comentário, que quero acrescentar alguns pontos importantes, como desdobramento do que você escreveu!
De acordo com o desangelizador, Paulo de Tarso, os homens que não conhecem as leis de deus, morrerão e serão julgados de acordo com suas obras, independente do que diz as leis de deus (já que estes, neste contexto particular, não conhecem a lei, e se não conhecem, como serão julgados por não ter conhecido?)
Por outro lado, os que conhecem a lei, serão julgados de acordo com as leis de deus, dentre elas estão ordens das mais absurdas possíveis.
Supondo que estas leis sejam mesmo verdadeiras e existam em algum lugar do universo, não seria mais fácil que aqueles que não conhecem as leis de deus, que são inúmeras pormenorizadas em detalhes ridículos (as leis no Brasil foram criadas com base nesta forma de pormenorização da lei, vale lembrar...), enfim, não seria melhor que continuassem não conhecendo para ser julgado de forma justa, ou seja, pelas suas próprias ações e pelo poder da sua própria consciência, o que outorga, vale dizer também, uma noção de liberdade extrema e totalmente responsável?
Todavia, ainda permaneço na dúvida, pois sei que ela é mais eficaz no conhecer...
E, se, talvez, esse monte de leis consideradas divinas fossem um amontoado de leis criados num contexto histórico particular para um determinado povo particular, os judeus (ou hebreus, como quiserem)?
E se, talvez, essas leis não fossem realmente divinas, mas apenas humanas, dado o contexto histórico em que foram criadas, com a intenção de manipulação e controle de todo o grande rebanho existente, recém-saído do Egito antigo, uma terra cheia de conhecimento, saberes astrológicos incríveis e sabedoria que até hoje é fascinante?
Será que haveria outra forma de controlar um povo todo de hebreus (e de egípcios também que saíram juntamente com os hebreus "de balão") sem a criação de leis que tivessem sido dadas a um líder especial para manter a ordem dos indivíduos?
Será ainda que todo o Egito havia mesmo sido deixado para trás, ou teria permanecido marcado nas consciências dos hebreus, afinal eles ficaram no Egito mais de 400 anos, aprenderam muito com aquela sociedade, certo?
E por acaso isso não seria muito diferente do que acontece no Brasil, certo? Depois de uma ditadura militar, uma constituição foi criada para tornar o país democrático, mas, tendo sido criado no contexto de lutas e revoluções, também privilegiou os presos políticos... E também não é essa mesma lei, essa mesma constituição que, agora na atualidade presente, passa a privilegiar não os detentos políticos, revolucionários, mas os corruptos, os ladrões e os que se utilizam indevidamente do dinheiro público?
Ou seja, o povo hebreu não era um povo tão diferente do nosso. Apesar de se considerarem "os eleitos", com essa altivez imbecil, digna apenas de judeus mesmo, provocou uma calamidade histórica e cultural.
Porque, não satisfeitos em manterem leis que foram criadas apenas para eles e apenas para aquele devido contexto histórico, nos deixaram todas elas como uma herança maldita, da qual o cristianismo tomou para si como escudo e espada, matando todos os que discordassem delas!
Será ainda que podemos considerar o conceito de pecado que herdamos destes mesmos hebreus malditos e doentes?
Será mesmo que é pecado duvidar das leis "de deus", sendo que já conjecturamos que é possível que sejam mais humanas do que imaginamos...? Será mesmo que pecado existe? Será mesmo que todos os outros conceitos decadentes que nos sobrevieram desta raça maligna (e não estou fazendo distinção de raças de sangue, como um nazista, mas uma distinção de cultura, de pensamento)?
O Ocidente foi formado por três vertentes: uma romana, uma grega e uma judia...
Acho mesmo que todas as três só se uniram, porque todas as três aderiram também estes conceitos decadentes de pecado, culpa e juízo final...
Estes conceitos também foram bem oportunos para o capitalismo! Mas disto não convém tratar nesta postagem... Talvez uma próxima!
E tudo quanto é podre, nojento e repugnante no mundo moderno, pesquisem se tiverem dúvidas, é fruto de toda essa raíz hebréia, de gente doente e escravos revoltados contra aqueles que eram superiores a eles...
Fico imaginando um povozinho medíocre dentro de uma nação como o Egito antigo, esperando 400 anos por um libertador que nunca chegava... Os hebreus deviam mesmo odiar os egípcios, eles eram tão melhores que eles...
Daí a noção de santidade! Nós, os que sofremos, somos santos!
Daí também que para se tornar santo seja necessário tanto sofrimento, tanta humilhação, tanta... decadência!
Quer maior exemplo de escárnio e humilhação do que aquele que ficou exposto na cruz?
Ei-lo aí, o tempo todo, jaz na cultura ocidental um defunto!
sábado, 10 de dezembro de 2011
O Sóbrio
Mas senti o chão sob meus pés balançar...
O lado direito, o esquerdo, qual é?
Ó rua, estás bêbada, por minha fé!
Lua, que estranha imagem é a tua!
Olhas tão vesga para a minha rua...
Ó velha amiga, tu estás embriagada -
Isto não te fica bem, camarada!
E os lampiões, que visão deprimente!
Nenhum só está firme, ereto, decente!
Todos oscilam pra cá e pra lá -
Cada um deles bêbado qual um gambá!
Tudo balança, é a maior confusão!
Sóbrio só resto eu, meu irmão!
Graça não tem aqui bater perna:
Acho melhor eu voltar pra taverna!
BELINSKYM Tatiana. Um caldeirão de poemas. São Paulo: Companhia das letras, 2003. p 15.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Quem é meu próximo?
Próximo é quem está perto, ou seja, minha própria sombra! Quem decide tudo na minha vida sou eu mesmo, quem escolhe A ou B (ou C) sou sempre eu! Quem sofre a angústia de escolher C e experimentar a dor de não ter escolhido A ou B, também sou eu. Então o próximo mais próximo de mim, sou eu mesmo!
Fato é que o único cristão morreu numa cruz, todo o resto é apenas palha, ninguém é cristão! Ninguém oferece a cara a tapa, ninguém ama seu inimigo, ninguém quer o bem do outro... Ninguém morre pelo próximo... A história da nossa linda humanidade tem provado que o próximo é aquele que é colocado em fogueiras, torturas, acusado sem direito de defesa, invejado e excluído. O próximo de quem Jesus falou é sempre aquele que nós mais afastamos! Logo, já não é próximo, mas distante!
Mais uma vez aprendemos a lição. Jesus estava um tanto equivocado ao dizer que o próximo é quem está fora, o outro, as pessoas ao redor... (ou será que interpretaram errado o que ele disse? Bom, isso também é uma constante em nossa história: a deturpação de tudo o que dizem os sábios!)
domingo, 4 de dezembro de 2011
Ignorância: Modo ON!
Mas não acho que vale a pena!
Pode ser meu complexo de deus falando mais alto hoje... cheguei a conclusões tão interessantes, vi tantos horizontes se escancarando diante de mim.
Mas... não acredito que eu deveria escrevê-los aqui, num ambiente virtual...
Talvez eu queira, no meu inconsciente, compartilhar estas idéias.
Mas o que são idéias, senão folhas que o vento leva para onde quiser?
Só sei que, neste caso,talvez somente eu seja merecedor de degustar este conhecimento, porque somente eu tenho essa percepção do mundo, hoje, agora.
Existem coisas que não podem ser compartilhadas, e as melhores riquezas são aquelas que estão veladas a todo o resto!
A ignorância é um santo remédio, por isso estou exercendo meu poder de ignorar o juízo de qualquer leitor...
Basta-me apenas que saibam isso: estou desfrutando deliciosamente de minhas próprias perspectivas! Tem sido ótimo!
Do it yourself!
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Sobre a Desordem Quártica
Sofro as dores de antecipação, a pré-ocupação de mensurar o tempo que irei gastar re-organizando todas as coisas em lugares diversos, mas com linearidade racionalizada e cartesiana... Poderia aceitar o "ser sendo", o dionisíaco, mas teria que aceitar a consequência de dormir em um canto perto da mesa do computador.
Resta, pois, depositar cada ente na ausência absoluta do ser que se encontra ao lado do guarda-roupa e deixar que a gravidade me invoque para baixo.
domingo, 23 de outubro de 2011
Concerto Funerailles
Estarei apresentando o Concerto Funerailles, um concerto musical com temática bem diferente, com integração de poesia, música e artes plásticas, tudo com a intenção de fazer o público refletir sobre a morte.
Desta vez, o concerto será apresentado no Centro Cultural de Taubaté, antigo Madre Cecília, no dia 4 de novembro, às 19h30m.
Os convites serão vendidos por 10 reais, e estudantes com carteirinha paga meia.
Depois posto mais informações!
abraços
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Máquinas Complicatórias
O grande problema é que tudo precisa ser intensamente imenso, vasto e amplo para ser realmente percebido; é, também, sempre as coisas grandiosas que assustam, espantam, engrandecem, causam admiração. As coisas simples são simples e, portanto, difíceis de serem vistas, reconhecidas. O fácil se transmuta em difícil, pois todos defendem que apenas o que é difícil pode ser nobre, apenas o difícil proporciona felicidade...
Mas tudo se encaminha diante do fácil e o caminho da natureza sempre foi o simples. Sempre somos nós os que perseguem o que é extremo, complicado, difícil.
Não se pode confundir simples com simplório. A diferença reside no fato seguinte: o simples é sempre belo, nobre, jocoso, leve, inteligente; o simplório é feio, razoável, superficial, medíocre, digno de pena.
Infelizmente todos confundimos simples com simplório, simplório com complicado, complicado com difícil etc...
Misturando todos estes elementos perdemos a noção de sentido, a percepção fica turva e começamos a degustar apenas do que é difícil. Com o corrompimento da visão, acabamos por escolher permanecer conquistando coisas pelos modos mais complicados, pois agora o simples atingiu status de complicação por uma confusão que nós mesmo fizemos.
Ou seja, o mundo todo, ou melhor, todo o mundo que nossos olhos podem enxergar (este é apenas uma ínfima parcela do mundo que realmente há, mas o único que vemos) torna-se massacrante e opressivo. O pessimismo que advém como consequência direta desta visão deturpada é de inteira responsabilidade de cada indivíduo que assim escolhe interpretar o mundo real.
Cria-se, assim, um "mundo real" particular que não corresponde com a realidade real. Cada indivíduo, portanto, cria, inventa um mundo novo que escamoteia o mundo já existente e, desta forma, existem, na fantasia individual e coletiva, mundos aos milhares, mundos diversos com diversas formas de complicações; mundos que se chocam, que se interferem e que geram complicações ainda maiores. Daí que podemos entender a causa da solidão e do afastamento social das pessoas, o motivo pelo qual ninguém consegue suportar seu próximo, a saber, que cada um é dono de um mundo próprio... O mundo do outro é invasivo, infernal, intolerável... Estes mundos não podem se comunicar, pois são alienados da própria realidade, isto é, são ilusórios, não existem de fato. Como relacionar duas coisas que não existem...? O que existe são meras entidades de razão, fantasias mentais... doenças psíquicas!
Resumindo, somos todos máquinas complicatórias totalmente abstraídas da realidade, sem vínculo concreto com a concretude da existência, vivendo cada qual em sua doce/amarga fantasia!



